AREsp 1679872 - ACORDAO
Rejeitaram-se os embargos de declaração porque o acórdão recorrido apresentou fundamentação necessária e suficiente, sem omissão, contradição ou obscuridade; os embargos perseguiriam rediscussão de matéria já apreciada e não são meio para modificar o julgado; decretos não configuram dispositivo de 'lei federal' para...
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- Parties
- Autor: autor; Réu: INSS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 August 2021
- Procedural Posture
- Previdenciário Revisão De Aposentadoria Por Idade / Embargos De Declaração (rejeitados) Segunda Turma
- Outcome
- Embargos de declaração rejeitados por unanimidade
- Legal Topics
- Aposentadoria Por Idade, Revisão De Benefício, Embargos De Declaração, Prequestionamento, Súmulas 283 E 284 Do STF, Arts. 489 E 1.022 Do Cpc/2015, Decreto N. 83.081/79, Lei 8.212/91
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Parties
autor
Autor
INSS
Réu
Procedural Posture
Previdenciário Revisão De Aposentadoria Por Idade / Embargos De Declaração (rejeitados) Segunda Turma
Legal Issues
- 1 Existência de omissão, contradição ou obscuridade no acórdão recorrido
- 2 Admissibilidade dos embargos de declaração para promover reexame de matéria já decidida
- 3 Possibilidade de manejo de recurso especial em face de decreto ou súmula
Ratio Decidendi
Rejeitaram-se os embargos de declaração porque o acórdão recorrido apresentou fundamentação necessária e suficiente, sem omissão, contradição ou obscuridade; os embargos perseguiriam rediscussão de matéria já apreciada e não são meio para modificar o julgado; decretos não configuram dispositivo de 'lei federal' para fins de recurso especial; e fundamento relevante não foi impugnado no recurso, atraindo óbices das Súmulas 283 e 284 do STF.
Court Disposition
Embargos de declaração rejeitados por unanimidade
Orders
- Embargos de declaração rejeitados
Full Case Text
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2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Herman Benjamin, Og Fernandes, Mauro Campbell Marques e Assusete Magalhães votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Herman Benjamin. EMENTA PROCESSUAL CIVIL.PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR IDADE. REVISÃO DO BENEFÍCIO. AGRAVO INTERNO. ALEGAÇÕES DE VÍCIOS NO ACÓRDÃO. INEXISTENTES. I - Na origem, trata-se de ação ajuizada contra o INSS objetivando a revisão da aposentadoria por idade. Na sentença, julgou-se improcedente o pedido. No Tribunal a quo, a sentença foi reformada para julgar parcialmente procedente o pedido e condenar a autarquia a rever a renda mensal inicial da aposentadoria por idade do autor, desde a data da sua concessão (12/2/2000), considerando o tempo de contribuição de 34 anos, 6 meses e 11 dias e os salários de contribuição. Esta Corte conheceu do agravo para não conhecer do recurso especial. II - Opostos embargos de declaração, aponta a parte embargante vícios no acórdão embargado. Não há vício no acórdão. A matéria foi devidamente tratada com clareza e sem contradições. III - Embargos de declaração não se prestam ao reexame de questões já analisadas, com o nítido intuito de promover efeitos modificativos ao recurso, quando a decisão apreciou as teses relevantes para o deslinde do caso e fundamentou sua conclusão. IV -Os apontamentos de vícios pela parte embargante foram tratados com clareza e sem contradições, conforme se percebe dos seguintes trechos do acórdão: "A análise do acórdão recorrido em conjunto com a sua decisão integrativa revela que o Tribunal de origem adotou fundamentação necessária e suficiente à solução integral da controvérsia que lhe foi devolvida, tendo apreciado, de modo coerente e satisfatório, as questões imprescindíveis ao deslinde do feito.Conclui-se, portanto, que o acórdão recorrido não padeceu de nenhuma mácula capaz de ensejar a oposição de embargos de declaração. .. Por fim, o reexame do acórdão recorrido, em confronto com as razões do recurso especial, revela que o fundamento apresentado naquele julgado, acerca do não cumprimento do interstício da classe 2 para a classe 3, em 5/1995, para fins de enquadramento dos salários de contribuição, utilizado de forma suficiente para manter a decisão proferida no Tribunal a quo, não foi rebatido no apelo nobre, o que atrai os óbices das Súmulas n. 283 e 284, ambas do STF, in verbis: .. ."As alegações da parte, como se vê, configuram a intenção de rediscutir a matéria, o que é inviável em embargos de declaração. V - A contradição que vicia o julgado de nulidade é a interna, em que se constata uma inadequação lógica entre a fundamentação posta e a conclusão adotada, o que, a toda evidência, não retrata a hipótese dos autos. Nesse sentido: EDcl no AgInt no RMS 51.806/ES,relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 16/5/2017, DJe 22/5/2017; EDcl no REsp 1.532.943/MT, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 18/5/2017, DJe 2/6/2017. VI - Embargos de declaração rejeitados.
RELATÓRIO Na origem, trata-se de ação ajuizada contra o INSS objetivando a revisão da aposentadoria por idade. Na sentença, julgou-se improcedente o pedido. No Tribunal a quo, a sentença foi reformada para julgar parcialmente procedente o pedido e condenar a autarquia a rever a renda mensal inicial da aposentadoria por idade do autor, desde a data da sua concessão (12/2/2000), considerando o tempo de contribuição de 34 anos, 6 meses e 11 dias e os salários de contribuição. Nesta Corte, conheceu-se do agravo para não se conhecer do recurso especial. Interposto agravo interno, este foi julgado pela Segunda Turma, conforme a seguinte ementa do acórdão: PROCESSUAL CIVIL. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR IDADE. REVISÃO DO BENEFÍCIO. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS ARTS. 489 E 1.022, AMBOS DO CPC/2015. INEXISTÊNCIA. OFENSA A DECRETO. INVIABILIDADE DO RECURSO ESPECIAL. NÃO CUMPRIMENTO DO INTERSTÍCIO. FUNDAMENTO NÃO IMPUGNADO. APLICAÇÃO DAS SÚMULAS N. 283 E 284, AMBOS DO STF. I - Na origem, trata-se de ação ajuizada contra o INSS objetivando a revisão da aposentadoria por idade. Na sentença, julgou-se improcedente o pedido. No Tribunal a quo, a sentença foi reformada para julgar parcialmente procedente o pedido e condenar a autarquia a rever a renda mensal inicial da aposentadoria por idade do autor, desde a data da sua concessão (12/2/2000), considerando o tempo de contribuição de 34 anos, 6 meses e 11 dias e os salários de contribuição. Esta Corte conheceu do agravo para não conhecer do recurso especial. II - A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é firme no sentido de que não há violação dos arts. 489 e 1.022, ambos do CPC/2015 quando o Tribunal a quo se manifesta clara e fundamentadamente acerca dos pontos indispensáveis para o desate da controvérsia, apreciando-a fundamentadamente e apontando as razões de seu convencimento, ainda que de forma contrária aos interesses da parte, como verificado na hipótese. III - A análise do acórdão recorrido em conjunto com a sua decisão integrativa revela que o Tribunal de origem adotou fundamentação necessária e suficiente à solução integral da controvérsia que lhe foi devolvida, tendo apreciado, de modo coerente e satisfatório, as questões imprescindíveis ao deslinde do feito. IV - O acórdão recorrido não padeceu de nenhuma mácula capaz de ensejar a oposição de embargos de declaração. V - A oposição dos embargos declaratórios teve a sua finalidadedesvirtuada, porquanto caracterizou, apenas, a irresignação da parte embargante, ora recorrente, em relação à prestação jurisdicional contrária aos seus interesses. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes:(REsp n. 1.833.594/PE, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 3/12/2019, DJe 12/5/2020 e AgInt no AREsp n. 1.594.694/MS, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 8/6/2020, DJe 12/6/2020.) VI - Em relação à suposta violação dos arts. 47, 48 e 60 do Decreto n. 83.081/79, esclareça-se que, consoante pacífica jurisprudência desta Corte, o conceito de tratado ou lei federal, inserto na alínea a do inciso III do art. 105 da Constituição Federal, deve ser considerado em seu sentido estrito, não compreendendo súmulas de tribunais, bem como decretos. Assim, é inadmissível o recurso especial manejado em face de eventual violação de dispositivo de decreto. Nesse sentido: (AgInt nos EDcl no AREsp 938.238/SP, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 20/6/2017, DJe 26/6/2017 e AgInt no AREsp 1.335.207/ES, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, julgado em 23/9/2019, DJe 25/9/2019.) VII - O reexame do acórdão recorrido, em confronto com as razões do recurso especial, revela que o fundamento apresentado naquele julgado, acerca do não cumprimento do interstício da classe 2 para a classe 3, em 5/1995, para fins de enquadramento dos salários de contribuição, utilizado de forma suficiente para manter a decisão proferida no Tribunala quo, não foi rebatido no apelo nobre, o que atrai os óbices das Súmulas n. 283 e 284, ambas do STF. VIII - Agravo interno improvido. Opostos embargos de declaração, aponta a parte embargante vícios no acórdão embargado, conforme seguintes trechos da petição: Nesse contexto, rogando que, ao menos nessa derradeira oportunidade, sejam enfrentadas as questões que desde a origem a parte autora busca sejam apreciadas de forma plena e direta, suscita-se sejam supridas as omissões e contradições no enfrentamento dos argumentos colacionados no agravo interno a denotar a viabilidade da apreciação do mérito do apelo. Inicialmente, para contextualizar, cumpre destacar que o recurso especial, em apertadíssima síntese, questiona que o Julgado recorrido não teria enfrentado, ainda que suscitado via recurso declaratório, bem como, uma vez não reconhecida a omissão, haveria violação à legislação federal apontada, pois o autor faz jus ao reconhecimento do direito à contagem como especial do tempo de labor na profissão de odontólogo e também à retificação do enquadramento na escala de salário base, consoante, inclusive, constatado, matematicamente, pela Contadoria Judicial. Destarte, quanto a violação ao art.1022, uma vez que a conclusão foi no sentido de que "a oposição dos embargos declaratórios teve a sua finalidade desvirtuadaporquanto caracterizou, apenas, a irresignação da parte embargante, ora recorrente, em relação à prestação jurisdicional contrária aos seus interesses.", reconhecido, implicitamente, que a matéria de fundo restou prequestionada, cabendo, portanto, seu conhecimento, já que impugnada também em seu mérito. Não há justificativa, pois, para trancar o apelo por tal motivo à medida que o recurso impugnou a matéria de fundo. .. Como se observa, a arguição foi expressa aos artigos da Lei 8.212/91, sendo certo que, em todas as manifestações da parte autora, principalmente as peças recursais, há expressa menção ao referido texto de lei federal. A citação dos artigos do Decreto anterior, repisa-se, serviu como reforço de argumentação, cujo intuito era contextualizar a situação, de modo a denotar que a regra se perpetuava ao longo do tempo. Outrossim, inexiste o óbice apontado para não conhecer o apelo, eis que, insiste-se, a violação à letra da lei federal foi expressamente apontada. Ignorar tal argumento significa ratificar a intenção de negar a própria prestação jurisdicional. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL.PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR IDADE. REVISÃO DO BENEFÍCIO. AGRAVO INTERNO. ALEGAÇÕES DE VÍCIOS NO ACÓRDÃO. INEXISTENTES. I - Na origem, trata-se de ação ajuizada contra o INSS objetivando a revisão da aposentadoria por idade. Na sentença, julgou-se improcedente o pedido. No Tribunal a quo, a sentença foi reformada para julgar parcialmente procedente o pedido e condenar a autarquia a rever a renda mensal inicial da aposentadoria por idade do autor, desde a data da sua concessão (12/2/2000), considerando o tempo de contribuição de 34 anos, 6 meses e 11 dias e os salários de contribuição. Esta Corte conheceu do agravo para não conhecer do recurso especial. II - Opostos embargos de declaração, aponta a parte