CR 20116 - DECISAO
Concluiu-se que o objeto da carta rogatória não atenta contra a soberania nacional, a dignidade da pessoa humana ou a ordem pública, razão pela qual foi concedido o exequatur com fundamento nos arts. 216-O c/c 216-P do RISTJ, determinando-se o envio da comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Paraná, para...
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- Parties
- Interessado: Carlos Richard Furtado; Curadora Especial: Defensoria Pública da União; Opinionante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 November 2024
- Procedural Posture
- Carta Rogatória / Concessão Do Exequatur
- Outcome
- Exequatur concedido
- Legal Topics
- Carta Rogatória, Exequatur, Notificação E Localização De Pessoa
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Parties
Carlos Richard Furtado
Interessado
Defensoria Pública da União
Curadora Especial
Ministério Público Federal
Opinionante
Procedural Posture
Carta Rogatória / Concessão Do Exequatur
Legal Issues
- 1 Concessão de exequatur para cumprimento de carta rogatória
- 2 Verificação de eventual ofensa à soberania nacional, à dignidade da pessoa humana ou à ordem pública
Ratio Decidendi
Concluiu-se que o objeto da carta rogatória não atenta contra a soberania nacional, a dignidade da pessoa humana ou a ordem pública, razão pela qual foi concedido o exequatur com fundamento nos arts. 216-O c/c 216-P do RISTJ, determinando-se o envio da comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Paraná, para execução das diligências e o cumprimento em 60 dias, com posterior devolução dos autos ao STJ para encaminhamento ao país de origem pela autoridade central competente.
Court Disposition
Exequatur concedido
Orders
- Remeta-se a comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado do Paraná, para as providências cabíveis.
- Cumpra-se a diligência em 60 dias.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de Carta Rogatória por meio da qual a Justiça portuguesa solicita que se proceda à localização e notificação pessoal de Carlos Richard Furtado para tomar ciência da sentença prolatada no Processo n. 534/05.0GEOER. A intimação prévia foi recebida por terceiro conforme o documento postal de fls. 25-26. Transcorreu in albis o prazo para apresentar impugnação (fl. 27). A Defensoria Pública da União, na qualidade de curadora especial, não se opôs à concessão do exequatur (fls. 33-35). O Ministério Público Federal opinou pela concessão do exequatur para notificar a parte interessada (fls. 44-61). É o relatório. Decido. O objeto desta Carta Rogatória não atenta contra a soberania nacional, contra a dignidade da pessoa humana ou contra a ordem pública, motivo pelo qual concedo o exequatur, nos termos do art. 216-O, c/c o art. 216-P, ambos do RISTJ. Assim, remeta-se a comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado do Paraná , para as providências cabíveis. Recomenda-se que, na hipótese de a parte interessada não vir a ser localizada, o Juízo promova as diligências necessárias à obtenção do endereço atualizado, notadamente em órgãos públicos e em concessionárias de serviços públicos (v.g., água, energia e telefonia). Cumpra-se a diligência em 60 dias. Após, devolvam-se os autos ao STJ para que sejam enviados ao país de origem por meio da autoridade central competente. Publique-se. EMENTA