HC 1007750 - ACORDAO
A condenação foi mantida porque a materialidade e autoria foram comprovadas por provas da instrução (apreensão de drogas e rádios, depoimentos policiais) que evidenciam o animus associativo estável e permanente; a pretensão de absolvição ou desclassificação exigiria reexame do conjunto fático-probatório, o que é...
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- Parties
- Agravante/paciente: MAXWELL COSTA NAZARETH; Parte Contrária: Ministério Público
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 December 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental (habeas Corpus) / Julgamento Colegiado Decisão Final Da Quinta Turma
- Outcome
- Agravo regimental improvido; condenação mantida.
- Legal Topics
- Associação Para O Tráfico De Drogas, Desclassificação Para Art. 37 Da Lei Nº 11.343/2006, Revolvimento Fático Probatório, Habeas Corpus, Súmula 7 Do STJ
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Parties
MAXWELL COSTA NAZARETH
Agravante/paciente
Ministério Público
Parte Contrária
Procedural Posture
Agravo Regimental (habeas Corpus) / Julgamento Colegiado Decisão Final Da Quinta Turma
Legal Issues
- 1 Manutenção da condenação por associação para o tráfico (art. 35 da Lei 11.343/2006)
- 2 Possibilidade de absolvição por ausência de ânimo associativo estável e permanente
- 3 Desclassificação do art. 35 para o art. 37 da Lei de Drogas
Ratio Decidendi
A condenação foi mantida porque a materialidade e autoria foram comprovadas por provas da instrução (apreensão de drogas e rádios, depoimentos policiais) que evidenciam o animus associativo estável e permanente; a pretensão de absolvição ou desclassificação exigiria reexame do conjunto fático-probatório, o que é inadmissível em habeas corpus/agravo regimental, e o art. 37 é subsidiário ao art. 35, de modo que não se aplica no caso.
Court Disposition
Agravo regimental improvido; condenação mantida.
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental
- Manter a condenação pelo artigo 35 da Lei nº 11.343/2006 e as decisões das instâncias ordinárias
Full Case Text
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2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 27/11/2025 a 03/12/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora. Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik e Messod Azulay Neto votaram com a Sra. Ministra Relatora. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca. EMENTA DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ABSOLVIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. MATERIALIDADE E AUTORIA DEVIDAMENTE COMPROVADA. ÂNIMO ASSOCIATIVO ESTÁVEL E PERMANENTE CONFIGURADO. DESCLASSIFICAÇÃO PARA O TIPO PENAL DESCRITO NO ARTIGO 37 DA LEI DE DROGAS. DESCABIMENTO. REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIÁVEL NA VIA ELEITA. CONDENAÇÃO MANTIDA. AGRAVO IMPROVIDO. I. CASO EM EXAME 1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que não conheceu de habeas corpus, mantendo a condenação do agravante por associação para o tráfico, nos termos dos artigos 35 da Lei nº 11.343/2006. 2. O agravante busca a absolvição pelo crime de associação para o tráfico de drogas, alegando ausência de provas concretas de ânimo associativo estável e permanente, ou, alternativamente, a desclassificação do delito de associação para o tráfico para o previsto no artigo 37 da Lei Antidrogas. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 3. A questão em discussão consiste em saber se a condenação por associação para o tráfico de drogas pode ser mantida com base nas provas apresentadas, ou se há fundamento para a absolvição ou desclassificação do delito de associação para o tráfico. III. RAZÕES DE DECIDIR 4. A condenação está fundamentada em provas colhidas durante a instrução criminal, incluindo depoimentos de policiais e apreensão de drogas e rádios transmissores, que indicam a associação estável e permanente do agravante com outros traficantes. 5. A pretensão de absolvição ou desclassificação do delito demandaria o revolvimento do conteúdo fático-probatório dos autos, o que é inviável em habeas corpus. 6. O delito previsto no artigo 37 da Lei nº 11.343/2006 possui caráter subsidiário e somente se configura quando não demonstrada a prática de crime mais grave, o que não é o caso presente. IV. DISPOSITIVO E TESE 7. Resultado do Julgamento: Agravo improvido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo regimental interposto em favor de MAXWELL COSTA NAZARETH, contra decisão monocrática de fls. 110-116, que não conheceu do presente habeas corpus. Consta da presente impetração que o paciente foi condenado, em primeira instância, pela prática do delito previsto no artigo 35 da Lei n. 11.343/06, à pena de 3 anos de reclusão, em regime inicial aberto, e ao pagamento de 700 dias-multa, fixados no valor mínimo legal. A pena privativa de liberdade foi substituída por duas restritivas de direitos, consistentes em prestação de serviços à comunidade pelo período de 36 meses e prestação pecuniária equivalente a um salário-mínimo (fls. 28-32). Inconformados, a defesa e o Ministério Público interpuseram apelações perante o Tribunal de origem, que, por unanimidade, negou provimento ao apelo defensivo e deu provimento ao recurso do Ministério Público, reconhecendo a existência de maus antecedentes e, com isso, majorando a pena para 3 anos e 6 meses de reclusão e 816 dias-multa. Além disso, afastou as penas restritivas de direitos anteriormente aplicadas e fixou o regime semiaberto para o início do cumprimento da pena, com fundamento na valoração negativa dos antecedentes e nos termos do art. 33, §2º, " ", do Código Penal (fls. 13-23), em acórdão assim ementado (fls. 13-15): "DIREITO PENAL. APELAÇÃO CRIMINAL. CONDENAÇÃO ASSOCIAÇÃO PARA FINS DE TRÁFICO. RECURSO MINISTERIAL PROVIDO. RECURSO DEFENSIVO DESPROVIDO. I. CASO EM EXAME 1. Recursos de Apelação interposto contra a r. sentença que julgou procedente a pretensão punitiva para condenar o ora apelante às penas de 3 (três) anos de reclusão, a ser cumprida no regime prisional aberto, e pagamento de 700 (setecentos) dias-multa, no valor mínimo legal, além das despesas processuais, ante a prática da conduta inserta no artigo 35 da Lei 11.343/06. A pena privativa de liberdade foi substituída por duas restritivas de direitos consistentes em prestação de serviços à comunidade, pelo prazo de 36 meses, à razão de 6 horas semanais, e prestação pecuniária no valor equivalente a 1 (um) salário-mínimo. Pretende o Ministério Público a exasperação da pena-base com o reconhecimento dos maus antecedentes e, por conseguinte, o afastamento das sanções substitutivas e recrudescimento do regime prisional. Busca a defesa a absolvição ou a redução do período da prestação de serviços comunitários. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 2.(i) Suficiência do conjunto probatório a demonstrar a materialidade, a autoria e a tipicidade da conduta imputada, (ii) configuração dos maus antecedentes, (iv) requisitos para a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos e (v) adequação do regime prisional. III. RAZÕES DE DECIDIR 3. Materialidade e autoria delitivas sobejamente demonstradas pelo auto de apreensão e prova oral acusatória. Com efeito, a defesa não coadunou ao caderno processual nenhuma prova capaz de apontar a ilegalidade da diligência policial ou a refutar a versão delineada pelos agentes da lei. 4. As circunstâncias fáticas revelam com clareza o dito animus associativo, isto é, o ajuste prévio no sentido da formação de um vínculo associativo de fato, de caráter estável e permanente, ressaltando que o apelante foi preso em flagrante, em plena atividade laboral ilícita, em local de domínio da facção criminosa "Comando Vermelho", na posse de rádio comunicador ligado na frequência da súcia. Manutenção da condenação. 5. Equivocou-se o Magistrado a quo em relação aos maus antecedentes, considerando que o acusado ostenta uma condenação com trânsito em julgado datado de 15 de janeiro de 2024, por fato anterior ao descrito no presente feito, como se indefere de sua FAC e da certidão cartorária constantes dos autos. Aumenta-se a pena-base em 1/6 (um sexto), resultando a sanção de piso em 3 anos e 6 meses de reclusão e 816 dias- multa. Não há circunstâncias legais a sopesar e nem fatores de modulação na terceira etapa, razão pela qual a reprimenda inicial torna-se definitiva. 6. Assiste razão ao Ministério Público quanto à insuficiência das penas restritivas de direitos para o alcance dos objetivos da reprimenda. Na hipótese em testilha, as penas substitutivas não se mostram socialmente recomendáveis, nos termos do artigo 44, III, do Código Penal. 7. No que diz respeito ao regime prisional, a negativação de uma circunstância judicial autoriza o estabelecimento de regime prisional mais gravoso do que o aplicável em consideração somente ao quantum da reprimenda. Reputa-se adequada a imposição do regime prisional semiaberto para o início da execução, nos termos do artigo 33, § 2º, "b", do Código Penal. IV. DISPOSITIVO E TESE 8. Recurso ministerial provido e desprovido o apelo defensivo." Esta Corte Superior não conheceu do habeas corpus interposto, por entender que não há flagrante ilegalidade passível de ser corrigida por meio da concessão da ordem de ofício (fls. 110-116). No presente agravo regimental, a defesa renova os pedidos contidos na inicial e pugna pela reconsideração da decisão ou para que o Colegiado da Quinta Turma conceda habeas corpus, de ofício, ao paciente, a fim de que seja absolvido da imputação ou, subsidiariamente, que seja desclassificada a sua conduta para aquela prevista no art. 37 da Lei n. 11.344/06 (fl. 131). Por manter o decisum, trago o feito a julgamento do colegiado. É o relatório. EMENTA DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ABSOLVIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. MATERIALIDADE E AUTORIA DEVIDAMENTE COMPROVADA. ÂNIMO ASSOCIATIVO ESTÁVEL E PERMANENTE CONFIGURADO. DESCLASSIFICAÇÃO PARA O TIPO PENAL DESCRITO NO ARTIGO 37 DA LEI DE DROGAS. DESCABIMENTO. REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIÁVEL NA VIA ELEITA. CONDENAÇÃO MANTIDA. AGRAVO IMPROVIDO. I. CASO EM EXAME 1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que não conheceu de habeas corpus, mantendo a condenação do agravante por associação para o tráfico, nos termos dos artigos 35 da Lei nº 11.343/2006. 2. O agravante busca a absolvição pelo crime de associação para o tráfico de drogas, alegando ausência de provas concretas de ânimo associativo estável e permanente, ou, alternativamente, a desclassificação do delito de associação para o tráfico para o previsto no artigo 37 da Lei Antidrogas. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 3. A questão em discussão consiste em saber se a condenação por associação para o tráfico de drogas pode ser mantida com base nas provas apresentadas, ou se há fundamento para a absolvição ou desclassificação do delito de associação para o tráfico. III. RAZÕES DE DECIDIR 4. A condenação está fundamentada em provas colhidas durante a instrução criminal, incluindo depoimentos de policiais e apreensão de drogas e rádios transmissores, que indicam a associação estável e permanente do agravante com outros traficantes. 5. A pretensão de absolvição ou desclassificação do delito demandaria o revolvimento do conteúdo fático-probatório dos autos, o que é inviável em habeas corpus. 6. O delito previsto no artigo 37 da Lei nº 11.343/2006 possui caráter subsidiário e somente se configura quando não demonstrada a prática de crime mais grave, o que não é o caso presente. IV. DISPOSITIVO E TESE 7. Resultado do Julgamento: Agravo improvido. VOTO Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do agravo regimental. Inicialmente, ressalto que é assente nesta Corte Superior de Justiça que o agravo regimental deve trazer novos argumentos capazes de alterar o entendimento anteriormente firmado, sob pena de ser mantida a r. decisão vergastada pelos próprios fundamentos. Conforme abordado na decisão agravada, o habeas corpus não se destina para a apreciação de alegações que buscam absolvição ou desclassificação de condutas imputadas, em virtude da necessidade de revolvimento do conjunto fático-probatório, o que é inviável na via eleita. A propósito do tema, trago à colação os seguintes julgados desta Quinta Turma: " .. 7. A análise de pedidos de absolvição ou desclassificação de condutas requer reexame aprofundado de fatos e provas, o que é vedado no rito do habeas corpus. .. 9. Agravo regimental não provido." (AgRg no HC n. 926.893/SP, relator Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, julgado em 12/3/2025). " .. 2. Desconstituir as conclusões da instância ordinária a fim de se concluir pela insuficiência de provas para a condenação, demandaria aprofundado revolvimento fático-probatório, procedimento vedado na via estreita do habeas corpus, marcado por cognição sumária e rito célere. .. 5. Agravo regimental conhecido e desprovido." (AgRg no HC n. 939.517/RJ, relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 30/4/2025). Reiterando o que já foi anteriormente pontuado e com o objetivo de melhor delimitar a controvérsia, transcrevo, mais uma vez, que ao julgar o recurso de apelação, o Tribunal de origem reafirmou a configuração do crime de associação para o tráfico de drogas (art. 35 da Lei n. 11.343/06), com base nos seguintes fundamentos (fls. 17-21, grifei): "Encerrada a instrução criminal, a materialidade e a autoria delitiva da conduta imputada ao recorrente restaram devidamente demonstradas, pelo auto de apreensão (index 43553173), termos de declaração e pela prova oral acusatória, comprovando a veracidade do fato narrado na exordial acusatória, ao contrário do que alega a defesa. Não há dúvida quanto à prática pelo réu do crime do artigo 35 da Lei de Drogas, o qual foi preso em flagrante, em plena atividade laboral ilícita, em local de domínio da facção criminosa "Comando Vermelho", na posse de rádio comunicador ligado na frequência da súcia. Declarações dos policiais civis coerentes e firmes quanto à