embargante vícios no acórdão embargado. Não há vício no acórdão. A matéria foi devidamente tratada com clareza e sem contradições. III - Embargos de declaração não se prestam ao reexame de questões já analisadas, com o nítido intuito de promover efeitos modificativos ao recurso, quando a decisão apreciou as teses relevantes para o deslinde do caso e fundamentou sua conclusão. IV -Os apontamentos de vícios pela parte embargante foram tratados com clareza e sem contradições, conforme se percebe dos seguintes trechos do acórdão: "A análise do acórdão recorrido em conjunto com a sua decisão integrativa revela que o Tribunal de origem adotou fundamentação necessária e suficiente à solução integral da controvérsia que lhe foi devolvida, tendo apreciado, de modo coerente e satisfatório, as questões imprescindíveis ao deslinde do feito.Conclui-se, portanto, que o acórdão recorrido não padeceu de nenhuma mácula capaz de ensejar a oposição de embargos de declaração. .. Por fim, o reexame do acórdão recorrido, em confronto com as razões do recurso especial, revela que o fundamento apresentado naquele julgado, acerca do não cumprimento do interstício da classe 2 para a classe 3, em 5/1995, para fins de enquadramento dos salários de contribuição, utilizado de forma suficiente para manter a decisão proferida no Tribunal a quo, não foi rebatido no apelo nobre, o que atrai os óbices das Súmulas n. 283 e 284, ambas do STF, in verbis: .. ."As alegações da parte, como se vê, configuram a intenção de rediscutir a matéria, o que é inviável em embargos de declaração. V - A contradição que vicia o julgado de nulidade é a interna, em que se constata uma inadequação lógica entre a fundamentação posta e a conclusão adotada, o que, a toda evidência, não retrata a hipótese dos autos. Nesse sentido: EDcl no AgInt no RMS 51.806/ES,relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 16/5/2017, DJe 22/5/2017; EDcl no REsp 1.532.943/MT, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 18/5/2017, DJe 2/6/2017. VI - Embargos de declaração rejeitados. VOTO Os embargos não merecem acolhimento. Segundo o art. 1.022 do Código de Processo Civil de 2015, os embargos de declaração são cabíveis para esclarecer obscuridade; eliminar contradição; suprir omissão de ponto ou questão sobre as quais o juiz devia pronunciar-se de ofício ou a requerimento; e/ou corrigir erro material. Conforme entendimento pacífico desta Corte: O julgador não está obrigado a responder a todas as questões suscitadas pelas partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão. A prescrição trazida pelo art. 489 do CPC/2015 veio confirmar a jurisprudência já sedimentada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, sendo dever do julgador apenas enfrentar as questões capazes de infirmar a conclusão adotada na decisão recorrida." (EDcl no MS 21.315/DF, relatoraMinistra Diva Malerbi (desembargadora Convocada TRF 3ª Região), Primeira Seção, julgado em 8/6/2016, DJe 15/6/2016). Os apontamentos de vícios pela parte embargante foram tratados com clareza e sem contradições, conforme se percebe dos seguintes trechos do acórdão: A análise do acórdão recorrido em conjunto com a sua decisão integrativa revela que o Tribunal de origem adotou fundamentação necessária e suficiente à solução integral da controvérsia que lhe foi devolvida, tendo apreciado, de modo coerente e satisfatório, as questões imprescindíveis ao deslinde do feito. Conclui-se, portanto, que o acórdão recorrido não padeceu de nenhuma mácula capaz de ensejar a oposição de embargos de declaração. .. Por fim, o reexame do acórdão