REsp 1731719 - ACORDAO
O agravo interno foi improvido porque a matéria foi decidida com fundamentos constitucionais e infraconstitucionais suficientes; não tendo sido interposto recurso extraordinário ocorreu o trânsito em julgado do fundamento constitucional, atraindo a Súmula n. 126/STJ e inviabilizando o conhecimento do recurso...
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante/recorrente: Cosmed
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 December 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Decidido
- Outcome
- Agravo interno improvido
- Legal Topics
- Contribuições Sociais, Sat/rat, Súmulas (óbitos), Prequestionamento, Competência Do STJ
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Summary, issues, holding and outcome
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Parties
Cosmed
Agravante/recorrente
Procedural Posture
Agravo Interno / Decidido
Legal Issues
- 1 Incidência das Súmulas n. 126 e 211 do STJ e 282, 283, 284 e 356 do STF
- 2 Competência do STJ para interpretação e uniformização do direito infraconstitucional
- 3 Exigência de prequestionamento para conhecimento do recurso especial
Ratio Decidendi
O agravo interno foi improvido porque a matéria foi decidida com fundamentos constitucionais e infraconstitucionais suficientes; não tendo sido interposto recurso extraordinário ocorreu o trânsito em julgado do fundamento constitucional, atraindo a Súmula n. 126/STJ e inviabilizando o conhecimento do recurso especial. Ademais, o recorrente não demonstrou adequadamente a violação de dispositivos federais nem rechaçou suficientemente os fundamentos do acórdão recorrido, e parte da insurgência não foi suficientemente debatida no Tribunal de origem, atraindo os óbices das súmulas mencionadas, de modo que não há razões para modificar a decisão recorrida.
Court Disposition
Agravo interno improvido
Orders
- Negado provimento ao agravo interno
- Manutenção da decisão recorrida
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Maria Thereza de Assis Moura, Marco Aurélio Bellizze e Teodoro Silva Santos votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Teodoro Silva Santos. Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Afrânio Vilela. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. SAT/RAT. INCIDÊNCIA DOS ÓBICES SUMULARES N. 126 E 211 DO STF E 282, 283, 284 E 356 DO STF. DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA. I - Na origem, trata-se de mandado de segurança impetrado com a finalidade de afastar definitivamente a exigência da contribuição ao SAT/RAT com base nas alíquotas majoradas pelo Decreto n. 6.957/2009, alegando que o referido normativo carece de legalidade e constitucionalidade. Na sentença o pedido foi julgado parcialmente procedente. No Tribunal a quo, a sentença foi mantida. II - A controvérsia objeto dos presentes autos foi dirimida com base em fundamentos de índole constitucional e infraconstitucional, ambos suficientes para manter o julgado. Todavia, considerando que não foi interposto recurso extraordinário contra o julgado vergastado, verificou-se o trânsito em julgado do fundamento constitucional, o que faz com que na hipótese incida o enunciado da Súmula n. 126 do Superior Tribunal de Justiça, inviabilizando a análise do recurso especial. Nesse sentido, mutatis mutandis: AgInt no AREsp 1.831.263/RJ, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 22/2/2022, DJe 2/3/2022; AgInt no AREsp 1.948.181/PE, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 21/2/2022, DJe 2/3/2022; AgInt no AREsp 1.919.765/RJ, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 7/12/2021, DJe 17/12/2021. III - Por outro lado, a competência do Superior Tribunal de Justiça, na via do recurso especial, encontra-se vinculada à interpretação e à uniformização do direito infraconstitucional federal. Nesse contexto, impõe-se não apenas a correta indicação dos dispositivos legais federais supostamente contrariados pelo Tribunal a quo, mas também a delimitação clara da violação da matéria insculpida nos regramentos indicados, para que, assim, seja viabilizando o necessário confronto interpretativo e, consequentemente, o cumprimento da incumbência constitucional revelada com a uniformização do direito infraconstitucional sob exame. Dessa forma, verificado que o recorrente não logrou