dinâmica da diligência que culminou com a prisão do réu e apreensão do rádio comunicador. Depoimentos corroborados pelas demais provas produzidas nos autos, de modo a fazer incidir o dis- posto na Súmula 70 deste e. Tribunal de Justiça. As circunstâncias fáticas delineadas revelam com clareza o dito animus associativo, isto é, o ajuste prévio no sentido da formação de um vínculo associativo de fato, de caráter estável e permanente. .. Frise-se, outrossim, que para a configuração do delito não se faz necessário mesurar o tempo de atividade ilícita dos agentes, mas sim que a intenção dos meliantes seja manter uma associação duradoura. Melhor sorte não assiste à defesa quanto ao pleito de desclassificação para a conduta prevista no artigo 37, da Lei de Drogas. A organização criminosa voltada para o fim de comércio de entorpecentes possui diversas funções hierárquicas, tais como o "olheiro", o "fogueteiro", e não são esses elementos que o legislador pátrio procurou alcançar com o crime do artigo 37, da citada lei, mas sim aquele que contribui eventualmente com informações estratégicas para a atividade do tráfico, sem contudo, estarem integrados à associação. Além disso, caracterizada a prática do crime previsto no artigo 35, da Lei 11.343/06, afasta-se o tipo do artigo 37, uma vez que este é subsidiário àquele. .. Destarte, não há como afastar a condenação do acusado nas penas do artigo 35 da Lei de Drogas, por nenhuma das teses sustentadas pela defesa, eis que as provas produzidas comprovam, de forma inequívoca, a materialidade e a autoria da conduta imputada." Reafirmando o que já foi mencionado, as instâncias ordinárias concluíram, de forma fundamentada, pela condenação, com base na valoração do conjunto probatório constante dos autos. Isso se deve, especialmente, ao fato de o paciente ter sido flagrado em plena atividade ilícita, praticando o crime previsto no art. 35 da Lei de Drogas, em um local dominado pela facção criminosa "Comando Vermelho", e na posse de um rádio comunicador sintonizado na frequência do grupo criminoso. Assim, a análise das alegações voltadas à absolvição exigiria o reexame aprofundado do acervo probatório, o que não é cabível na via estreita do habeas corpus. Nesse sentido: DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. MANUTENÇÃO DE CONDENAÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. I. Caso em exame 1. Agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento a recurso especial, mantendo a condenação do agravante por tráfico de drogas e associação para o tráfico, nos termos dos artigos 33 e 35 da Lei nº 11.343/2006. 2. O agravante busca a absolvição pelo crime de tráfico de drogas, alegando ausência de provas concretas de ânimo associativo estável e permanente, ou, alternativamente, a desclassificação do delito de associação para o tráfico para o previsto no artigo 37 da Lei Antidrogas. II. Questão em discussão 3. A questão em discussão consiste em saber se a condenação por tráfico de drogas e associação para o tráfico pode ser mantida com base nas provas apresentadas, ou se há fundamento para a absolvição ou desclassificação do delito de associação para o tráfico. III. Razões de decidir 4. A condenação está fundamentada em provas colhidas durante a instrução criminal, incluindo depoimentos de policiais e apreensão de drogas e rádios transmissores, que indicam a associação estável e permanente do agravante com outros traficantes. 5. A pretensão de absolvição ou desclassificação do delito demandaria o revolvimento do conteúdo fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso especial, conforme a Súmula 7 do STJ. 6. O delito previsto no artigo 37 da Lei nº 11.343/2006 possui caráter subsidiário e somente se configura quando não demonstrada a prática de crime mais grave, o que não é o caso presente. IV. Dispositivo e tese 7. Agravo improvido. Tese de julgamento: "1. A condenação por tráfico de drogas e associação para o tráfico pode ser mantida com base em provas que demonstrem a associação estável e permanente do acusado com outros traficantes. 2. A desclassificação do delito de associação para o tráfico para o previsto no artigo 37 da Lei nº 11.343/2006 é inviável quando demonstrada a prática de crime mais grave. 3. O revolvimento do conteúdo fático-probatório é inviável em recurso especial, conforme a Súmula 7 do STJ." (AgRg no AREsp n. 2.821.852/RJ, relator Ministro Ribeiro Dantas, Quinta Turma, julgado em 11/03/2025, DJEN de 18/03/2025, grifei). A toda evidência, a decisão agravada rejeitou as alegações defensivas com fundamentos consistentes, devidamente respaldados na jurisprudência consolidada deste Tribunal. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto.