AREsp 3147734 - ACORDAO
A questão da voluntariedade na restituição do bem depende da valoração de circunstâncias fáticas (comportamento do agente, sequência dos eventos e intensidade da pressão exercida pela vítima); revisar tal conclusão exigiria reexame do conjunto probatório, o que é vedado pela Súmula n. 7/STJ, de modo que não cabe conhecer do recurso especial, e a decisão monocrática do relator para não conhecer o recurso é legítima com fundamento no art. 253, parágrafo único, inciso II, alínea a, do RISTJ, cabendo agravo regimental para controle colegiado.
- Parties
- Agravante: NILTON FRANCISCO DOS SANTOS FILHO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 May 2026
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Recurso Especial / Julgamento Decisão Colegiada (negado Provimento Ao Agravo Regimental)
- Outcome
- Agravo regimental desprovido
- Legal Topics
- Arrependimento Posterior, Voluntariedade Da Restituição, Reexame Fático Probatório, Súmula 7/stj, Decisão Monocrática, Art. 16 Do Código Penal, Art. 253 Do RISTJ
Case Brief
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Parties
NILTON FRANCISCO DOS SANTOS FILHO
Agravante
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Recurso Especial / Julgamento Decisão Colegiada (negado Provimento Ao Agravo Regimental)
Legal Issues
- 1 Se a aferição da voluntariedade na restituição do bem constitui mera qualificação jurídica de fatos incontroversos ou demanda reexame do conjunto fático‑probatório (incidência da Súmula n. 7/STJ)
- 2 Se é admissível decisão monocrática do relator para não conhecer de recurso especial com fundamento na Súmula n. 7/STJ, à luz do art. 253, parágrafo único, inciso II, alínea a, do RISTJ
Ratio Decidendi
A questão da voluntariedade na restituição do bem depende da valoração de circunstâncias fáticas (comportamento do agente, sequência dos eventos e intensidade da pressão exercida pela vítima); revisar tal conclusão exigiria reexame do conjunto probatório, o que é vedado pela Súmula n. 7/STJ, de modo que não cabe conhecer do recurso especial, e a decisão monocrática do relator para não conhecer o recurso é legítima com fundamento no art. 253, parágrafo único, inciso II, alínea a, do RISTJ, cabendo agravo regimental para controle colegiado.
Court Disposition
Agravo regimental desprovido
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
- Manter a decisão monocrática que conheceu do agravo para não conhecer do recurso especial por incidência da Súmula n. 7/STJ
Full Case Text
Judgment text and source record
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