êxito em fundamentar adequadamente a ocorrência de suposta incorreção da interpretação jurídica realizada pelo Tribunal de origem acerca do comando normativo dos dispositivos legais indicados como violados, apresenta-se evidente a deficiência do pleito recursal, atraindo o teor da Súmula n. 284 do STF. Acerca do assunto, destaco os seguintes precedentes: AgInt no AREsp n. 983.543/RJ, relator Ministro Herman Benjamin, DJe 5/5/2017; AgInt no REsp n. 1.597.355/CE, relator Ministro Francisco Falcão, DJe 10/3/2017. IV - Ademais, o reexame do acórdão recorrido, em confronto com as razões do recurso especial, revela que os fundamentos apresentados naquele julgado, e que fundamentaram a construção da sólida ratio decidendi alcançada pelo Tribunal de origem, foram utilizados de forma suficiente para manter a decisão proferida no Tribunal a quo e não foram suficientemente rebatidos no apelo nobre, fator capaz de atrair a aplicação dos óbices das Súmulas n. 283 e 284, ambas do STF. V - Por fim, mediante a simples leitura das razões recursais, percebe-se que parcela da insurgência apresentada pelo recorrente não foi suficientemente debatida no âmbito do Tribunal de origem, sendo que a mera citação ou menção superficial de dispositivos de lei federal não é condição capaz de preencher o fundamental requisito de prequestionamento da matéria ora controvertida, deficiência recursal que atrai a aplicação das Súmulas n. 211/STJ e 282 e 356 do STF. VI - Agravo interno improvido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que julgou recurso especial com fundamento no art. 105, III, a, da Constituição Federal. O recurso especial foi interposto contra acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim ementado: PROCESSO CIVIL-AGRAVO PREVISTO NO ART. 557, § 1º,DO CPC-DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO, NOS TERMOS DO ART. 557, "CAPUT", DO CPC - DECISÃO MANTIDA - RECURSO IMPROVIDO. 1. Para a utilização do agravo previsto no art. 557, § 1º, do CPC, deve-se enfrentar, especificamente, a fundamentação da decisão agravada, ou seja, deve-se demonstrar que aquele recurso não é manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com súmula ou com jurisprudência deste Tribunal ou das Cortes Superiores. 2. Decisão que, nos termos do art. 557, "caput", do CPC, negou seguimento ao recurso, em conformidade com o entendimento firmado por esta Egrégia Corte, no sentido de que a Relação de Atividades Preponderantes e Correspondentes Graus de Risco, constante do Anexo V ao Decreto nº 3048/99, atualizado pelo Decreto nº 6957/2009, reveste-se de constitucionalidade e legalidade (AG nº 2010.03.00.006982-9 / SP, 5" Turma, Relatora Desembargadora Federal Ramza Tartuce, DE 18/08/2010). 3. Considerando que a parte agravante não conseguiu afastar os fundamentos da decisão agravada, esta deve ser mantida. 4. Recurso improvido. Os embargos de declaração opostos às fls. 448-451 foram rejeitados às fls. 455-460. No recurso especial, a contribuinte alega que o acórdão recorrido violou os arts. 165, 458, II, 515, §1º, 535, II, e 557, todos do CPC/1973, bem como o art. 22, §3º, da Lei n. 8.212/1991. A decisão recorrida tem o seguinte dispositivo: "Ante o exposto, com fundamento no art. 255, § 4º, I, do RISTJ não conheço do recurso especial, bem como julgo prejudicado o agravo interno de fls. 469-473. " No agravo interno, a parte recorrente traz, resumidamente, os seguintes argumentos: .. Com efeito, como bem relatado acima, os fundamentos constitucionais foram apontados em relação a matéria que sequer foi suscitada nestes autos pela Cosmed, qual seja, a constitucionalidade da definição regulamentar dos conceitos de grau de risco das atividades em leve, média e grave. Veja-se: .. Novamente, a Cosmed não discute nestes autos a possibilidade de o Poder Executivo alterar as alíquotas de SAT/RAT. Essa autorização constitucional já havia sido confirmada há anos pelo E. STF, quando do julgamento do RE 343.446/SC. O que se se discute in casu é como essa alteração foi promovida pelo Decreto nº 6.957/09, vale dizer, se tal norma obedeceu aos requisitos previstos no § 3º, do art. 22, da Lei nº 8.212/91, ou seja, mediante a prévia publicação de estatísticas baseadas em inspeções in loco nas empresas. E essa matéria, de índole claramente infraconstitucional, não foi sequer decidida pelo Col. Tribunal a quo, mesmo após a interposição de Agravo Regimental (e-STJ, fls. 431/433) e de posteriores Embargos de Declaração (e-STJ, fls. 448/451). Portanto, incabível a penalização da Cosmed pela ausência de interposição de Recurso Extraordinário relativo à matéria que sequer se defendeu nestes autos! .. Logo, ao contrário do que exposto na r. decisão ora combatida, inaplicável a Súmula nº 126/STJ a impedir o conhecimento do Recurso Especial. .. Portanto, inexistem os óbices das Súmulas nºs 283 e 284/STF que, com o devido respeito, foram indevidamente suscitadas na r. decisão ora agravada para deixar de se conhecer o apelo especial. Por fim, e não menos importante, também inexistem os óbices das Súmulas nºs 211/STJ, 282/STF e 356/STF a impedir o conhecimento do Recurso Especial. .. Com efeito, além dos trechos acima colacionados do Recurso Especial que demonstram pormenorizadamente os motivos pelos quais o v. acórdão recorrido deve ser anulado - a fim de que o Col. Tribunal aprecie corretamente a matéria veiculada na Apelação -, a Cosmed também deixou claro os motivos pelos quais a ratificação da majoração das alíquotas de SAT/RAT pelo Decreto 6.957/09 implica em violar o § 3º, do art. 22, da Lei nº 8.212/91: .. E, a falta do devido confronto dos argumentos da Cosmed com as razões do v. acórdão recorrido se deve exatamente ao fato de que o E. Tribunal Regional não apreciou tal alegação, sendo que essa omissão se seguiu mesmo após a interposição de Embargas de Declaração, e que motivou a empresa a pleitear a anulação do referido decisum por falta de prestação jurisdicional. Ou seja, a omissão apontada na r. decisão ora agravada representa exatamente o motivo pelo qual o v. acórdão recorrido deve ser anulado para que se entrega a Cosmed uma complete prestação jurisdicional. .. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. DIREITO TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. SAT/RAT. INCIDÊNCIA DOS ÓBICES SUMULARES N. 126 E 211 DO STF E 282, 283, 284 E 356 DO STF. DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA. I - Na origem, trata-se de mandado de segurança impetrado com a finalidade de afastar definitivamente a exigência da contribuição ao SAT/RAT com base nas alíquotas majoradas pelo Decreto n. 6.957/2009, alegando que o referido normativo carece de legalidade e constitucionalidade. Na sentença o pedido foi julgado parcialmente procedente. No Tribunal a quo, a sentença foi mantida. II - A controvérsia objeto dos presentes autos foi dirimida com base em fundamentos de índole constitucional e infraconstitucional, ambos suficientes para manter o julgado. Todavia, considerando que não foi interposto recurso extraordinário contra o julgado vergastado, verificou-se o trânsito em julgado do fundamento constitucional, o que faz com que na hipótese incida o enunciado da Súmula n. 126 do Superior Tribunal de Justiça, inviabilizando a análise do recurso especial. Nesse sentido, mutatis mutandis: AgInt no AREsp 1.831.263/RJ, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 22/2/2022, DJe 2/3/2022; AgInt no AREsp 1.948.181/PE, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 21/2/2022, DJe 2/3/2022; AgInt no AREsp 1.919.765/RJ, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 7/12/2021, DJe 17/12/2021. III - Por outro lado, a competência do Superior Tribunal de Justiça, na via do recurso especial, encontra-se vinculada à interpretação e à uniformização do direito infraconstitucional federal. Nesse contexto, impõe-se não apenas a correta indicação dos dispositivos legais federais supostamente contrariados pelo Tribunal a quo, mas também a delimitação clara da violação da matéria insculpida nos regramentos indicados, para que, assim, seja viabilizando o necessário confronto interpretativo e, consequentemente, o cumprimento da incumbência constitucional revelada com a uniformização do direito infraconstitucional sob exame. Dessa forma, verificado que o recorrente não logrou êxito em fundamentar adequadamente a ocorrência de suposta incorreção da interpretação jurídica realizada pelo Tribunal de origem acerca do comando normativo dos dispositivos legais indicados como violados, apresenta-se evidente a deficiência do pleito recursal, atraindo o teor da Súmula n. 284 do STF. Acerca do assunto, destaco