REsp 2100351 - ACORDAO
O Tribunal entendeu que o art. 22, inciso I, da Lei do Inquilinato impõe ao locador o dever de entregar o imóvel regularizado quando a regularização formal é condição para o uso, que a boa-fé objetiva exige colaboração do locador quando a obtenção de licença depende de documentos de sua titularidade, que a inércia dos locadores configurou culpa pela rescisão contratual e que a multa contratual de 10% é razoável, cuja revisão demandaria reexame de provas vedado pela Súmula 7/STJ; assim, conheceu-se parcialmente do recurso e, nessa extensão, negou-lhe provimento.
- Parties
- Locadora (recorrente): INSTITUTO DE BELEZA FRANÇOIS LTDA.; Locadora (recorrente): MARIA HELENA PEREIRA; Locatária (recorrida): FIBRA COMÉRCIO E DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS LTDA.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 November 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Colegiada Proferida Pela Terceira Turma (acórdão)
- Outcome
- Recurso especial conhecido parcialmente e, nessa extensão, negado provimento.
- Legal Topics
- Contrato De Locação Comercial, Lei Do Inquilinato, Boa Fé Objetiva, Cláusula Penal, Responsabilidade Do Locador, Regularização De Imóvel Perante a Municipalidade
Case Brief
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Parties
INSTITUTO DE BELEZA FRANÇOIS LTDA.
Locadora (recorrente)
MARIA HELENA PEREIRA
Locadora (recorrente)
FIBRA COMÉRCIO E DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS LTDA.
Locatária (recorrida)
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Colegiada Proferida Pela Terceira Turma (acórdão)
Legal Issues
- 1 Competência pela regularização do imóvel e obtenção de alvarás (art. 22, I, da Lei 8.245/1991)
- 2 Aplicabilidade da multa contratual em caso de rescisão motivada por irregularidade do imóvel (arts. 408 e 413 do CC)
- 3 Aplicação do princípio da boa-fé objetiva e dever de cooperação (arts. 113 e 422 do CC)
Ratio Decidendi
O Tribunal entendeu que o art. 22, inciso I, da Lei do Inquilinato impõe ao locador o dever de entregar o imóvel regularizado quando a regularização formal é condição para o uso, que a boa-fé objetiva exige colaboração do locador quando a obtenção de licença depende de documentos de sua titularidade, que a inércia dos locadores configurou culpa pela rescisão contratual e que a multa contratual de 10% é razoável, cuja revisão demandaria reexame de provas vedado pela Súmula 7/STJ; assim, conheceu-se parcialmente do recurso e, nessa extensão, negou-lhe provimento.
Court Disposition
Recurso especial conhecido parcialmente e, nessa extensão, negado provimento.
Orders
- Negado provimento ao recurso especial no que conhecido.
- Mantida a condenação de INSTITUTO DE BELEZA FRANÇOIS LTDA. e MARIA HELENA PEREIRA ao pagamento da multa contratual de 10% sobre o valor do contrato e à restituição de R$ 4.943,37.
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