recorrido, em confronto com as razões do recurso especial, revela que o fundamento apresentado naquele julgado, acerca do não cumprimento do interstício da classe 2 para a classe 3, em 5/1995, para fins de enquadramento dos salários de contribuição, utilizado de forma suficiente para manter a decisão proferida no Tribunala quo, não foi rebatido no apelo nobre, o que atrai os óbices das Súmulas n. 283 e 284, ambas do STF, in verbis: Súmula n. 283 É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles. Súmula n. 284 É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia. As alegações da parte, como se vê, configuram a intenção de rediscutir a matéria, o que é inviável em embargos de declaração. A pretensão de reformar o julgado não se coaduna com as hipóteses de omissão, contradição, obscuridade ou erro material contidas no art. 1.022 do CPC/2015, razão pela qual inviável o seu exame em embargos de declaração. Nesse sentido: PROCESSO CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. FINALIDADE DE PREQUESTIONAMENTO DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. OMISSÃO. NÃO OCORRÊNCIA. EFEITOS INFRINGENTES. IMPOSSIBILIDADE. ART. 1.022 DO NOVO CPC. 1. A ocorrência de um dos vícios previstos no art. 1.022 do CPC é requisito de admissibilidade dos embargos de declaração, razão pela qual a pretensão de mero prequestionamento de dispositivos constitucionais para a viabilização de eventual recurso extraordinário não possibilita a sua oposição. Precedentes da Corte Especial. 2. A pretensão de reformar o julgado não se coaduna com as hipóteses de omissão, contradição, obscuridade ou erro material contidas no art. 1.022 do novo CPC, razão pela qual inviável o seu exame em sede de embargos de declaração. 3. Embargos de declaração rejeitados. (EDcl nos EAREsp 166.402/PE, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, CORTE ESPECIAL, julgado em 15/3/2017, DJe 29/3/2017.) EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA RECLAMAÇÃO. CONTRADIÇÃO. NÃO OCORRÊNCIA. OMISSÕES. INEXISTÊNCIA. CARÁTER PROCRASTINATÓRIO RECONHECIDO. APLICAÇÃO DE MULTA. 1. A contradição capaz de ensejar o cabimento dos embargos declaratórios é aquela que se revela quando o julgado contém proposições inconciliáveis internamente. 2. Sendo os embargos de declaração recurso de natureza integrativa destinado a sanar vício - obscuridade, contradição ou omissão -, não podem ser acolhidos quando a parte embargante pretende, essencialmente, a obtenção de efeitos infringentes. 3. Evidenciado o caráter manifestamente protelatório dos embargos de declaração, cabe a aplicação da multa prevista no parágrafo único do art. 538 do CPC/1973. 4. Embargos de declaração rejeitados com aplicação de multa. (EDcl na Rcl 8.826/RJ, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, CORTE ESPECIAL, julgado em 15/2/2017, DJe 15/3/2017.) A contradição que vicia o julgado de nulidade é a interna, em que se constata uma inadequação lógica entre a fundamentação posta e a conclusão adotada, o que, a toda evidência, não retrata a hipótese dos autos. Nesse sentido: EDcl no AgInt no RMS 51.806/ES, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 16/5/2017, DJe 22/5/2017; EDcl no REsp 1.532.943/MT, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, julgado em 18/5/2017, DJe 2/6/2017. No caso dos autos, não há omissão de ponto ou questão sobre as quais o juiz, de ofício ou a requerimento, devia pronunciar-se, considerando que a decisão apreciou as teses relevantes para o deslinde do caso e fundamentou sua conclusão. Ante o exposto, rejeito os embargos de declaração. É o voto.