AREsp 2853986 - DECISAO
Conheceu-se do Agravo e não se conheceu do Recurso Especial porque a alegação de omissão prevista no art. 1.022 do CPC foi formulada de forma genérica, sujeito ao óbice da Súmula 284/STF, e porque não é cabível Recurso Especial para matéria que implique analisar interpretação ou violação de norma diversa de tratado...
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- Parties
- Agravante: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 March 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Conhecimento Do Agravo E De Não Conhecimento Do Recurso Especial (admissibilidade)
- Outcome
- Conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial.
- Legal Topics
- Aposentadoria Por Idade, Trabalhador Rural, Termo Inicial Do Benefício Previdenciário, Tema 660 Do STJ, Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula 284/stf, Art. 1.022 Do CPC
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Parties
INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Conhecimento Do Agravo E De Não Conhecimento Do Recurso Especial (admissibilidade)
Legal Issues
- 1 Alegada ofensa ao art. 1.022 do CPC (ausência de prestação jurisdicional)
- 2 Aplicação do Tema 660 do STJ quanto ao termo inicial do benefício previdenciário
- 3 Admissibilidade do Recurso Especial diante de alegações genéricas ou de interpretação de norma diversa de tratado ou lei federal
Ratio Decidendi
Conheceu-se do Agravo e não se conheceu do Recurso Especial porque a alegação de omissão prevista no art. 1.022 do CPC foi formulada de forma genérica, sujeito ao óbice da Súmula 284/STF, e porque não é cabível Recurso Especial para matéria que implique analisar interpretação ou violação de norma diversa de tratado ou lei federal.
Court Disposition
Conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de Agravo apresentado por INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL à decisão que não admitiu seu Recurso Especial. O apelo, fundamentado no artigo 105, III, alíneas "a" e "c", da CF/88, visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 6ª REGIÃO, assim resumido: PREVIDENCIÁRIO E CONSTITUCIONAL. APOSENTADORIA POR IDADE. TRABALHADOR(A) RURAL. CONTRIBUIÇÕES DE NATUREZA URBANA EXTENSAS. DEMONSTRAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE ATIVIDADE CAMPESINA. APLICAÇÃO DO ART. 48, § 3º, DA LEI Nº 8.213/91. INICIO DE PROVA MATERIAL. PROVA TESTEMUNHAL. IDADE MINIMA. CONSECTÁRIOS DA CONDENAÇÃO. 1. EM QUE PESE A EXTENSÃO DOS VÍNCULOS URBANOS DESEMPENHADOS PELA PARTE AUTORA EFETIVAMENTE IMPEDIR O DEFERIMENTO DA PRESTAÇÃO POR ALMEJADA, O CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO DIVISADO NO CASO DOS AUTOS PERMITE A APLICAÇÃO DA REGRA INSERTA NO ART. 48, § 3º, DA LEI Nº8.213/91. 2. CONSECTÁRIOS DA CONDENAÇÃO FIXADOS DE ACORDO COM O ENTENDIMENTO JURISPRUDENCIAL DA SEGUNDA TURMA DESTA CORTE REGIONAL FEDERAL. 3. APELAÇÃO DA PARTE AUTORA PARCIALMENTE PROVIDA (APOSENTADORIA POR IDADE RURAL HÍBRIDA) (fl. 262). Quanto à primeira controvérsia, pela alínea "a" do permissivo constitucional, a parte recorrente aduz ofensa ao art. 1.022 do CPC, no que concerne à ausência de prestação jurisdicional. Quanto à segunda controvérsia, pelas alíneas "a" e "c" do permissivo constitucional, a parte recorrente alega a necessidade de observância do Tema 660 do STJ, sustentando que o termo inicial do benefício previdenciário deve equivaler à data do requerimento administrativo, e não à data do implemento do requisito etário. É o relatório. Decido. Quanto à primeira controvérsia, incide o óbice da Súmula n. 284/STF, tendo em vista que a parte recorrente aponta ofensa ao art. 1.022 do Código de Processo Civil de 2015 (art. 535 do Código de Processo Civil de 1973), sem especificar, todavia, quais incisos foram contrariados, a despeito da indicação de omissão, contradição, obscuridade ou erro material. Nesse sentido: "É deficiente a fundamentação do recurso especial em que a alegação de ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015 se faz de forma genérica, sem especificar quais foram os incisos violados. Aplica-se, na hipótese, o óbice da Súmula 284 do STF". (AgInt no AREsp n. 1.530.183/RS, Rel. Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 19.12.2019.) Confira-se também os seguintes julgados: AgInt no AREsp n. 2.017.243/CE, Rel. Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe de 2.6.2022; AgInt no AREsp n. 1.721.970/SP, Rel. Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 30.3.2022; AgInt no AREsp n. 1.766.826/RS, Rel. Ministro Manoel Erhardt (Desembargador Convocado do TRF-5ª Região), Primeira Turma, DJe de 30.4.2021; AgInt no AREsp n. 1.559.920/SE, Rel. Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe de 22.10.2020. Quanto à segunda controvérsia, não é cabível o Recurso Especial quando se busca analisar a violação ou a interpretação divergente de norma diversa de tratado ou lei federal. Confiram-se ainda os seguintes precedentes: AgInt no AREsp n. 1.565.020/RJ, Rel. Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, DJe de 14.8.2020; AgInt no REsp n. 1.832.794/RO, Rel. Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJe de 27.11.2019; AgInt no AREsp n. 1.425.911/MG, Rel. Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, DJe de 15.10.2019; AgInt no REsp n. 1.864.804/SP, Rel. Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 7.6.2021. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA