REsp 2208658 - DECISAO
Não conheço do recurso especial: a alegação de violação ao art. 1.022 do CPC/2015 não foi sustentada com argumentos aptos à apreciação (Súmula 284/STF) e as questões de mérito suscitadas quanto ao alcance da coisa julgada e limitação temporal do título exigiriam reexame do conjunto fático-probatório, providência...
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- Parties
- Recorrente: PAULO EDUARDO DA SILVA; Órgão Prolator Do Acórdão: Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios; Autor Da Ação Coletiva: Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Administração Direta, Autarquias e Tribunal de Contas do Distrito Federal - SINDIRETA/DF; Sindicato Representativo Anterior: SAE - Sindicato dos Auxiliares de Educação no DF
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 May 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Não Conhecido
- Outcome
- recurso especial não conhecido
- Legal Topics
- Coisa Julgada, Cumprimento De Sentença Coletiva, Admissibilidade De Recurso Especial, Proibição De Reexame De Provas (súmula 7/stj), Nulidade Por Ausência De Fundamentação (súmula 284/stf)
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Parties
PAULO EDUARDO DA SILVA
Recorrente
Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios
Órgão Prolator Do Acórdão
Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Administração Direta, Autarquias e Tribunal de Contas do Distrito Federal - SINDIRETA/DF
Autor Da Ação Coletiva
SAE - Sindicato dos Auxiliares de Educação no DF
Sindicato Representativo Anterior
Procedural Posture
Recurso Especial / Não Conhecido
Legal Issues
- 1 Alegada violação ao art. 1.022 do CPC/2015 por ausência de fundamentação
- 2 Alegada ofensa à coisa julgada em razão de ampliação do alcance do título executivo
- 3 Limitação temporal do título executivo e alcance do cumprimento individual de sentença coletiva
Ratio Decidendi
Não conheço do recurso especial: a alegação de violação ao art. 1.022 do CPC/2015 não foi sustentada com argumentos aptos à apreciação (Súmula 284/STF) e as questões de mérito suscitadas quanto ao alcance da coisa julgada e limitação temporal do título exigiriam reexame do conjunto fático-probatório, providência vedada em recurso especial (Súmula 7/STJ).
Court Disposition
recurso especial não conhecido
Orders
- Não conheço do recurso especial.
- Publique-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de recurso especial interposto por PAULO EDUARDO DA SILVA com fundamento no artigo 105, III, "a", da Constituição Federal, contra acórdão proferido pelo TJDFT assim ementado (fls. 102-103): AGRAVO DE INSTRUMENTO. TÍTULO EXECUTIVO JUDICIAL. CUMPRIMENTO INDIVIDUAL DE SENTENÇA COLETIVA. INTEGRAÇÃO À CATEGORIA SUBSTITUÍDA. AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO. CRITÉRIO TEMPORAL. TODO O PERIODO EM QUE FARIA JUS. RECURSO PROVIDO. DECISÃO REFORMADA. 1. A ação coletiva, da qual originou o título executivo judicial, foi ajuizada em 1997 pelo Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Administração Direta, Autarquias e Tribunal de Contas do Distrito Federal - SINDIRETA/DF e em substituição processual aos integrantes da categoria. 2. A legitimidade da exequente foi confirmada em sede de apelação: "Nesse contexto, deve-se reconhecer que, apenas após a extinção da Fundação Educacional do Distrito Federal, a recorrida passou a integrar o quadro de pessoal permanente do Distrito Federal, tendo lotação na Secretaria de Estado de Educação, momento em que adquiriu a legitimidade para requerer o cumprimento individual da sentença coletiva" (Acórdão 1718026, 07114162920228070018, Relator: Roberto Freitas Filho, , Relator Designado: LUÍS GUSTAVO B. DE OLIVEIRA 3ª Turma Cível, data de julgamento: .15/6/2023, publicado no DJE: 30/6/2023. Pág.: Sem Página Cadastrada.) 3. Ressalta-se que, ao tempo em que era servidora da FEDF, a autora era representada por outro sindicato (SAE - Sindicato dos Auxiliares de Educação no DF), e este ajuizou ação idêntica, e também obteve êxito, com título executivo semelhante. Demais disso, por ser a recorrida servidora da FEDF e da Secretaria de Educação, não apenas é parte legítima da requerer o cumprimento da sentença coletiva como também faria jus ao pagamento do auxílio alimentação por todo período em que este foi suprimido, não havendo que se falar em excesso de execução. 4. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. Embargos de declaração rejeitados. No recurso especial, o recorrente alega violação dos artigos 489, §1º e 1.022, II, do CPC/2015, ao argumento de que a Corte de origem incorreu em vício de fundamentação. Quanto às questões de fundo, sustenta ofensa aos artigos 502, 503 e 508 do CPC/2015 defendendo, em síntese, que "o acórdão recorrido ampliou o alcance do título executivo, ao arrepio da coisa julgada " (fl.193). Sem contrarrazões. Juízo positivo de admissibilidade às fls. 232-233. É o relatório. Passo a decidir. Consigne-se inicialmente que o recurso foi interposto contra acórdão publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015, devendo ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele previsto, conforme Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ. De início, não se conhece da suposta afronta ao artigo 1.022 do CPC/2015, pois o recorrente não apresentou qualquer argumento a ensejar a apreciação da ofensa ao referido normativo. Incide à hipótese a Súmula 284/STF. No que se refere à tese de afronta à coisa julgada, verifica-se que a Corte a quo, após ampla análise do conjunto fático-probatório, firmou compreensão de que a exequente é parte legítima da requerer o cumprimento da sentença coletiva, fazendo jus ao pagamento do auxílio alimentação por todo período em que este foi suprimido, e não apenas a partir de 1º de agosto de 2000 (fl. 106). Nesse contexto, a alteração das premissas adotadas pela Corte de origem, tal como colocada a questão nas razões recursais, demandaria, necessariamente, novo exame do acervo fático-probatório constante dos autos, providência vedada em recurso especial, conforme o óbice previsto na Súmula 7/STJ. A propósito: PROCESSUAL CIVIL. NA ORIGEM. AGRAVOS DE INSTRUMENTO. DIREITO CONSTITUCIONAL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE SENTENÇA COLETIVA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. PRESERVAÇÃO DA COISA JULGADA. NESTA CORTE NÃO SE CONHECEU DO RECURSO. AGRAVO INTERNO. ANÁLISE DAS ALEGAÇÕES. MANUTENÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA QUE NÃO CONHECEU DO RECURSO POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. I - Na origem, Francisco Batista de Deus Júnior e o Distrito Federal interpuseram agravo de instrumento contra decisão da 2ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal que, nos autos de cumprimento individual de sentença coletiva derivada do título judicial formado nos autos da Ação Coletiva n. 32.159/1997, a) indeferiu o prosseguimento da execução quanto à parcela incontroversa e julgou parcialmente procedente a impugnação do Distrito Federal, para determinar a exclusão das parcelas posteriores a 27/4/1997; e b) determinou a aplicação do IPCA-e desde 30/6/2009, data de vigência da Lei n. 11.960/2009 declarada inconstitucional pelo STF no RE n. 870.947 (Tema n. 810), e Selic a partir da vigência da EC n. 113/21, ou seja, 9/12/2021. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios determinou a reunião dos recursos AGI n. 0707939-18.2023.8.07.0000 e AGI n. 0713496-83.2023.8.07.0000 para julgamento em conjunto, para conhecer ambos os recursos e a) negar provimento ao recurso de Francisco Batista de Deus Júnior; e b) dar provimento ao agravo de instrumento do Distrito Federal, "a fim de reformar parcialmente a decisão agravada, garantindo a preservação da coisa julgada quanto ao índice de correção monetária fixado no título judicial exequendo". II - No STJ, cuida-se de agravo interno interposto contra decisão que não conheceu do recurso especial diante da incidência de óbices ao seu conhecimento. Na petição de agravo interno, a parte agravante repisa as alegações que foram objeto de análise na decisão recorrida. .. V - Ainda que superado o óbice, a Corte de origem analisou a controvérsia principal dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa, seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". VI - Agravo interno improvido. (AgInt no REsp n. 2.121.623/DF, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 20/5/2024, DJe de 22/5/2024). PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 1.022 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. AÇÃO COLETIVA. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. SERVIDORA DA FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DO DISTRITO FEDERAL. ILEGITIMIDADE ATIVA. REFORMA DO JULGADO QUE DEMANDARIA O REEXAME FÁTICO PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7 DO STJ. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. 1. Não há falar em violação ao artigo 1.022 do CPC quando analisadas fundamentadamente pelo acórdão recorrido as questões que lhe foram submetidas, com o exame dos pontos essenciais ao deslinde da controvérsia. 2. No caso, a Corte local, após análise dos elementos fáticos contidos nos autos, reconheceu a ilegitimidade ativa da exequente para o cumprimento da sentença, considerando os limites subjetivos da coisa julgada e o fato de existir título executivo judicial em favor dos servidores da extinta Fundação Educacional do Distrito Federal, nos autos da ação coletiva 59.888/1997. Assim, rever o entendimento adotado pelo Tribunal de origem, com o intuito de acolher a tese de legitimidade ativa da recorrente, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que é vedado em recurso especial, nos termos do enunciado n. 7 da Súmula do STJ. 3. Agravo interno a que se nega provimento (AgInt no REsp 2.121.615/DF, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 30/9/2024). Ante o exposto, não conheço do recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. SERVIDOR. ARTIGO 1.022 DO CPC/2015. AUSÊNCIA DE ARGUMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. LIMITAÇÃO TEMPORAL. COISA JULGADA. ALCANCE. REEXAME DO ACERVO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 7/STJ. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO.