AREsp 3113766 - ACORDAO
A ausência do "Aviso de Miranda" na abordagem policial não gera, por si só, nulidade das provas quando a advertência sobre o direito ao silêncio é efetivamente realizada em interrogatório formal (Delegacia), não tendo ocorrido confissão extrajudicial a ser reduzida a termo nos termos do art. 199 do CPP; a condenação apoiou-se em conjunto probatório autônomo e convergente; e a reforma da decisão condenatória exigiria reexame de fatos e provas, providência vedada em recurso especial pela Súmula n. 7/STJ, razão pela qual o agravo regimental deve ser negado.
- Parties
- Agravante: JULIO FRANKLIN DE MORAES
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 April 2026
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado (quinta Turma) Agravo Regimental Negado
- Outcome
- Agravo regimental não provido
- Legal Topics
- Aviso De Miranda, Direito Ao Silêncio, Confissão Extrajudicial, Nulidade Das Provas, Teoria Dos Frutos Da Árvore Envenenada, Súmula N. 7/stj, Súmula N. 568/stj, Art. 199 Do CPP, Art. 386 Do CPP
Case Brief
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Parties
JULIO FRANKLIN DE MORAES
Agravante
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado (quinta Turma) Agravo Regimental Negado
Legal Issues
- 1 Se a ausência de advertência quanto ao direito ao silêncio ("Aviso de Miranda") na abordagem policial gera nulidade processual e torna ilícitas as provas subsequentes
- 2 Se houve confissão extrajudicial informal não documentada, com violação ao art. 199 do CPP e incidência da teoria dos frutos da árvore envenenada
- 3 Se é possível absolvição com fundamento no art. 386, II ou VII, do CPP sem reexame de fatos e provas vedado pela Súmula n. 7/STJ
Ratio Decidendi
A ausência do "Aviso de Miranda" na abordagem policial não gera, por si só, nulidade das provas quando a advertência sobre o direito ao silêncio é efetivamente realizada em interrogatório formal (Delegacia), não tendo ocorrido confissão extrajudicial a ser reduzida a termo nos termos do art. 199 do CPP; a condenação apoiou-se em conjunto probatório autônomo e convergente; e a reforma da decisão condenatória exigiria reexame de fatos e provas, providência vedada em recurso especial pela Súmula n. 7/STJ, razão pela qual o agravo regimental deve ser negado.
Court Disposition
Agravo regimental não provido
Orders
- Nega-se provimento ao agravo regimental
Full Case Text
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