AREsp 2550966 - ACORDAO
Negou‑se provimento ao agravo interno porque o acórdão recorrido está em consonância com a orientação desta Corte de que a isenção da COFINS prevista no art. 14, X, da MP 2.158-35/2001 alcança receitas decorrentes de atividades próprias da entidade, incluindo, quando vinculadas à finalidade institucional e utilizadas integralmente nas atividades, as receitas oriundas de aplicações financeiras; ademais, a restrição constante do art. 47, §2º, da IN SRF n. 247/2002 não pode delimitar negativamente o alcance da isenção prevista na MP, e não há óbice de Súmula 7/STJ ao conhecimento do recurso.
- Parties
- Agravante: Associação Rede Nacional de Ensino e Pesquisa - RNP; Agravada: Receita Federal do Brasil
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 November 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial (mandado De Segurança) / Decisão Julgamento Pela Primeira Turma (negado Provimento)
- Outcome
- Agravo interno não provido
- Legal Topics
- COFINS, Isenção, Organização Social, Receitas De Aplicações Financeiras, Mandado De Segurança
Case Brief
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Parties
Associação Rede Nacional de Ensino e Pesquisa - RNP
Agravante
Receita Federal do Brasil
Agravada
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial (mandado De Segurança) / Decisão Julgamento Pela Primeira Turma (negado Provimento)
Legal Issues
- 1 Incidência da isenção da COFINS sobre receitas decorrentes de aplicações financeiras realizadas por organizações sociais/entidades sem fins lucrativos nos termos do art. 14, X, da MP 2.158-35/2001
- 2 Compatibilidade/ilegalidade do art. 47, §2º, da IN SRF n. 247/2002 frente ao art. 14, X, da MP 2.158-35/2001
- 3 Aplicabilidade da Súmula 7/STJ e requisitos de admissibilidade do CPC/2015 conforme Enunciado Administrativo n.3/2016/STJ
Ratio Decidendi
Negou‑se provimento ao agravo interno porque o acórdão recorrido está em consonância com a orientação desta Corte de que a isenção da COFINS prevista no art. 14, X, da MP 2.158-35/2001 alcança receitas decorrentes de atividades próprias da entidade, incluindo, quando vinculadas à finalidade institucional e utilizadas integralmente nas atividades, as receitas oriundas de aplicações financeiras; ademais, a restrição constante do art. 47, §2º, da IN SRF n. 247/2002 não pode delimitar negativamente o alcance da isenção prevista na MP, e não há óbice de Súmula 7/STJ ao conhecimento do recurso.
Court Disposition
Agravo interno não provido
Orders
- Negado provimento ao agravo interno
- Mantida a decisão que reconheceu a isenção da COFINS sobre os resultados positivos decorrentes de aplicações financeiras, desde que os recursos sejam integralmente utilizados nas atividades institucionais da entidade, nos termos do art. 14 da MP 2.158-35/2001
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