REsp 2147879 - DECISAO
Conheceu-se em parte do recurso especial e negou-se provimento porque a Corte de origem enfrentou de forma suficiente e fundamentada as questões controvertidas, concluindo que a Caixa Econômica Federal não era responsável pelos atrasos na obra nas condições fáticas e contratuais dos autos (substituição da construtora dependente de manifestação formal da maioria dos mutuários; seguro em favor da CEF), e porque o recorrente não indicou de forma específica dispositivos de lei federal para demonstrar dissídio jurisprudencial, o que impede o conhecimento do recurso; por fim, aplicou-se o § 11 do art. 85 do CPC para majorar honorários ao patrono da parte vencedora.
- Parties
- Apelante/autor: HUGO LEONARDO DE SOUSA MORAIS; Ré/recorrida: Caixa Econômica Federal; Ré/recorrida: Total Incorporações Eireli
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 October 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (decisão: Conheço Em Parte E Nego Provimento)
- Outcome
- Conheço em parte do recurso especial e nego-lhe provimento.
- Legal Topics
- Atraso Na Entrega Da Obra, Legitimidade Passiva Da Caixa Econômica Federal, Base De Cálculo Das Penalidades Contratuais, Conversão De Juros De Obra Em Amortização, Honorários Advocatícios
Case Brief
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Parties
HUGO LEONARDO DE SOUSA MORAIS
Apelante/autor
Caixa Econômica Federal
Ré/recorrida
Total Incorporações Eireli
Ré/recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (decisão: Conheço Em Parte E Nego Provimento)
Legal Issues
- 1 Se a Caixa Econômica Federal pode ser responsabilizada pelos atrasos de obra e pelas prestações devidas pelo construtor
- 2 Qual é a base de cálculo das penalidades contratuais (valor das parcelas pagas pelo mutuário versus valor total do imóvel)
- 3 Se houve omissão quanto ao art. 1.022, II, do CPC e prequestionamento de dispositivos do CDC
Ratio Decidendi
Conheceu-se em parte do recurso especial e negou-se provimento porque a Corte de origem enfrentou de forma suficiente e fundamentada as questões controvertidas, concluindo que a Caixa Econômica Federal não era responsável pelos atrasos na obra nas condições fáticas e contratuais dos autos (substituição da construtora dependente de manifestação formal da maioria dos mutuários; seguro em favor da CEF), e porque o recorrente não indicou de forma específica dispositivos de lei federal para demonstrar dissídio jurisprudencial, o que impede o conhecimento do recurso; por fim, aplicou-se o § 11 do art. 85 do CPC para majorar honorários ao patrono da parte vencedora.
Court Disposition
Conheço em parte do recurso especial e nego-lhe provimento.
Orders
- Conheço em parte do recurso especial e nego-lhe provimento.
- Nos termos do § 11 do art. 85 do CPC, majoro em 10% os honorários advocatícios sobre o valor já arbitrado na sentença em favor da Caixa Econômica Federal, observados os limites do § 2º do referido artigo e ressalvada eventual concessão de gratuidade de justiça.
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