AREsp 2927108 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do Recurso Especial porque a matéria postulada incluía discussão sobre decreto regulamentar (inadmissível em recurso especial), não houve prequestionamento pelo Tribunal a quo na forma requerida, a análise pretendida implicaria reexame de provas (Súmula 7/STJ) e não houve...
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- Parties
- Agravante: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Procedural Posture
- Agravo / Decisão De Conhecimento Do Agravo E Não Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial.
- Legal Topics
- Aposentadoria Por Tempo De Contribuição, Atividade Especial, Nível De Exposição Normalizado (nen), Prequestionamento, Dissídio Jurisprudencial, Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula 7/stj, Súmula 284/stf
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Parties
INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL
Agravante
Procedural Posture
Agravo / Decisão De Conhecimento Do Agravo E Não Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Reconhecimento de período laborado (02/05/1997 a 07/12/2000) como atividade especial por exposição ao ruído (NEN)
- 2 Possibilidade de reafirmação da DER para 25/03/2019 por permanência na atividade especial
- 3 Cabimento de recurso especial fundado em violação de decreto regulamentar (Decreto n. 3.048/1999)
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do Recurso Especial porque a matéria postulada incluía discussão sobre decreto regulamentar (inadmissível em recurso especial), não houve prequestionamento pelo Tribunal a quo na forma requerida, a análise pretendida implicaria reexame de provas (Súmula 7/STJ) e não houve demonstração adequada de dissídio jurisprudencial, além de existência de vício de fundamentação que atrai a Súmula 284/STF quanto à invocação de dispositivo inexistente.
Court Disposition
Conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial.
Orders
- Conheço do Agravo e não conheço do Recurso Especial.
- Publique-se.
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DECISÃO Cuida-se de Agravo apresentado pelo INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL à decisão que não admitiu seu Recurso Especial. O apelo, fundamentado no artigo 105, III, alíneas "a" e "c", da CF/88, visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO, assim resumido: PREVIDENCIÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. ATIVIDADE ESPECIAL. LEI VIGENTE À ÉPOCA DO EXERCÍCIO LABOR AL. RUÍDO. RADIAÇÃO NÃO IONIZANTE. DOCUMENTO EXTEMPORÂNEO. CABIMENTO. AUSÊNCIA DE EPI EFICAZ. BENEFÍCIO DEVIDO. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. APELAÇÃO DO INSS PROVIDA EM PARTE. Quanto à primeira controvérsia, pelas alíneas "a" e "c" do permissivo constitucional, a parte recorrente alega violação e interpretação divergente dos arts. 58, § 1º, da Lei n. 8.213/1991, e 68, § 12, do Decreto n. 3.048/1999, no que concerne à necessidade de reconhecimento como especial do período trabalhado entre 02.05.1997 e 07.12.2000, tendo em vista que o laudo pericial complementar, elaborado segundo metodologia correta para aferição do ruído (NEN), constatou exposição acima dos limites de tolerância (90 Db), trazendo a seguinte argumentação: Com a devida vênia, Douto Julgador, a decisão contradiz o expresso em lei e o entendimento jurisprudencial, haja visto que limita a caracterização a Agente Nocivo a um tipo de atividade profissional específica, pois desconsiderou a COMPLEMENTAÇÃO E ESCLARECIMENTO DO LAUDO PERICIAL JUDICIAL DAS CONDIÇÕES AMBIENTAIS DE TRABALHO PRODUZIDO NOS AUTOS, CONFORME DOCUMENTO ID 165841715, O NOBRE PERITO RETIFICOU O LAUDO E A EXPOSIÇÃO DO AGENTO NOCIVO RUÍDO, REALIZANDO O CÁLCULO CORRETO E EM ESTRITA OBSERVÂNCIA A METODOLOGIA ESTABELECIDA NA NORMA DE HIGIENE OCUPACIONAL 01 (NHO-01) DA FUNDACENTRO, ou seja, apresentando o nível de exposição convertido para uma jornada padrão de 8 horas diárias DEMONSTRANDO A EXPOSIÇÃO A AGENTE NOCIVO EM NIVEL DE EXPOSIÇÃO NORMALIZADO (NEN), em contrariedade ao Artigo 58, § 1º, da Lei nº 8.213/91 e Artigo 68, § 12º, do Decreto nº 3.048/99 (fl. 774). Tendo em vista que a exposição ao agente nocivo Ruído deve ser aferido por meio do NÍVEL DE EXPOSIÇÃO NORMALIZADO (NEN), conforme decisão do Tema 1.083 do STJ .. .. Isto posto, na atividade de SERVIÇOS GERAIS EM ESTEIRAS E ELEVADORES NO BENEFICIAMENTO DE AMENDOIM DE 02/05/1997 a 07/12/2000, o juris perito MENSUROU que o segurado estava exposto ao Agente NOCIVO RUÍDO acima dos limites de Tolerância conforme NR15, e conforme LTCAT JUDICIAL - Laudo Técnico das Condições ambientais de Trabalho, pois o RUÍDO AFERIDO POR MEIO DO NÍVEL DE EXPOSIÇÃO NORMALIZADO (NEN), ATINGE 90 dB(A), conforme FLS. 2 do DOCUMENTO ID 165841715 - Documento Comprobatório (MANIFESTAÇÃO TÉCNICA DO PERITO RESPOSTAS DE QUESITOS) (fl. 778). Quanto à segunda controvérsia, pela alínea "a" do permissivo constitucional, a parte recorrente alega violação do art. 489, IV, do CPC, no que concerne à possibilidade de reafirmação da DER para 25.03.2019, com a conversão do tempo especial em tempo comum, para fins de concessão da aposentadoria por tempo de contribuição, tendo em vista a permanência do recorrente na mesma função laboral, sob direção do mesmo empregador, de 30.08.2017 (data original da DER) até 25.03.2019, exercendo atividade especial nesse período adicional. Traz a seguinte argumentação: Observando-se o quadro mais favorável ao segurado na data da DER em 30/08/2017, seria a Aposentadoria Especial, todavia, em caso de não ser reconhecido o ponto embargado quanto a devida caracterização da especialidade do labor no período de 02/05/1997 a 07/12/2000, é de se reconhecer A PERMANÊNCIA NA ATIVIDADE ESPECIAL COMO FATO SUPERVENIENTE AO REQUERIMENTO E FATO NOVO CONSTITUTIVO DE DIREITO. Destaque, o último período reconhecido com especial no presente caso foi de 06/02/2012 a 29/08/2017, como Operador de Carregadeira/Tratorista, para o empregador Colombo Agroindústria, contudo, O SEGURADO PERMANECEU EXERCENDO A MESMA ATIVIDADE, SOB MESMO EMPREGADOR E EM IDÊNTICA CONDIÇÃO AMBIENTAL, isto é, exposto a agente nocivo Ruído em 89 dB(A), assim, requer seja reconhecida a especialidade do labor devido a permanência na atividade especial até 25/03/2019, conforme expressamente reconhecido pela empresa, FATO ESTE COMPROVADO, NÃO SE TRATA DE MERA ALEGAÇÃO, O DOCUMENTO DE ID 286521976, COMPROVA AS ALEGAÇÕES DO AUTOR. Isto posto, o Acórdão fere o disposto no Artigo 489, IV do Código de Processo Civil, uma vez que não enfrenta argumento e prova capaz de alterar a conclusão do julgador. Assim, não preenchidos os requisitos necessários ao reconhecimento da Aposentadoria Especial na DER em 30/08/2017, requer seja reconhecida a PERMANÊNCIA NA ATIVIDADE ESPECIAL CARACTERIZANDO A ESPECIALIDADE DO LABOR NO PERÍODO DE 31/08/2017 A 25/03/2019 E SEJA REAFIRMADA A DER PARA CONCEDER A APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO DESDE 25/03/2019, observando O QUADRO MAIS FAVORÁVEL AO SEGURADO E RESGUARDANDO AO BENEFICIÁRIO O DIREITO AO MELHOR BENEFÍCIO (fls. 785-786). É o relatório. Decido. Quanto à primeira controvérsia, relativamente ao art. 68, § 12, do Decreto n. 3.048/1999, não é cabível a interposição de Recurso Especial fundado na violação ou interpretação divergente de decreto regulamentar (ou seja, expedido com fundamento exclusivamente no art. 84, IV, da CF/1988), ato normativo secundário que não está compreendido no conceito de lei federal. Nesse sentido: "Não é cabível a interposição de recurso especial fundado na violação ou interpretação divergente de decreto regulamentar, ato normativo secundário que não está compreendido no conceito de lei federal" (AgInt nos EDcl no AREsp n. 2.650.082/RJ, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJEN de 5/3/2025). Confiram-se ainda os seguintes julgados: ;AgInt no REsp n. 2.038.084/MS, relator Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Turma, DJEN de 27/2/2025; AgInt nos EDcl no AREsp n. 2.207.905/RJ, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJEN de 20/2/2025; AgInt no REsp n. 2.081.972/AL, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe de 15/5/2024; AgInt no AREsp n. 2.378.932/BA, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJe de 2/5/2024; REsp n. 1.318.180/DF, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, DJe de 29/5/2013; REsp n. 921.494/MS, relator Ministro Humberto Gomes de Barros, relator para acórdão Ministro Sidnei Beneti, Terceira Turma, DJe de 14/4/2009. Ademais, não houve o prequestionamento da tese recursal, porquanto a questão postulada não foi examinada pela Corte a quo sob o viés pretendido pela parte recorrente. Nesse sentido: "Não há prequestionamento da tese recursal quando a questão postulada não foi examinada pela Corte de origem sob o viés pretendido pela parte recorrente" ;(AgInt no AREsp n. 1.946.228/DF, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe de 28/4/2022). Confiram-se ainda os seguintes precedentes: AgInt no AREsp n. 2.023.510/GO, relator Ministro Humberto Martins, Terceira Turma, DJe de 29/2/2024; AgRg no AREsp n. 2.354.290/ES, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, DJe de 15/2/2024; AgInt no AREsp 1.514.978/SC, relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, DJe de 17/6/2020; AgInt no AREsp n. 1.582.679/DF, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 26/5/2020; AgInt no AREsp 965.710/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, DJe de 19.9.2018; e AgRg no AREsp 1.217.660/SP, relator Ministro Jorge Mussi, Quinta Turma, DJe de 4/5/2018. Além disso, o Tribunal a quo se manifestou nos seguintes termos: Quanto aos períodos em discussão, acerca dos quais se litiga a respeito do reconhecimento da atividade como especial, estão assim detalhados: Períodos: .. 