CC 175920 - ACORDAO
Tendo em vista que o medicamento pleiteado não está sem registro na ANVISA (situação distinta daquela prevista no RE 657.718/MG), que não houve propositura da ação em face da União e que o Juízo Federal afastou o interesse jurídico da União nos termos da Súmula 150/STJ, a competência para processar e julgar a demanda é da Justiça Estadual; portanto, o agravo interno não merece provimento e deve ser mantida a decisão que declarou competente o Juízo de Direito da 2ª Vara Cível de Nova Serrana/MG.
- Parties
- Autor: Ministério Público do Estado de Minas Gerais; Réu: Estado de Minas Gerais; Beneficiário: Joaquim Rodrigues de Jesus
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 May 2021
- Procedural Posture
- Conflito Negativo De Competência / Acórdão Julgamento Pela Primeira Seção (decisão Colegiada)
- Outcome
- Agravo interno improvido; mantida a decisão que declarou competente o Juízo de Direito da 2ª Vara Cível de Nova Serrana/MG
- Legal Topics
- Conflito De Competência, Fornecimento De Medicamentos, Registro Na ANVISA, Incorporação No Rename/sus, Súmula 150/stj, Tema 793/stf
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
Ministério Público do Estado de Minas Gerais
Autor
Estado de Minas Gerais
Réu
Joaquim Rodrigues de Jesus
Beneficiário
Procedural Posture
Conflito Negativo De Competência / Acórdão Julgamento Pela Primeira Seção (decisão Colegiada)
Legal Issues
- 1 Se a competência para processar e julgar ação que busca fornecimento de medicamento não incorporado ao RENAME, mas com registro na ANVISA, é da Justiça Federal ou Estadual
- 2 Se é obrigatória a inclusão da União no polo passivo quando se pleiteia fornecimento de medicamento não incorporado às políticas públicas
- 3 Aplicação do entendimento do RE 657.718/MG e do RE 855.178/SE (Tema 793) ao caso concreto
Ratio Decidendi
Tendo em vista que o medicamento pleiteado não está sem registro na ANVISA (situação distinta daquela prevista no RE 657.718/MG), que não houve propositura da ação em face da União e que o Juízo Federal afastou o interesse jurídico da União nos termos da Súmula 150/STJ, a competência para processar e julgar a demanda é da Justiça Estadual; portanto, o agravo interno não merece provimento e deve ser mantida a decisão que declarou competente o Juízo de Direito da 2ª Vara Cível de Nova Serrana/MG.
Court Disposition
Agravo interno improvido; mantida a decisão que declarou competente o Juízo de Direito da 2ª Vara Cível de Nova Serrana/MG
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
- Manter a decisão que declarou competente o Juízo de Direito da 2ª Vara Cível de Nova Serrana/MG
Full Case Text
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