AREsp 1924619 - ACORDAO
O agravo interno não é conhecido porque a parte agravante deixou de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada (notadamente a referência à Súmula 280/STF), incorrendo na hipótese prevista no enunciado n. 182 da Súmula do STJ e no art. 1.021, §1º, do CPC/2015.
Source-derived case information.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 November 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Decisão De Não Conhecimento Proferida Pela Segunda Turma
- Outcome
- Agravo interno não conhecido.
- Legal Topics
- Contribuição De Iluminação Pública COSIP, Isenção a Imóveis Destinados a Templo Religioso, Admissibilidade De Recurso Especial, Súmula 182/stj
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Procedural Posture
Agravo Interno / Decisão De Não Conhecimento Proferida Pela Segunda Turma
Legal Issues
- 1 Falta de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada
- 2 Incidência da Súmula 182/STJ
- 3 Requisitos do art. 1.021, §1º, do CPC/2015
Ratio Decidendi
O agravo interno não é conhecido porque a parte agravante deixou de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada (notadamente a referência à Súmula 280/STF), incorrendo na hipótese prevista no enunciado n. 182 da Súmula do STJ e no art. 1.021, §1º, do CPC/2015.
Court Disposition
Agravo interno não conhecido.
Orders
- Não conhecer do agravo interno.
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Herman Benjamin, Og Fernandes, Mauro Campbell Marques e Assusete Magalhães votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Herman Benjamin.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno contra decisão que não conheceu do agravo em recurso especial por falta de impugnação de fundamentos de inadmissibilidade do recurso especial na origem. O recurso especial foi interposto contra acórdão com o seguinte resumo daementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA APELAÇÃO CÍVEL. INCONFORMISMO DA EMBARGANTE COM DECISÃO COLEGIADA QUE NEGOU PROVIMENTO AO SEU RECURSO. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO DECORRENTE DA FALTA MANIFESTAÇÃO EXPRESSA DO ÓRGÃO AD QUEM ACERCA DE DISPOSITIVOS SUSCITADOS EM CONTESTAÇÃO. AUSÊNCIA DE VÍCIOS. INTELIGÊNCIA DO ART. 1022 CPC/15. EMBARGANTE QUE NÃO APONTA QUAIS OS VÍCIOS QUE PRETENDE PREQUESTIONAR. PRECEDENTES. REJEIÇÃO DOS EMBARGOS. Foi interposto agravo interno. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - COSIP. ISENÇÃO AOS IMÓVEIS DESTINADOS A TEMPLO RELIGIOSO. AGRAVO INTERNO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO À FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA N. 182 DO STJ. I - Na origem, trata-se de ação em que se discute a isenção da COSIP. Na sentença, julgou-se procedente o pedido. No tribunal a quo, a sentença foi mantida. Nesta Corte, não se conheceu do agravo em recurso especial. Mediante análise dos autos, verifica-se que a decisãoinadmitiu o recurso especial, considerando: ausência de afronta ao artigo 1.022 do CPC, Súmula 7/STJ e Súmula 280/STF. Entretanto, a parte agravante deixou de impugnar especificamente: Súmula 280/STF.A parte agravante, em seu agravo interno, não impugna esses fundamentos. II - É entendimento desta Corte que não se conhece do agravo interno que não impugna os fundamentos da decisão recorrida. Incidência do enunciado n. 182 da Súmula do STJ. III - Agravo interno não conhecido. VOTO A decisão recorrida, que não conheceu do agravo em recurso especial, considerou que a parte agravante deixou de impugnar especificamente o fundamento Súmula 280/STF. Por outro lado, em seu agravo interno, a parte agravante traz alegações dissociadas da decisão recorrida, referentes à matéria de mérito do recurso especial, que nem sequer chegou a ser submetido ao juízo de admissibilidade. Nesse diapasão, verifica-se que a parte agravante deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão ora agravada, ensejando, assim, a incidência do enunciado n. 182 da Súmula do STJ, segundo o qual "É inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada". Ressalta-se que a mesma exigência é prevista no art. 1.021, § 1º, do Código de Processo Civil de 2015. Nesse sentido, veja-se a seguinte jurisprudência: AgInt no REsp n. 1.600.403/GO, relatorMinistro Humberto Martins, Segunda Turma, julgado em 23/8/2016, DJe 31/8/2016; AgInt no AREsp n. 873.251/SP, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 19/5/2016, DJe 30/5/2016; AgInt no AREsp n. 864.079/PR, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 9/8/2016, DJe 8/9/2016. Ante o exposto, não conheço do recurso de agravo interno. É o voto.