AREsp 2432586 - ACORDAO
A Corte manteve que a assinatura digital realizada com certificado ICP-Brasil possui presunção de autenticidade e integridade nos termos da MP n. 2.200-2/2001 e do Decreto n. 10.278/2020, que não houve demonstração de prejuízo concreto em razão da alegada perda de metadados e que a expedição de ofício à certificadora seria desnecessária; além disso, o reexame do conjunto fático-probatório é vedado em recurso especial (Súmulas n. 5 e 7 do STJ), razão pela qual o recurso especial não foi conhecido e o agravo interno foi negado provimento.
- Parties
- Agravante: ANTONIO CARLOS DE MORAES (ANTONIO); Agravada: SIPAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. (SIPAL)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado (terceira Turma) Decisão Final (recurso Especial Não Conhecido; Agravo Interno Não Provido)
- Outcome
- Agravo interno não provido; recurso especial não conhecido
- Legal Topics
- Assinatura Digital, Contrato Híbrido (físico/digital), Título Executivo Extrajudicial, Embargos À Execução, Produção De Prova Documental, Súmulas 5 E 7 Do STJ, ICP Brasil
Case Brief
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Parties
ANTONIO CARLOS DE MORAES (ANTONIO)
Agravante
SIPAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA. (SIPAL)
Agravada
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado (terceira Turma) Decisão Final (recurso Especial Não Conhecido; Agravo Interno Não Provido)
Legal Issues
- 1 Validade de título executivo extrajudicial firmado por contrato híbrido com assinatura digital certificada e assinatura física
- 2 Alegada omissão ou contradição na análise dos requisitos formais do título (arts. 489, § 1º, e 1.022 do CPC)
- 3 Alegado cerceamento de defesa pelo indeferimento de prova documental para verificar autenticidade da assinatura digital (art. 369 do CPC)
Ratio Decidendi
A Corte manteve que a assinatura digital realizada com certificado ICP-Brasil possui presunção de autenticidade e integridade nos termos da MP n. 2.200-2/2001 e do Decreto n. 10.278/2020, que não houve demonstração de prejuízo concreto em razão da alegada perda de metadados e que a expedição de ofício à certificadora seria desnecessária; além disso, o reexame do conjunto fático-probatório é vedado em recurso especial (Súmulas n. 5 e 7 do STJ), razão pela qual o recurso especial não foi conhecido e o agravo interno foi negado provimento.
Court Disposition
Agravo interno não provido; recurso especial não conhecido
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
- Não conhecer do recurso especial
Full Case Text
Judgment text and source record
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