AREsp 2447808 - DECISAO
A Primeira Turma concluiu que é possível, na hipótese, proceder à revaloração jurídica dos fatos já descritos no acórdão recorrido sem revolvimento do conjunto probatório, afastando o óbice da Súmula 7/STJ; verificou-se ausência da tríplice identidade entre a ação individual e a ação coletiva, razão pela qual a coisa julgada não impede o prosseguimento da execução quanto aos períodos não alcançados pelo mandado de segurança, devendo ser afastada a preclusão declarada pelo acórdão recorrido e determinado o retorno dos autos ao Tribunal de origem para novo julgamento do recurso especial da parte autora.
- Parties
- Agravante/recorrente: Lilia Rosane Alves Elesbao; Agravada/recorrida: União; Autor Na Ação Coletiva: Sindicato Nacional dos Técnicos da Receita Federal SINDTTEN
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 December 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Colegiada (primeira Turma) Conhecimento E Provimento Do Agravo Em Recurso Especial, Com Retorno Dos Autos Ao Tribunal De Origem Para Nova Análise Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do agravo em recurso especial e dou-lhe provimento para afastar o óbice da coisa julgada, determinando o retorno dos autos ao Tribunal de origem para novo julgamento do recurso da parte autora.
- Legal Topics
- Coisa Julgada, Cumprimento De Sentença, Súmula 7/stj, Tríplice Identidade, Ação Coletiva Vs Ação Individual, Condições Da Ação, Revaloração Jurídica Sem Revolvimento Probatório
Case Brief
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Parties
Lilia Rosane Alves Elesbao
Agravante/recorrente
União
Agravada/recorrida
Sindicato Nacional dos Técnicos da Receita Federal SINDTTEN
Autor Na Ação Coletiva
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Colegiada (primeira Turma) Conhecimento E Provimento Do Agravo Em Recurso Especial, Com Retorno Dos Autos Ao Tribunal De Origem Para Nova Análise Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Incidência da Súmula 7/STJ (vedação de nova valoração da prova)
- 2 Aplicabilidade da coisa julgada entre ação individual e ação coletiva
- 3 Verificação da tríplice identidade (partes, causa de pedir e pedido) para configurar coisa julgada
Ratio Decidendi
A Primeira Turma concluiu que é possível, na hipótese, proceder à revaloração jurídica dos fatos já descritos no acórdão recorrido sem revolvimento do conjunto probatório, afastando o óbice da Súmula 7/STJ; verificou-se ausência da tríplice identidade entre a ação individual e a ação coletiva, razão pela qual a coisa julgada não impede o prosseguimento da execução quanto aos períodos não alcançados pelo mandado de segurança, devendo ser afastada a preclusão declarada pelo acórdão recorrido e determinado o retorno dos autos ao Tribunal de origem para novo julgamento do recurso especial da parte autora.
Court Disposition
Conheço do agravo em recurso especial e dou-lhe provimento para afastar o óbice da coisa julgada, determinando o retorno dos autos ao Tribunal de origem para novo julgamento do recurso da parte autora.
Orders
- Determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem para novo julgamento do recurso especial da parte autora
- Publique-se.
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