CR 19777 - DECISAO
Concedeu-se o exequatur porque a intimação prévia foi efetuada por via postal com aviso de recebimento no endereço correto, o que, segundo jurisprudência do STJ, é válido mesmo que assinado por terceiro; não foi demonstrado prejuízo processual (princípio da inexistência de nulidade sem prejuízo) e a parte chegou a tomar conhecimento posteriormente por oficial de justiça; ademais, a carta rogatória não afronta a soberania nacional, a dignidade da pessoa humana ou a ordem pública, autorizando a concessão do exequatur com fundamento nos arts. 216-O e 216-P do RISTJ.
- Parties
- Justiça Estrangeira Solicitante: Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Norte - Juízo Local Criminal de Torres Vedras - Juiz 2; Interessado: DOUGLAS DIAS MARÇAL; Curadora Especial (oposição Ao Exequatur): Defensoria Pública da União; Interveniente (manifestação Pelo Exequatur): Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 March 2025
- Procedural Posture
- Carta Rogatória Exequatur / Decisão De Concessão De Exequatur
- Outcome
- Exequatur concedido.
- Legal Topics
- Carta Rogatória, Exequatur, Intimação Prévia, Intimação Postal Recebida Por Terceiro, Nulidade Processual, Art. 216 Q Do RISTJ
Case Brief
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Parties
Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Norte - Juízo Local Criminal de Torres Vedras - Juiz 2
Justiça Estrangeira Solicitante
DOUGLAS DIAS MARÇAL
Interessado
Defensoria Pública da União
Curadora Especial (oposição Ao Exequatur)
Ministério Público Federal
Interveniente (manifestação Pelo Exequatur)
Procedural Posture
Carta Rogatória Exequatur / Decisão De Concessão De Exequatur
Legal Issues
- 1 Validade da intimação prévia por via postal assinada por terceiro
- 2 Concessão de exequatur para carta rogatória
- 3 Aplicação da vedação de nulidade sem prejuízo (pas de nullité sans grief) e demonstração de prejuízo processual
Ratio Decidendi
Concedeu-se o exequatur porque a intimação prévia foi efetuada por via postal com aviso de recebimento no endereço correto, o que, segundo jurisprudência do STJ, é válido mesmo que assinado por terceiro; não foi demonstrado prejuízo processual (princípio da inexistência de nulidade sem prejuízo) e a parte chegou a tomar conhecimento posteriormente por oficial de justiça; ademais, a carta rogatória não afronta a soberania nacional, a dignidade da pessoa humana ou a ordem pública, autorizando a concessão do exequatur com fundamento nos arts. 216-O e 216-P do RISTJ.
Court Disposition
Exequatur concedido.
Orders
- Remeta-se a comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado do Espírito Santo e Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais, para as providências cabíveis.
- Cumpra-se a diligência em 60 dias.
Full Case Text
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