AREsp 2162629 - ACORDAO
A Corte manteve a decisão de origem por entender ausente omissão e por considerar idônea a fundamentação para exasperação da pena-base: houve fundamentação concreta relativa ao modus operandi (fraude por mais de dois anos e uso da prefeitura como extensão patrimonial) e às consequências do desvio de recursos do PNAE que excedem as consequências naturais do tipo penal; o período foi utilizado de forma supletiva, não configurando bis in idem com a continuidade delitiva, e há compatibilidade entre formação de quadrilha e continuidade delitiva por tutela de bens jurídicos distintos; assim, não há ilegalidade a justificar reforma.
- Parties
- Agravante: JOÃO ALIOMAR PEREIRA MALHEIROS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 October 2024
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Decisão Colegiada (julgamento Em Turma)
- Outcome
- Agravo regimental não provido
- Legal Topics
- Artigo 90 Da Lei Nº 8.666/93, Pena Base, Exasperação Da Pena, Omissão, Bis in Idem, Consequências Do Delito, Formação De Quadrilha, Programa Nacional De Alimentação Escolar (pnae)
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
JOÃO ALIOMAR PEREIRA MALHEIROS
Agravante
Procedural Posture
Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Decisão Colegiada (julgamento Em Turma)
Legal Issues
- 1 Existência de omissão pela corte de origem
- 2 Possibilidade de exasperação da pena-base acima do mínimo legal
- 3 Caracterização de bis in idem entre majoração da pena-base, aumento por continuidade delitiva e condenação por formação de quadrilha
Ratio Decidendi
A Corte manteve a decisão de origem por entender ausente omissão e por considerar idônea a fundamentação para exasperação da pena-base: houve fundamentação concreta relativa ao modus operandi (fraude por mais de dois anos e uso da prefeitura como extensão patrimonial) e às consequências do desvio de recursos do PNAE que excedem as consequências naturais do tipo penal; o período foi utilizado de forma supletiva, não configurando bis in idem com a continuidade delitiva, e há compatibilidade entre formação de quadrilha e continuidade delitiva por tutela de bens jurídicos distintos; assim, não há ilegalidade a justificar reforma.
Court Disposition
Agravo regimental não provido
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
- Manter a decisão agravada pelos seus próprios fundamentos
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment