AREsp 2927493 - DECISAO
Por se tratar de matéria afetada à sistemática dos recursos repetitivos (Tema 1.342), determina-se a devolução dos autos ao Tribunal de origem para que, após a publicação do acórdão no recurso representativo e em observância ao art. 1.040 do CPC/2015, o tribunal: negue seguimento ao recurso se a decisão recorrida...
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- Parties
- Agravante: FERRAMENTAS GERAIS COMÉRCIO E IMPORTAÇÃO DE FERRAMENTAS E MÁQUINAS LTDA.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 June 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Contra Decisão De Inadmissão De Recurso Especial
- Outcome
- Autos devolvidos ao Tribunal de origem para que, após publicação do acórdão do recurso representativo e em observância ao art. 1.040 do CPC/2015, seja negado seguimento ou seja realizado o juízo de retratação conforme o caso.
- Legal Topics
- Contribuição Previdenciária Patronal, Menor Aprendiz, Base De Cálculo, Recursos Repetitivos, Art. 1.040 Do Cpc/2015
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Parties
FERRAMENTAS GERAIS COMÉRCIO E IMPORTAÇÃO DE FERRAMENTAS E MÁQUINAS LTDA.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Contra Decisão De Inadmissão De Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Incidência de contribuição previdenciária patronal sobre remuneração decorrente de contrato de aprendizagem
- 2 Caracterização do menor aprendiz como segurado obrigatório na categoria de empregado para fins previdenciários
- 3 Aplicação da sistemática de recursos repetitivos e do art. 1.040 do CPC/2015
Ratio Decidendi
Por se tratar de matéria afetada à sistemática dos recursos repetitivos (Tema 1.342), determina-se a devolução dos autos ao Tribunal de origem para que, após a publicação do acórdão no recurso representativo e em observância ao art. 1.040 do CPC/2015, o tribunal: negue seguimento ao recurso se a decisão recorrida coincidir com a orientação do Tribunal Superior; ou proceda ao juízo de retratação se divergir, evitando-se o desmembramento do apelo especial e violações ao princípio da unirrecorribilidade.
Court Disposition
Autos devolvidos ao Tribunal de origem para que, após publicação do acórdão do recurso representativo e em observância ao art. 1.040 do CPC/2015, seja negado seguimento ou seja realizado o juízo de retratação conforme o caso.
Orders
- Devolução dos autos ao Tribunal de origem, com a respectiva baixa
- Negue seguimento ao recurso se a decisão recorrida coincidir com a orientação emanada pelo Tribunal Superior
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo interposto pela FERRAMENTAS GERAIS COMÉRCIO E IMPORTAÇÃO DE FERRAMENTAS E MÁQUINAS LTDA. contra decisão de inadmissão de recurso especial, que desafia acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região assim ementado (e-STJ fl. 5.804): TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA PATRONAL. MENOR APRENDIZ. CONTRIBUINTE OBRIGATÓRIO NA CATEGORIA DE EMPREGADO. 1. O menor aprendiz, apesar de possuir contrato especial de trabalho, é considerado segurado obrigatório na categoria de empregado para efeito da incidência da contribuição previdenciária. 2. O contrato especial firmado pelo empregador com o aprendiz não se confunde com o contrato com o menor assistido, regulado pelo Decreto-Lei nº 2.318/86. 3. O art. 6º, II, da IN nº 971/09, e o art. 5º, II, da IN nº 2.110/22, ao disporem que o aprendiz, maior de 14 anos e menor de 24 anos, deve contribuir na qualidade de segurado empregado, mantiveram-se contidos pelo balizamento legal. Passo a decidir. A Primeira Seção afetou, para julgamento sob o rito dos recursos repetitivos, os REsps 2.191.479/SP e 2.191.694/SP, de relatoria da Ministra Maria Thereza de Assis Moura, a fim de solucionar a seguinte questão jurídica (Tema 1.342): " definir se a remuneração decorrente do contrato de aprendizagem (art. 428 da CLT) integra a base de cálculo da contribuição previdenciária patronal, inclusive as adicionais Contribuição do Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho (GIIL-RAT) e as contribuições a terceiros". Determinou, ainda, a suspensão da tramitação dos recursos especiais e dos agravos em recursos especiais nos tribunais de segunda instância e no STJ que tratem dessa matéria. Encontrando-se o tema afetado à sistemática dos repetitivos, esta Corte Superior orienta que os recursos que tratam da mesma controvérsia devem aguardar o julgamento do paradigma representativo no Tribunal de origem, viabilizando, assim, o juízo de conformação, hoje disciplinado pelo art. 1.040 do CPC/2015. Somente depois de realizada essa providência, que representa o exaurimento da instância ordinária, é que o recurso especial deverá ser encaminhado para esta Corte Superior, para que aqui possam ser analisadas as questões jurídicas nele suscitadas e que não ficaram prejudicadas pelo novo pronunciamento do Tribunal a quo. Registre-se que essa medida visa evitar, também, o desmembramento do apelo especial e, em consequência, eventual ofensa ao princípio da unirrecorribilidade ou da unicidade recursal. Ante o exposto, DETERMINO a devolução dos autos ao Tribunal de origem, com a respectiva baixa, para que, após a publicação do acórdão a ser proferido no recurso representativo da controvérsia e em observância ao art. 1.040 do CPC/2015: a) negue seguimento ao recurso se a decisão recorrida coincidir com a orientação emanada pelo Tribunal Superior; ou b) proceda ao juízo de retratação na hipótese de o acórdão vergastado divergir da decisão sobre o tema repetitivo. Publique-se. Intimem-se. EMENTA