CR 20918 - DECISAO
A impugnação da Defensoria Pública não prospera porque a intimação prévia por via postal com aviso de recebimento assinado por terceiro é válida quando entregue no endereço correto e, no caso, a parte tomou conhecimento posterior do ato por meio de oficial de justiça, não havendo nulidade com prejuízo. Ademais, a carta rogatória não ofende a soberania nacional, a dignidade da pessoa humana ou a ordem pública; por essas razões, concede-se o exequatur e remete-se a comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado de São Paulo, para cumprimento.
- Parties
- Justiça Requirente: Tribunal Judicial da Comarca de Braga - Juízo Local Criminal de Braga - Juiz 3; Parte Interessada: João Paulo Smolka Pinto; Curadora Especial: Defensoria Pública da União; Interveniente: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 March 2025
- Procedural Posture
- Carta Rogatória / Decisão Sobre Exequatur (concessão)
- Outcome
- Exequatur concedido
- Legal Topics
- Carta Rogatória, Exequatur, Intimação Postal, Nulidade Processual, Soberania Nacional, Ordem Pública, Dignidade Da Pessoa Humana
Case Brief
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Parties
Tribunal Judicial da Comarca de Braga - Juízo Local Criminal de Braga - Juiz 3
Justiça Requirente
João Paulo Smolka Pinto
Parte Interessada
Defensoria Pública da União
Curadora Especial
Ministério Público Federal
Interveniente
Procedural Posture
Carta Rogatória / Decisão Sobre Exequatur (concessão)
Legal Issues
- 1 Validade da intimação prévia por via postal com aviso de recebimento assinado por terceiro
- 2 Imprescindibilidade da intimação pessoal da parte interessada
- 3 Aplicação do princípio da inexistência de nulidade sem prejuízo
Ratio Decidendi
A impugnação da Defensoria Pública não prospera porque a intimação prévia por via postal com aviso de recebimento assinado por terceiro é válida quando entregue no endereço correto e, no caso, a parte tomou conhecimento posterior do ato por meio de oficial de justiça, não havendo nulidade com prejuízo. Ademais, a carta rogatória não ofende a soberania nacional, a dignidade da pessoa humana ou a ordem pública; por essas razões, concede-se o exequatur e remete-se a comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado de São Paulo, para cumprimento.
Court Disposition
Exequatur concedido
Orders
- Conceder o exequatur à carta rogatória
- Remeter a comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado de São Paulo, para as providências cabíveis
Full Case Text
Judgment text and source record
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