CR 21896 - DECISAO
A Presidência do STJ concluiu que a intimação prévia efetuada por via postal e com AR assinado por terceiro não acarreta nulidade que importe prejuízo, que a carta rogatória constitui mero procedimento de comunicação processual admissível e que a apreciação sobre a tipicidade da conduta é matéria de mérito além da competência estabelecida pelo art. 216-Q, § 2º. Assim, não havendo ofensa à soberania, dignidade humana ou ordem pública, concedeu-se o exequatur e determinou-se o encaminhamento da comissão à Justiça Federal de Minas Gerais para cumprimento da diligência, com observações sobre modo de notificação e prazo de cumprimento.
- Parties
- Justiça Requerente: Tribunal Judicial da Comarca de Setúbal - Juízo de Competência Genérica de Sesimbra - Juiz 2; Requerido: Luciano Machado de Araújo; Curadora Especial: Defensoria Pública da União; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 December 2025
- Procedural Posture
- Carta Rogatória / Decisão Sobre Exequatur
- Outcome
- Exequatur concedido e comissão remetida à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais.
- Legal Topics
- Carta Rogatória, Exequatur, Intimação Postal, Validade De AR Assinado Por Terceiro, Ordem Pública E Soberania Nacional, Cumprimento De Diligência
Case Brief
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Parties
Tribunal Judicial da Comarca de Setúbal - Juízo de Competência Genérica de Sesimbra - Juiz 2
Justiça Requerente
Luciano Machado de Araújo
Requerido
Defensoria Pública da União
Curadora Especial
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Carta Rogatória / Decisão Sobre Exequatur
Legal Issues
- 1 Validade da intimação prévia por via postal recebida por terceiro
- 2 Se a diligência de comunicação ofende a soberania ou a ordem pública
- 3 Se a matéria de tipicidade penal no Brasil pode ser examinada na presente fase
Ratio Decidendi
A Presidência do STJ concluiu que a intimação prévia efetuada por via postal e com AR assinado por terceiro não acarreta nulidade que importe prejuízo, que a carta rogatória constitui mero procedimento de comunicação processual admissível e que a apreciação sobre a tipicidade da conduta é matéria de mérito além da competência estabelecida pelo art. 216-Q, § 2º. Assim, não havendo ofensa à soberania, dignidade humana ou ordem pública, concedeu-se o exequatur e determinou-se o encaminhamento da comissão à Justiça Federal de Minas Gerais para cumprimento da diligência, com observações sobre modo de notificação e prazo de cumprimento.
Court Disposition
Exequatur concedido e comissão remetida à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais.
Orders
- Concedo o exequatur.
- Remeta-se a comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais, para as providências cabíveis.
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