CR 21577 - DECISAO
A intimação prévia por via postal recebida por terceiro é válida segundo jurisprudência pacífica do STJ; ademais, a análise de prescrição integra o mérito da causa e não compete ao STJ no juízo de delibação das cartas rogatórias, de modo que, não havendo ofensa à soberania, dignidade humana ou ordem pública, deve ser concedido o exequatur e remetida a comissão à Justiça Federal para cumprimento da diligência.
- Parties
- Justiça Rogante: Tribunal Judicial da Comarca de Faro; Requerido: Sarlos Alves Souza; Curadora Especial: Defensoria Pública da União; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 September 2025
- Procedural Posture
- Carta Rogatória / Concessão De Exequatur
- Outcome
- Exequatur concedido.
- Legal Topics
- Carta Rogatória, Exequatur, Intimação Prévia, Prescrição, Notificação Postal
Case Brief
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Parties
Tribunal Judicial da Comarca de Faro
Justiça Rogante
Sarlos Alves Souza
Requerido
Defensoria Pública da União
Curadora Especial
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Carta Rogatória / Concessão De Exequatur
Legal Issues
- 1 Validade da intimação prévia por via postal recebida por terceiro
- 2 Competência do STJ para analisar prescrição no pedido de exequatur
- 3 Cumprimento da diligência rogatorial e remessa ao juízo federal competente
Ratio Decidendi
A intimação prévia por via postal recebida por terceiro é válida segundo jurisprudência pacífica do STJ; ademais, a análise de prescrição integra o mérito da causa e não compete ao STJ no juízo de delibação das cartas rogatórias, de modo que, não havendo ofensa à soberania, dignidade humana ou ordem pública, deve ser concedido o exequatur e remetida a comissão à Justiça Federal para cumprimento da diligência.
Court Disposition
Exequatur concedido.
Orders
- Remeta-se a comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado do Espírito Santo, para as providências cabíveis.
- Cumpra-se a diligência em 60 dias.
Full Case Text
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