AREsp 2584636 - ACORDAO
O Tribunal manteve que o Tribunal de origem reconheceu a ocorrência de coisa julgada quanto à fixação da verba honorária no cumprimento de sentença e que alterar tal conclusão exigiria revolvimento do substrato fático-probatório, óbice imposto pela Súmula 7 do STJ; ademais, concluiu-se que a aplicação da multa do...
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- Parties
- Agravante: POUSADA RETIRO DAS PEDRAS LTDA. (EM RECUPERACAO JUDICIAL); Agravante: CAENGE S.A. - CONSTRUÇÃO ADMINISTRACAO E ENGENHARIA (EM RECUPERACAO JUDICIAL)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 August 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno Nos Embargos De Declaração No Agravo Em Recurso Especial / Acórdão Julgamento Colegiado
- Outcome
- Agravo interno desprovido
- Legal Topics
- Coisa Julgada, Súmula 7/stj, Honorários Advocatícios, Multa Processual (art. 1.021, § 4º, Cpc/2015), Cumprimento De Sentença
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Parties
POUSADA RETIRO DAS PEDRAS LTDA. (EM RECUPERACAO JUDICIAL)
Agravante
CAENGE S.A. - CONSTRUÇÃO ADMINISTRACAO E ENGENHARIA (EM RECUPERACAO JUDICIAL)
Agravante
Procedural Posture
Agravo Interno Nos Embargos De Declaração No Agravo Em Recurso Especial / Acórdão Julgamento Colegiado
Legal Issues
- 1 Incidência da Súmula 7 do STJ e impossibilidade de revolver matéria fático-probatória
- 2 Reconhecimento de coisa julgada na fixação de honorários sucumbenciais
- 3 Aplicabilidade da multa do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015
Ratio Decidendi
O Tribunal manteve que o Tribunal de origem reconheceu a ocorrência de coisa julgada quanto à fixação da verba honorária no cumprimento de sentença e que alterar tal conclusão exigiria revolvimento do substrato fático-probatório, óbice imposto pela Súmula 7 do STJ; ademais, concluiu-se que a aplicação da multa do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015 não é automática e depende de demonstração de manifesta inadmissibilidade ou caráter protelatório do recurso, o que não se verificou, motivo pelo qual o agravo interno foi desprovido.
Court Disposition
Agravo interno desprovido
Orders
- Negar provimento ao agravo interno.
- Fiquem as partes cientificadas de que a insistência injustificada no prosseguimento do feito, caracterizada pela oposição de embargos manifestamente inadmissíveis ou protelatórios a este acórdão, ensejará a imposição da multa prevista no art. 1.026, § 2º, do CPC/2015.
Full Case Text
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2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 20/08/2024 a 26/08/2024, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Nancy Andrighi, Humberto Martins, Ricardo Villas Bôas Cueva e Moura Ribeiro votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Humberto Martins. EMENTA AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE COBRANÇA. COISA JULGADA RECONHECIDA. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/STJ. MULTA PREVISTA NO § 4º DO ART. 1.021 DO CPC/2015. DESCABIMENTO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Na espécie, observa-se que o Tribunal de origem, além de ressaltar que a verba honorária fixada no cumprimento de sentença não se confunde com aquela inicialmente arbitrada no processo de conhecimento, consignou a ocorrência de coisa julgada na fixação da verba sucumbencial, com base no substrato fático-probatório dos autos. 2. Diante dessa moldura fática, consigne-se ser "pacífica a jurisprudência desta Corte Superior no sentido de que a alteração das conclusões do Tribunal a quo no tocante à existência ou não de coisa julgada, por não haver nas demandas identidade de parte, causa de pedir e pedido, demandaria o revolvimento fático-probatório dos autos, o que encontra óbice na Súmula 7 do STJ" (AgInt no AREsp 1.267.129/AM, Rel. o Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, julgado em 07/05/2019, DJe 15/05/2019). 3. O mero não conhecimento ou a improcedência de recurso interno não enseja a automática condenação à multa do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, devendo ser analisado caso a caso. 4. Agravo interno desprovido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno interposto por POUSADA RETIRO DAS PEDRAS LTDA. (EM RECUPERACAO JUDICIAL) e CAENGE S.A. - CONSTRUÇÃO ADMINISTRACAO E ENGENHARIA (EM RECUPERACAO JUDICIAL) contra decisão desta relatoria assim ementada (e-STJ, fl. 1.611): AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE COBRANÇA. VIOLAÇÃO AOS ART. 489 E 1.022 DO CPC/2015 NÃO CONFIGURADA. COISA JULGADA RECONHECIDA. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7 DO STJ. GRATUIDADE DE JUSTIÇA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO. AGRAVO CONHECIDO PARA CONHECER EM PARTE DO RECURSO ESPECIAL E NEGAR-LHE PROVIMENTO. Os embargos de declaração opostos não mereceram conhecimento (e-STJ, fls. 1.635-1.638). Em suas razões (e-STJ, fls. 1.642-1.648), as agravantes refutam a aplicação da Súmula 7/STJ, asseverando que a análise da tese jurídica de violação da coisa julgada - com a fixação de novos honorários advocatícios quando estes já haviam sido fixados por sentença anterior já transitada em julgado - não depende do revolvimento de matéria fático-probatória. Requerem, ao final, o provimento da insurgência. Impugnação às fls. 1.652-1.656 (e-STJ), na qual a parte agravada requer o desprovimento do recurso e a aplicação da multa do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015. É o relatório. EMENTA AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE COBRANÇA. COISA JULGADA RECONHECIDA. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/STJ. MULTA PREVISTA NO § 4º DO ART. 1.021 DO CPC/2015. DESCABIMENTO. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Na espécie, observa-se que o Tribunal de origem, além de ressaltar que a verba honorária fixada no cumprimento de sentença não se confunde com aquela inicialmente arbitrada no processo de conhecimento, consignou a ocorrência de coisa julgada na fixação da verba sucumbencial, com base no substrato fático-probatório dos autos. 2. Diante dessa moldura fática, consigne-se ser "pacífica a jurisprudência desta Corte Superior no sentido de que a alteração das conclusões do Tribunal a quo no tocante à existência ou não de coisa julgada, por não haver nas demandas identidade de parte, causa de pedir e pedido, demandaria o revolvimento fático-probatório dos autos, o que encontra óbice na Súmula 7 do STJ" (AgInt no AREsp 1.267.129/AM, Rel. o Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, julgado em 07/05/2019, DJe 15/05/2019). 3. O mero não conhecimento ou a improcedência de recurso interno não enseja a automática condenação à multa do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015, devendo ser analisado caso a caso. 4. Agravo interno desprovido. VOTO Reexaminando os autos, não se vislumbram razões para o provimento deste agravo interno. Com efeito, conforme destacado na decisão que julgou o agravo em recurso especial interposto pelas ora agravantes, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territóri os, ao dirimir a controvérsia, apresentou a seguinte fundamentação (e-STJ, fls. 1.495-1.497 - sem destaques no original): 19. Examinado o cumprimento de sentença originário, vê-se que EDUARDO TADASHI NOMURA moveu ação (proc. 2016.01.1.034044-4) de nulidade de cláusula contratual, rescisão do contrato, devolução integral dos valores pagos em parcela única, restituição das arras mais o equivalente e indenização por lucros cessantes contra POUSADA RETIRO DAS PEDRAS LTDA e CAENGE SA, em razão de demora na entrega da obra, e a r. sentença proferida em 07/10/2016 julgou parcialmente procedentes os pedidos, nos seguintes termos (id. 35081983): (..) 20. Na r. decisão dos embargos de declaração, foi corrigido erro material (id. 35081995), in verbis: (..) 21. Não houve interposição de outro recurso e a sentença transitou em julgado em 15/12/2016 (id. 35081999). 22. O credor Eduardo Tadashi Nomura requereu o cumprimento de sentença em 17/2/2017 para recebimento da importância de R$ 364.607,98 (id. 35082013, págs. 3 e ss) 23. Durante a tramitação do cumprimento de sentença e, diante da aprovação do plano de recuperação judicial da executada, o credor, em petição de 28/01/2022, requereu a extinção do processo, ocasionando a prolação da r. sentença em 11/02/2022 (id. 114389736), in verbis: (..) 24. A r. sentença supracitada não foi impugnada por recurso, advindo o trânsito em julgado. 25. Assim, conforme se verifica da narrativa dos atos praticados no cumprimento de sentença originário, a verba honorária fixada na r. sentença de 11/02/2022 em nada se confunde com aquela inicialmente arbitrada no processo de conhecimento, em r. sentença de 07/10/2016, não se cogitando de bis in idem, além do que referida condenação está acobertada pela coisa julgada. Portanto, vedada a rediscussão, nos termos do art. 502 do CPC. Do excerto acima transcrito observa-se que o Tribunal de origem, além de ressaltar que a verba honorária fixada no cumprimento de sentença não se confunde com aquela inicialmente arbitrada no processo de conhecimento, consignou a ocorrência de coisa julgada na fixação da verba sucumbencial, com base no substrato fático-probatório dos autos. Diante dessa moldura fática, consigne-se, novamente, ser "pacífica a jurisprudência desta Corte Superior no sentido de que a alteração das conclusões do Tribunal a quo no tocante à existência ou não de coisa julgada, por não haver nas demandas identidade de parte, causa de pedir e pedido, demandaria o revolvimento fático-probatório dos autos, o que encontra óbice na Súmula 7 do STJ" (AgInt no AREsp 1.267.129/AM, Rel. o Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, julgado em 07/05/2019, DJe 15/05/2019). Ilustrativamente (sem destaques nos originais): PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA PROFERIDA EM AÇÃO COLETIVA AJUIZADA PELO SINDICATO NACIONAL DOS TÉCNICOS DA RECEITA FEDERAL - SINDTTEN. LIMITAÇÃO. COISA JULGADA. SÚMULA 7/STJ. 1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça entende que, havendo o Tribunal a quo reconhecido a existência de limitação subjetiva do título executivo sobre a qual se operou a coisa julgada, decidir em sentido contrário, afastando a ocorrência de tal limitação, pressupõe reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado por força da Súmula 7/STJ. Precedentes. 2. A impugnação da Súmula 7/STJ pressupõe estrutura argumentativa específica, indicando-se as premissas fáticas admitidas como verdadeiras pelo Tribunal de origem, a qualificação jurídica atribuída pelo Tribunal de origem e a apreciação jurídica que lhes deveria ter sido realmente atribuída. O recurso daí proveniente deveria se esmerar em demonstrar efetivamente que a referida súmula não se aplica ao caso concreto, e não em simplesmente reiterar o Recurso Especial. Precedentes. 3. A incidência da Súmula 7 do STJ é óbice também para a análise do dissídio jurisprudencial, impedindo o conhecimento do recurso pela alínea "c" do permissivo constitucional (AgInt no AREsp 964.391/SP, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, DJe 21.11.2016). 4. Não há que falar em sobrestamento do feito, uma vez que as alegações da agravante apenas apontam para iminência de encaminhamento de IRDR ao STJ, inexistindo, portanto, ordem de sobrestamento. Não obstante, ainda que houvesse afetação da tese via Recurso Representativo de Controvérsia, essa não implicaria o sobrestamento dos processos em curso no STJ, mas apenas aqueles em trâmite nos Tribunais de origem; e não se aplicariam ao caso em tela, em que há incidência de óbice sumular ao conhecimento do Recurso Especial. 5. Agravo Interno não provido. (AgInt no REsp n. 2.019.640/RS, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 15/12/2022, DJe de 19/12/2022.) AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL - AÇÃO ANULATÓRIA C/C PEDIDO CONDENATÓRIO - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU PROVIMENTO AO RECLAMO. INSURGÊNCIA DA PARTE DEMANDADA. 1. As questões postas em discussão foram dirimidas pelo Tribunal de origem de forma suficiente, fundamentada e sem omissões, devendo ser afastada a alegada violação ao art. 535 do CPC/73. Consoante entendimento desta Corte, não importa negativa de prestação jurisdicional o acórdão que adota, para a resolução da causa, fundamentação suficiente, porém diversa da pretendida pela parte recorrente, decidindo de modo integral a controvérsia posta. Precedentes. 2. De acordo com a jurisprudência desta Corte Superior, "cabe ao Poder Judiciário, nos casos em que prima facie é identificado um compromisso arbitral "patológico", i. e., claramente ilegal, declarar a nulidade dessa cláusula" (REsp n. 1.803.752/SP, relatora Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 4/2/2020, DJe de 24/4/2020.). Incidência da Súmula 83/STJ. 3. Rever o entendimento do Tribunal de origem, no sentido de aferir a validade da cláusula compromissória e do acordo, e a inexistência de vício de consentimento, forçosamente, ensejaria em rediscussão de matéria fática e das cláusulas contratuais, com o revolvimento das provas juntadas ao processo, o que é vedado pelas Súmulas 5 e 7 do STJ. Precedentes. 4. Para alterar as conclusões contidas no decisum, em relação à questão discutida estar acobertada pela coisa julgada, seria imprescindível a incursão no conjunto fático e probatório dos autos, providência que atrai o óbice estabelecido pela Súmula 7 do STJ. Precedentes. 5. Agravo interno desprovido. (AgInt no REsp n. 1.369.455/MG, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, julgado em 26/9/2022, DJe de 29/9/2022.) RECURSO ESPECIAL. DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. ESCRITÓRIO CENTRAL DE ARRECADAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO - ECAD. AÇÃO INIBITÓRIA CUMULADA COM PERDAS E DANOS. OBRAS MUSICAIS. PEDIDO DE ADMISSÃO DE "AMICUS CURIAE". ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE COISA JULGADA. REVISÃO DO JULGADO. IMPOSSIBILIDADE INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO N.º 7/STJ. INEXISTÊNCIA DE MODIFICAÇÃO SUPERVENIENTE DE DIREITO OU DE FATO QUE AUTORIZE A REVISÃO DO JULGADO. 1. Controvérsia em torno da ocorrência de coisa julgada, que ensejou a extinção de ação inibitória movida pelo ECAD contra o CINEMARK BRASIL S/A (Shopping Pátio Paulista), objetivando a suspensão e interrupção da reprodução de obras musicais, sem a devida autorização, em face de decisão anterior transitada em julgado em processo envolvendo as mesmas partes. 2. A intervenção de "amicus curiae" no processo deve se ater ao interesse público do processo submetido à análise judicial, sobre o qual se legitima a participação processual do terceiro. 3. Reconhecida a identidade de partes, de causa de pedir e de pedido pelo Tribunal de origem, não há como alterar a conclusão quanto à preliminar de coisa julgada sem o reexame de fatos e provas. Aplicação do enunciado n.º 7/STJ. 4. Quanto à modificação superveniente no estado de fato ou de direito, consoante julgado desta Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça, a revogação da Lei n.º 5.988/73, que reconhecia a ilegitimidade do ECAD para propor reconvenção, pela Lei n.º 9.610/98, não é circunstância que, por si só, configure modificação no estado de direito, apta a permitir que agora se decida, novamente, a questão já definitivamente resolvida, com base no art. 471, inciso I, do CPC/73 (REsp. 1.641.154/BA, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, Terceira Turma, julgado em 14/08/2018, DJe 17/08/2018). 5. PEDIDO DE INGRESSO DE "AMICUS CURIAE". INDEFERIDO E RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO. (REsp n. 1.634.069/SP, relator Ministro Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, julgado em 20/8/2019, DJe de 28/8/2019.) Por fim, a aplicação da multa prevista no § 4º do art. 1.021 do CPC/2015 não é automática, não se tratando de mera decorrência lógica do desprovimento do agravo interno em votação unânime. A condenação da parte agravante ao pagamento da aludida multa - a ser analisada em cada caso concreto, em decisão fundamentada - pressupõe que o agravo interno mostre-se manifestamente inadmissível ou que sua improcedência seja de tal forma evidente que a simples interposição do recurso possa ser tida, de plano, como abusiva ou protelatória, o que não ocorre na hipótese ora examinada. Desse modo, não há razões que justifiquem o acolhimento da pretensão recursal, motivo pelo qual permanece incólume o entendimento firmado na decisão agravada. Ante o exposto, nego provimento ao agravo interno. Fiquem as partes cientificadas de que a insistência injustificada no prosseguimento do feito, caracterizada pela oposição de embargos manifestamente inadmissíveis ou protelatórios a este acórdão, ensejará a imposição da multa prevista no art. 1.026, § 2º, do CPC/2015. É como voto.