CR 20065 - DECISAO

CR 20065 - DECISAO

Concedeu-se o exequatur porque a carta rogatória não atenta contra a soberania, a dignidade humana ou a ordem pública; os documentos diplomáticos são considerados autênticos sem necessidade de chancela consular ou tradução juramentada; o STJ limita-se a delibar sobre o exequatur, cabendo à Justiça rogante questões de mérito; e, diante da manifestação espontânea da parte interessada, entendeu-se consumado o objeto da comissão, sendo desnecessária a remessa dos autos à Justiça Federal, determinando-se a devolução por intermédio da autoridade central com base no art. 216-X do RISTJ.

Parties
Parte Interessada: JOHAN FERNAND HUBERT KRISTIAAN BRUNNIX; Justiça Rogante: Justiça belga; Manifestante: Ministério Público Federal
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
29 November 2024
Procedural Posture
Carta Rogatória / Decisão Concedendo Exequatur E Determinando Devolução Dos Autos À Justiça Rogante
Outcome
Exequatur concedido; autos devolvidos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central.
Legal Topics
Carta Rogatória, Exequatur, Citação, Ordem Pública, Devolução De Autos, Competência

Case Brief

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Parties

JOHAN FERNAND HUBERT KRISTIAAN BRUNNIX

Parte Interessada

Justiça belga

Justiça Rogante

Ministério Público Federal

Manifestante

Procedural Posture

Carta Rogatória / Decisão Concedendo Exequatur E Determinando Devolução Dos Autos À Justiça Rogante

  1. 1 Se a carta rogatória ofende a soberania, a dignidade da pessoa humana ou a ordem pública
  2. 2 Se documentos enviados pela via diplomática exigem chancela consular e tradução juramentada no Brasil
  3. 3 Qual o alcance do controle do Superior Tribunal de Justiça ao apreciar pedido de exequatur

Ratio Decidendi

Concedeu-se o exequatur porque a carta rogatória não atenta contra a soberania, a dignidade humana ou a ordem pública; os documentos diplomáticos são considerados autênticos sem necessidade de chancela consular ou tradução juramentada; o STJ limita-se a delibar sobre o exequatur, cabendo à Justiça rogante questões de mérito; e, diante da manifestação espontânea da parte interessada, entendeu-se consumado o objeto da comissão, sendo desnecessária a remessa dos autos à Justiça Federal, determinando-se a devolução por intermédio da autoridade central com base no art. 216-X do RISTJ.

Court Disposition

Exequatur concedido; autos devolvidos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central.

Orders

  • Concedo o exequatur, nos termos dos arts. 216-O e 216-P do RISTJ.
  • Determino a devolução dos autos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central, com amparo no art. 216-X do RISTJ.