REsp 1927182 - DECISAO
O Tribunal confirmou que, nos termos do Decreto-Lei nº 911/69 e da jurisprudência consolidada do STJ (Súmula nº 568/STJ e precedentes indicados), a purgação da mora exige a quitação integral do débito remanescente apresentando-se o depósito parcial informado pelo recorrente como insuficiente, razão pela qual o...
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- Parties
- Recorrente: ANTONIO CARLOS NASCIMENTO TAVARES; Recorrido: instituição financeira
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 April 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão De Mérito Negado Provimento
- Outcome
- Negou provimento ao recurso especial
- Legal Topics
- Alienação Fiduciária, Ação De Busca E Apreensão, Purgação Da Mora, Decreto Lei 911/69, Teoria Do Adimplemento Substancial, Honorários Advocatícios
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Parties
ANTONIO CARLOS NASCIMENTO TAVARES
Recorrente
instituição financeira
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão De Mérito Negado Provimento
Legal Issues
- 1 Se a purgação da mora mediante depósito de parcelas vencidas impede a busca e apreensão nos termos do art. 3º do Decreto-Lei 911/69
- 2 Se é exigível a quitação integral do débito remanescente para remancipação do bem
- 3 Aplicação da jurisprudência consolidada do STJ e da Súmula nº 568/STJ
Ratio Decidendi
O Tribunal confirmou que, nos termos do Decreto-Lei nº 911/69 e da jurisprudência consolidada do STJ (Súmula nº 568/STJ e precedentes indicados), a purgação da mora exige a quitação integral do débito remanescente apresentando-se o depósito parcial informado pelo recorrente como insuficiente, razão pela qual o recurso especial foi negado provimento.
Court Disposition
Negou provimento ao recurso especial
Orders
- Nega provimento ao recurso especial
- Deixa de majorar os honorários advocatícios (art. 85, § 11, CPC/2015)
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto por ANTONIO CARLOS NASCIMENTO TAVARES com fulcro no art. 105, inciso III, "a", da Constituição Federal, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, assim ementado: "APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. PREFACIAL ARGUÍDA EM SEDE DE CONTRARRAZÕES. AUSÊNCIA DE PREPARO. PRELIMINAR REJEITADA. RECORRENTE BENEFICIÁRIO DA GRATUIDADE PROCESSUAL. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. MORA CONSTATADA. DECRETO-LEI 911/69. EFETIVAÇÃO DA MEDIDA DE APREENSÃO DO VEÍCULO. INSURGÊNCIA DO RECORRENTE QUE AFIRMA A PURGAÇÃO DA MORA, ATRAVÉS DE DEPÓSITO DE PARCELAS VENCIDAS. NECESSIDADE DE PAGAMENTO DA INTEGRALIDADE DA DÍVIDA. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. À UNANIMIDADE" (fl. 200, e-STJ). Os embargos de declaração opostos foram rejeitados (fls. 224/226, e-STJ). No especial, o recorrente aponta violação do art. 3º, § 1º, do Decreto-Lei nº 911/69, argumentando, em síntese, que houve a purgação da mora, antes da citação da ação e da expedição do mandado de busca e apreensão, pois efetuou o pagamento das parcelas em atraso, não se podendo exigir a quitação da integralidade da dívida. Afirma que "o prazo para pagamento da integralidade do contrato se inicia após a execução do mandado de busca e apreensão, o que, na presente lide, nunca fora realizado" (fl. 235, e-STJ). Apresentadas contrarrazões (fls. 240/246, e-STJ), o recurso foi admitido na origem. É o relatório. DECIDO. O acórdão impugnado pelo recurso especial foi publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015 (Enunciados Administrativos nºs 2 e 3/STJ). A irresignação não merece prosperar. O tribunal de origem dirimiu a controvérsia aos seguintes fundamentos: "(..) Analisando os autos, vê-se que o requerido, ora apelante, celebrou com a instituição financeira contrato de financiamento de nº 0300650842380000000011, em 05/05/2018, garantindo o financiamento com pacto de alienação fiduciária, no valor de R$ 44.079,36 (quarenta e quatro mil, setenta e nove reais e trinta e seis centavos), a ser pago em 48 parcelas mensais e consecutivas, tendo como objeto um veículo marca/modelo HYUNDAI (..) Entretanto, deixou de efetuar o pagamento desde 05/05/2019, alcançando a dívida o valor atualizado até a propositura da Ação, pelos encargos contratados importa em R$ 22.854,12 (vinte e dois mil, oitocentos e cinquenta e quatro reais e doze centavos). Porém, o requerido/recorrente alega ter efetuado depósito no valor de R$ 1.860,00, para a purgação da mora. Todavia, o Banco alega ausência de purgação da mora, tendo em vista que o valor depositado não contempla o valor devido, qual seja, R$ 25.360,06. Diante da natureza jurídica específica do procedimento executivo de cognição sumária estatuído pelo Decreto-Lei nº 911/69, uma vez constituído o devedor em mora, ipso facto, tem o credor o direito de consolidar-se na propriedade, bem como ter para si a posse direta e plena do bem gravado com o ônus de alienação fiduciária, quando deflagrado o inadimplemento das obrigações pactuadas. Tanto isso é verdade que o art. 5º da legislação em comento faculta ao credor lançar mão da ação de execução de título extrajudicial para penhorar bens do devedor, no ímpeto de satisfazer suas prerrogativas creditícias. A simples alegação do recorrente de que a cobrança efetuada é indevida, pontuando a existência da quitação das parcelas vencidas, não merece prosperar. Inobservados esses requisitos, impõe-se a caracterização da mora, pois não se pode admitir a cômoda postura do devedor mantendo-o na posse do bem. Ora, o recorrente deveria ter efetuado o pagamento da integralidade da dívida, o que não ocorreu, permanecendo inadimplente. E o Decreto-lei retromencionado autoriza o ingresso do pedido de busca e apreensão do veículo desde que haja inadimplemento por parte do contratante e comprovada a mora pelo banco, o que foi perfeitamente atendido pelo recorrido. Assim, como forma de demonstrar a boa-fé e a ética em honrar as obrigações contratuais em aberto, deveria o recorrente/réu ter consignado em juízo os valores incontroversos, para lograr êxito na tentativa de repelir a mora que lhe fora imputada. Entretanto, o que se observa é que apesar do recorrente informar o depósito da quantia de R$ 1.860,00, com a purgação da mora, era necessário que o mesmo efetuasse o pagamento integral do contrato. Entretanto não o fez. Nessa quadra, não se revela legítimo obstar o credor de tomar as medidas cabíveis para reaver a posse do bem, quando a parte devedora apenas informa o depósito do valor referente às parcelas vencidas, o que não se mostra pertinente. (..) Com o julgamento deste Recurso Especial, consolidou-se o entendimento, no sentido de caber ao devedor efetuar o pagamento da integralidade do débito remanescente, a fim de obter a restituição do bem livre de ônus" (fls. 201, e-STJ). Verifica-se, portanto, que a Corte estadual decidiu em conformidade com a jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça, atraindo a incidência da Súmula nº 568/STJ. A propósito: "RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. CONTRATO DE FINANCIAMENTO DE VEÍCULO, COM ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA EM GARANTIA REGIDO PELO DECRETO-LEI 911/69. INCONTROVERSO INADIMPLEMENTO DAS QUATRO ÚLTIMAS PARCELAS (DE UM TOTAL DE 48). EXTINÇÃO DA AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO (OU DETERMINAÇÃO PARA ADITAMENTO DA INICIAL, PARA TRANSMUDÁ-LA EM AÇÃO EXECUTIVA OU DE COBRANÇA), A PRETEXTO DA APLICAÇÃO DA TEORIA DO ADIMPLEMENTO SUBSTANCIAL. DESCABIMENTO. 1. ABSOLUTA INCOMPATIBILIDADE DA CITADA TEORIA COM OS TERMOS DA LEI ESPECIAL DE REGÊNCIA. RECONHECIMENTO. 2. REMANCIPAÇÃO DO BEM AO DEVEDOR CONDICIONADA AO PAGAMENTO DA INTEGRALIDADE DA DÍVIDA, ASSIM COMPREENDIDA COMO OS DÉBITOS VENCIDOS, VINCENDOS E ENCARGOS APRESENTADOS PELO CREDOR, CONFORME ENTENDIMENTO CONSOLIDADO DA SEGUNDA SEÇÃO, SOB O RITO DOS RECURSOS ESPECIAIS REPETITIVOS (REsp n. 1.418.593/MS). 3. INTERESSE DE AGIR EVIDENCIADO, COM A UTILIZAÇÃO DA VIA JUDICIAL ELEITA PELA LEI DE REGÊNCIA COMO SENDO A MAIS IDÔNEA E EFICAZ PARA O PROPÓSITO DE COMPELIR O DEVEDOR A CUMPRIR COM A SUA OBRIGAÇÃO (AGORA, POR ELE REPUTADA ÍNFIMA), SOB PENA DE CONSOLIDAÇÃO DA PROPRIEDADE NAS MÃOS DO CREDOR FIDUCIÁRIO. 4. DESVIRTUAMENTO DA TEORIA DO ADIMPLEMENTO SUBSTANCIAL, CONSIDERADA A SUA FINALIDADE E A BOA-FÉ DOS CONTRATANTES, A ENSEJAR O ENFRAQUECIMENTO DO INSTITUTO DA GARANTIA FIDUCIÁRIA. VERIFICAÇÃO. 5. RECURSO ESPECIAL PROVIDO. 1. A incidência subsidiária do Código Civil, notadamente as normas gerais, em relação à propriedade/titularidade fiduciária sobre bens que não sejam móveis infugíveis, regulada por leis especiais, é excepcional, somente se afigurando possível no caso em que o regramento específico apresentar lacunas e a solução ofertada pela "lei geral" não se contrapuser às especificidades do instituto regulado pela lei especial (ut Art. 1.368-A, introduzido pela Lei n. 10931/2004). 1.1 Além de o Decreto-Lei n. 911/1969 não tecer qualquer restrição à utilização da ação de busca e apreensão em razão da extensão da mora ou da proporção do inadimplemento, é expresso em exigir a quitação integral do débito como condição imprescindível para que o bem alienado fiduciariamente seja remancipado. Em seus termos, para que o bem possa ser restituído ao devedor, livre de ônus, não basta que ele quite quase toda a dívida; é insuficiente que pague substancialmente o débito; é necessário, para esse efeito, que quite integralmente a dívida pendente. 2. Afigura-se, pois, de todo incongruente inviabilizar a utilização da ação de busca e apreensão na hipótese em que o inadimplemento revela-se incontroverso - desimportando sua extensão, se de pouca monta ou se de expressão considerável -, quando a lei especial de regência expressamente condiciona a possibilidade de o bem ficar com o devedor fiduciário ao pagamento da integralidade da dívida pendente. Compreensão diversa desborda, a um só tempo, do diploma legal exclusivamente aplicável à questão em análise (Decreto-Lei n. 911/1969), e, por via transversa, da própria orientação firmada pela Segunda Seção, por ocasião do julgamento do citado Resp n. 1.418.593/MS, representativo da controvérsia, segundo a qual a restituição do bem ao devedor fiduciante é condicionada ao pagamento, no prazo de cinco dias contados da execução da liminar de busca e apreensão, da integralidade da dívida pendente, assim compreendida como as parcelas vencidas e não pagas, as parcelas vincendas e os encargos, segundo os valores apresentados pelo credor fiduciário na inicial. 3. Impor-se ao credor a preterição da ação de busca e apreensão (prevista em lei, segundo a garantia fiduciária a ele conferida) por outra via judicial, evidentemente menos eficaz, denota absoluto descompasso com o sistema processual. Inadequado, pois, extinguir ou obstar a medida de busca e apreensão corretamente ajuizada, para que o credor, sem poder se valer de garantia fiduciária dada (a qual, diante do inadimplemento, conferia-lhe, na verdade, a condição de proprietário do bem), intente ação executiva ou de cobrança, para só então adentrar no patrimônio do devedor, por meio de constrição judicial que poderá, quem sabe (respeitada o ordem legal), recair sobre esse mesmo bem (naturalmente, se o devedor, até lá, não tiver dele se desfeito). 4. A teoria do adimplemento substancial tem por objetivo precípuo impedir que o credor resolva a relação contratual em razão de inadimplemento de ínfima parcela da obrigação. A via judicial para esse fim é a ação de resolução contratual. Diversamente, o credor fiduciário, quando promove ação de busca e apreensão, de modo algum pretende extinguir a relação contratual. Vale-se da ação de busca e apreensão com o propósito imediato de dar cumprimento aos termos do contrato, na medida em que se utiliza da garantia fiduciária ajustada para compelir o devedor fiduciante a dar cumprimento às obrigações faltantes, assumidas contratualmente (e agora, por ele, reputadas ínfimas). A consolidação da propriedade fiduciária nas mãos do credor apresenta-se como consequência da renitência do devedor fiduciante de honrar seu dever contratual, e não como objetivo imediato da ação. E, note-se que, mesmo nesse caso, a extinção do contrato dá-se pelo cumprimento da obrigação, ainda que de modo compulsório, por meio da garantia fiduciária ajustada. 4.1 É questionável, se não inadequado, supor que a boa-fé contratual estaria ao lado de devedor fiduciante que deixa de pagar uma ou até algumas parcelas por ele reputadas ínfimas - mas certamente de expressão considerável, na ótica do credor, que já cumpriu integralmente a sua obrigação -, e, instado extra e judicialmente para honrar o seu dever contratual, deixa de fazê-lo, a despeito de ter a mais absoluta ciência dos gravosos consectários legais advindos da propriedade fiduciária. A aplicação da teoria do adimplemento substancial, para obstar a utilização da ação de busca e apreensão, nesse contexto, é um incentivo ao inadimplemento das últimas parcelas contratuais, com o nítido propósito de desestimular o credor - numa avaliação de custo-benefício - de satisfazer seu crédito por outras vias judiciais, menos eficazes, o que, a toda evidência, aparta-se da boa-fé contratual propugnada. 4.2. A propriedade fiduciária, concebida pelo legislador justamente para conferir segurança jurídica às concessões de crédito, essencial ao desenvolvimento da economia nacional, resta comprometida pela aplicação deturpada da teoria do adimplemento substancial. 5. Recurso Especial provido" (REsp 1.622.555/MG, Rel. Ministro MARCO BUZZI, Rel. p/ Acórdão Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 22/02/2017, DJe 16/03/2017). "PROCESSUAL CIVIL. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. APRECIAÇÃO DE TODAS AS QUESTÕES RELEVANTES DA LIDE PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. AUSÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 1.022 DO CPC/2015. BUSCA E APREENSÃO. EXISTÊNCIA DE PARCELAS EM ABERTO. POSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE QUITAÇÃO INTEGRAL DO DÉBITO PARA OBSTAR A APREENSÃO DO BEM. DECISÃO MANTIDA. 1. Inexiste afronta ao art. 1.022 do CPC/2015 quando o acórdão recorrido pronuncia-se, de forma clara e suficiente, acerca das questões suscitadas nos autos, manifestando-se sobre todos os argumentos que, em tese, poderiam infirmar a conclusão adotada pelo Juízo. 2. "Além de o Decreto-Lei n. 911/1969 não tecer qualquer restrição à utilização da ação de busca e apreensão em razão da extensão da mora ou da proporção do inadimplemento, é expresso em exigir a quitação integral do débito como condição imprescindível para que o bem alienado fiduciariamente seja remancipado. Em seus termos, para que o bem possa ser restituído ao devedor, livre de ônus, não basta que ele quite quase toda a dívida; é insuficiente que pague substancialmente o débito; é necessário, para esse efeito, que quite integralmente a dívida pendente" (REsp 1.622.555/MG, Rel. Ministro MARCO BUZZI, Rel. p/ Acórdão Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 22/2/2017, DJe 16/3/2017). 3. Agravo interno a que se nega provimento" (AgInt no AREsp 1.255.305/SC, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA, julgado em 14/08/2018, DJe 21/08/2018). "CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. RECURSO MANEJADO SOB A ÉGIDE DO NCPC. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA EM GARANTIA. LEI N. 10.931/04, QUE ALTEROU O ART. 3º DO DECRETO-LEI Nº 911/69. PURGAÇÃO DA MORA. NECESSIDADE DE PAGAMENTO DA INTEGRALIDADE DA DÍVIDA. DECISÃO MANTIDA. INCIDÊNCIA DA MULTA DO ART. 1.021, § 4º, DO NCPC. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO, COM IMPOSIÇÃO DE MULTA. 1. Aplica-se o NCPC a este recurso ante os termos do Enunciado Administrativo nº 3, aprovado pelo Plenário do STJ na sessão de 9/3/2016: Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC. 2. A jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que, a partir da edição da Lei nº 10.931/04, que alterou o art. 3º do Decreto-lei nº 911/69, compete ao devedor pagar a integralidade do débito remanescente no prazo de 5 dias após a execução da liminar para que o bem lhe seja restituído livre do ônus, sob pena de consolidação da propriedade do bem móvel objeto de alienação fiduciária. 3. Não sendo a linha argumentativa apresentada capaz de evidenciar a inadequação dos fundamentos invocados pela decisão agravada, o presente agravo não se revela apto a alterar o conteúdo do julgado impugnado, devendo ele ser integralmente mantido em seus próprios termos. 4. Em virtude do não provimento do presente recurso, e da anterior advertência em relação a aplicabilidade do NCPC, incide ao caso a multa prevista no art. 1.021, § 4º, do NCPC, no percentual de 3% sobre o valor atualizado da causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito da respectiva quantia, nos termos do § 5º daquele artigo de lei. 5. Agravo interno não provido, com imposição de multa" (AgInt no REsp 1.747.235/RS, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em 01/04/2019, DJe 03/04/2019). Ante o exposto, nego provimento ao recurso especial. Em observância ao art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, deixo de majorar os honorários advocatícios, haja vista que, na origem, já foram estipulados no patamar máximo (20% sobre valor da causa). Publique-se. Intimem-se.