2. 02/05/1997 a 07/12/2000 Empregador: Granos Representação Comercial de Doces Ltda Função: Serviços gerais Enquadramento/Norma: - exposição habitual e permanente a Comum ruído sob o patamar de 87 dB(A), abaixo do limite legal então vigente .. Prova para todo o período: Laudo pericial (ID 165841690) Com efeito, exsurge do conjunto probatório que a parte autora esteve exposta a nível de ruído em patamar acima do limite legal, de forma habitual e permanente, sem a proteção necessária. Frise-se que as provas carreadas aos autos foram elaboradas por profissionais legalmente habilitados. Ademais, a controvérsia sobre a incidência do agente ruído diz respeito a períodos antes e após a edição do Decreto n. 4.882, de 18/11/2003. Verifica-se que a metodologia de aferição dos níveis de ruído, em período observou a redação original do § 11 do artigo 68 do Decreto n. anterior a 18/11/2003, 3.048/1999, cuja norma admite a medição do ruído segundo a NR-15/MTE, denominado critério do nível máximo de ruído, "pico de ruído", a média aritmética simples ou o Nível de Exposição Normalizado (NEN) (fls. 613-614). Assim, incide a Súmula n. 7 do STJ ("A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial"), porquanto o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do acervo fático-probatório juntado aos autos. Nesse sentido: AgInt no REsp n. 2.113.579/MG, relatora Ministra Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, DJEN de 27/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.691.829/SP, relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJEN de 28/3/2025; AREsp n. 2.839.474/SP, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJEN de 26/3/2025; AgInt no REsp n. 2.167.518/RS, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, DJEN de 27/3/2025; AgRg no AREsp n. 2.786.049/SP, relator Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, DJEN de 26/3/2025; AgRg no AREsp n. 2.753.116/RN, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, DJEN de 25/3/2025; AgInt no REsp n. 2.185.361/CE, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJEN de 28/3/2025; AgRg no REsp n. 2.088.266/MG, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, DJEN de 25/3/2025; AREsp n. 1.758.201/AM, relatora Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Segunda Turma, DJEN de 27/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.643.894/DF, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, DJEN de 31/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.636.023/RS, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, DJEN de 28/3/2025; AgInt no REsp n. 1.875.129/PE, relator Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Turma, DJEN de 21/3/2025. Ainda, não foi comprovado o dissídio jurisprudencial, tendo em vista que a parte recorrente não realizou o indispensável cotejo analítico, que exige, além da transcrição de trechos dos julgados confrontados, a demonstração das circunstâncias identificadoras da divergência, com a indicação da existência de similitude fática e identidade jurídica entre o acórdão recorrido e o(s) paradigma(s) indicado(s), não bastando, portanto, a mera transcrição de ementas ou votos. Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça já decidiu: "Nos termos dos arts. 1.029, § 1º, do CPC; e 255, § 1º, do RISTJ, a divergência jurisprudencial, com fundamento na alínea c do permissivo constitucional, exige comprovação e demonstração, em qualquer caso, por meio de transcrição dos trechos dos acórdãos que configurem o dissídio. Devem ser mencionadas as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados, a evidenciar a similitude fática entre os casos apontados e a divergência de interpretações, providência não realizada nos autos deste recurso especial" ;(AgInt no AREsp n. 2.275.996/BA, relator Ministro Afrânio Vilela, Segunda Turma, DJEN de 20/3/2025). Ainda nesse sentido: "A divergência jurisprudencial deve ser comprovada, cabendo a quem recorre demonstrar as circunstâncias que identificam ou assemelham os casos confrontados, com indicação da similitude fática e jurídica entre eles. Indispensável a transcrição de trechos do relatório e do voto dos acórdãos recorrido e paradigma, realizando-se o cotejo analítico entre ambos, com o intuito de bem caracterizar a interpretação legal divergente. O desrespeito a esses requisitos legais e regimentais impede o conhecimento do Recurso Especial, com base na alínea "c" do inciso III do art. 105 da Constituição Federal". (AgInt no REsp n. 1.903.321/PR, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 16.3.2021.) Confiram-se também os seguintes julgados: AgInt no REsp n. 2.168.140/SP, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJEN de 21/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.452.246/SP, relator Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Turma, DJEN de 20/3/2025; REsp n. 2.105.162/RJ, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, DJEN de 19/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.243.277/SP, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Segunda Turma, DJEN de 19/3/2025; AgInt no REsp n. 2.155.276/SP, relator Ministro Teodoro Silva Santos, Segunda Turma, DJEN de 18/3/2025; AgRg no REsp n. 2.103.480/PR, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJEN de 7/3/2025; AgInt no AREsp n. 2.702.402/SP, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJEN de 28/2/2025; AgInt no AREsp n. 2.735.498/MT, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, DJEN de 28/2/2025; AgInt no AREsp n. 2.169.326/SP, relator Ministro Paulo Sérgio Domingues, Primeira Turma, DJEN de 27/2/2025; AREsp n. 2.732.296/GO, relatora Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, DJEN de 25/2/2025; EDcl no AgInt no AREsp n. 2.256.359/MS, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, DJEN de 21/2/2025; AgInt no AREsp n. 2.620.468/RJ, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, DJEN de 20/12/2024. Por fim, verifica-se que a pretensão da parte agravante é de ver reconhecida a existência de dissídio jurisprudencial, que tem por objeto a mesma questão aventada sob os auspícios da alínea "a" do permissivo constitucional, que, por sua vez, foi obstaculizada pelo enunciado da Súmula n. 7/STJ. Quando isso acontece, impõe-se o reconhecimento da inexistência de similitude fática entre os arestos confrontados, requisito indispensável ao conhecimento do Recurso Especial pela alínea "c". Nesse sentido: "O recurso especial não pode ser conhecido com fundamento na alínea c do permissivo constitucional, porquanto o óbice da Súmula n. 7/STJ impede o exame do dissídio jurisprudencial quando, para a comprovação da similitude fática entre os julgados confrontados, é necessário o reexame de fatos e provas" ;(AgInt no REsp n. 2.175.976/DF, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, DJEN de 20/2/2025). Confiram-se ainda os seguintes julgados: REsp n. 2.037.832/RO, relatora Ministra Daniela Teixeira, Quinta Turma, DJEN de 25/2/2025; AgInt no AREsp n. 2.365.913/SP, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJEN de 21/2/2025; AgInt no AREsp n. 2.701.662/GO, relator Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, DJEN de 20/12/2024; AgInt no AREsp n. 2.698.838/SC, relator Ministro Humberto Martins, Terceira Turma, DJEN de 19/12/2024; AgInt no REsp n. 2.139.773/PR, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJEN de 2/12/2024; AgInt no REsp n. 2.159.019/MG, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 16/10/2024. Quanto à segunda controvérsia, incide a Súmula n. 284/STF em relação ao art. 489, IV, do CPC, tendo em vista que a parte recorrente indicou como violado dispositivo legal inexistente no ordenamento jurídico, o que atrai, por conseguinte, o enunciado da citada súmula: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Confiram-se os seguintes precedentes: ;AgInt no AREsp n. 2.530.039/GO, Rel. Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, DJe de 29/8/2024; AgRg no AREsp n. 2.340.294/PA, Rel. Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT), Sexta Turma, DJe de 8/3/2024; AgInt no AREsp n. 1.947.313/SP, Rel. Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe de 30/3/2022; AgInt no AREsp n. 1.903.599/SP, Rel. Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, DJe de 1/12/2021; REsp n. 1.311.899/RS, Rel. Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, DJe de 2/3/2021; AgRg no AREsp n. 692.338/RJ, Rel. Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, DJe de 2/6/2015; AgRg no AREsp n. 522.621/PR, Rel. Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Sexta Turma, DJe de 12/12/2014; AgRg no AREsp n. 230.768/SP, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe de 5/2/2013; AgRg no Ag n. 1.402.971/RJ, Rel. Ministro Massami Uyeda, Terceira Turma, DJe de 17/8/2011. Ademais, não houve o prequestionamento da tese recursal, porquanto a questão postulada não foi examinada pela Corte a quo sob o viés pretendido pela parte recorrente. Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do Agravo para não conhecer do Recurso Especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA