REsp 1626997 - ACORDAO
O STJ concluiu que não houve cerceamento de defesa, reconheceu a legitimidade ativa do Ministério Público para a ação civil pública, e decidiu que não é abusiva a cláusula contratual que autoriza a operadora/financeira a debitar na conta corrente do titular o pagamento do valor mínimo da fatura em caso de inadimplemento, tendo em vista a previsão contratual expressa, a regulamentação e reconhecimento do instituto pelo Banco Central e a ausência de demonstração de má-fé ou constrangimento apto a caracterizar defeito na prestação do serviço; por consequência, manteve inviável a restituição em dobro e afastou a condenação em custas e honorários ao Ministério Público.
- Parties
- Autor: Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro; Recorrente: BANCO SANTANDER BRASIL S/A incorporador do BANCO ABN AMRO REAL S.A
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 June 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial (sobre Ação Civil Pública) / Acórdão Da Quarta Turma Do STJ (julgamento De Mérito)
- Outcome
- Recurso especial parcialmente provido para julgar improcedentes os pedidos da inicial.
- Legal Topics
- Cláusula Abusiva, Débito Automático Em Conta Corrente, Ação Civil Pública, Legitimidade Do Ministério Público, Restituição Em Dobro, Cerceamento De Defesa, Súmula 7/stj
Case Brief
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Parties
Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro
Autor
BANCO SANTANDER BRASIL S/A incorporador do BANCO ABN AMRO REAL S.A
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial (sobre Ação Civil Pública) / Acórdão Da Quarta Turma Do STJ (julgamento De Mérito)
Legal Issues
- 1 É abusiva cláusula de contrato de cartão de crédito que autoriza o desconto do valor mínimo da fatura diretamente na conta corrente do titular em caso de inadimplemento?
- 2 O Ministério Público tem legitimidade ativa para ajuizar a ação civil pública em defesa de direitos dos consumidores?
- 3 Houve cerceamento de defesa pelo julgamento antecipado da lide?
Ratio Decidendi
O STJ concluiu que não houve cerceamento de defesa, reconheceu a legitimidade ativa do Ministério Público para a ação civil pública, e decidiu que não é abusiva a cláusula contratual que autoriza a operadora/financeira a debitar na conta corrente do titular o pagamento do valor mínimo da fatura em caso de inadimplemento, tendo em vista a previsão contratual expressa, a regulamentação e reconhecimento do instituto pelo Banco Central e a ausência de demonstração de má-fé ou constrangimento apto a caracterizar defeito na prestação do serviço; por consequência, manteve inviável a restituição em dobro e afastou a condenação em custas e honorários ao Ministério Público.
Court Disposition
Recurso especial parcialmente provido para julgar improcedentes os pedidos da inicial.
Orders
- Dar parcial provimento ao recurso especial
- Reformar o acórdão e a sentença para julgar improcedentes os pedidos da ação civil pública
Full Case Text
Judgment text and source record
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