os seguintes precedentes: AgInt no AREsp n. 983.543/RJ, relator Ministro Herman Benjamin, DJe 5/5/2017; AgInt no REsp n. 1.597.355/CE, relator Ministro Francisco Falcão, DJe 10/3/2017. IV - Ademais, o reexame do acórdão recorrido, em confronto com as razões do recurso especial, revela que os fundamentos apresentados naquele julgado, e que fundamentaram a construção da sólida ratio decidendi alcançada pelo Tribunal de origem, foram utilizados de forma suficiente para manter a decisão proferida no Tribunal a quo e não foram suficientemente rebatidos no apelo nobre, fator capaz de atrair a aplicação dos óbices das Súmulas n. 283 e 284, ambas do STF. V - Por fim, mediante a simples leitura das razões recursais, percebe-se que parcela da insurgência apresentada pelo recorrente não foi suficientemente debatida no âmbito do Tribunal de origem, sendo que a mera citação ou menção superficial de dispositivos de lei federal não é condição capaz de preencher o fundamental requisito de prequestionamento da matéria ora controvertida, deficiência recursal que atrai a aplicação das Súmulas n. 211/STJ e 282 e 356 do STF. VI - Agravo interno improvido. VOTO O agravo interno não merece provimento. A parte agravante repisa os mesmos argumentos já analisados na decisão recorrida. A controvérsia objeto dos presentes autos foi dirimida com base em fundamentos de índole constitucional e infraconstitucional, ambos suficientes para manter o julgado. Todavia, considerando que não foi interposto recurso extraordinário contra o julgado vergastado, verificou-se o trânsito em julgado do fundamento constitucional, o que faz com que na hipótese incida o enunciado da Súmula n. 126 do Superior Tribunal de Justiça, inviabilizando a análise do recurso especial. Nesse sentido, mutatis mutandis: AgInt no AREsp 1.831.263/RJ, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, julgado em 22/2/2022, DJe 2/3/2022; AgInt no AREsp 1.948.181/PE, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 21/2/2022, DJe 2/3/2022; AgInt no AREsp 1.919.765/RJ, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 7/12/2021, DJe 17/12/2021. Por outro lado, a competência do Superior Tribunal de Justiça, na via do recurso especial, encontra-se vinculada à interpretação e à uniformização do direito infraconstitucional federal. Nesse contexto, impõe-se não apenas a correta indicação dos dispositivos legais federais supostamente contrariados pelo Tribunal a quo, mas também a delimitação clara da violação da matéria insculpida nos regramentos indicados, para que, assim, seja viabilizando o necessário confronto interpretativo e, consequentemente, o cumprimento da incumbência constitucional revelada com a uniformização do direito infraconstitucional sob exame. Dessa forma, verificado que o recorrente não logrou êxito em fundamentar adequadamente a ocorrência de suposta incorreção da interpretação jurídica realizada pelo Tribunal de origem acerca do comando normativo dos dispositivos legais indicados como violados, apresenta-se evidente a deficiência do pleito recursal, atraindo o teor da Súmula n. 284 do STF. Acerca do assunto, destaco os seguintes precedentes: AgInt no AREsp n. 983.543/RJ, Rel. Ministro Herman Benjamin, DJe 5/5/2017; AgInt no REsp n. 1.597.355/CE, Rel. Ministro Francisco Falcão, DJe 10/3/2017. Ademais, o reexame do acórdão recorrido, em confronto com as razões do recurso especial, revela que os fundamentos apresentados naquele julgado, e que fundamentaram a construção da sólida ratio decidendi alcançada pelo Tribunal de origem, foram utilizados de forma suficiente para manter a decisão proferida no Tribunal a quo e não restaram suficientemente rebatidos no apelo nobre, fator capaz de atrair a aplicação dos óbices das Súmulas n. 283 e 284, ambas do STF. Por fim, mediante a simples leitura das razões recursais, percebe-se que parcela da insurgência apresentada pelo recorrente não foi suficientemente debatida no âmbito do Tribunal de origem, sendo que a mera citação ou menção superficial de dispositivos de lei federal não é condição capaz de preencher o fundamental requisito de prequestionamento da matéria ora controvertida, deficiência recursal que atrai a aplicação das Súmulas n . 211/STJ e 282 e 356 do STF. Ante o exposto, não havendo razões para modificar a decisão recorrida, nego provimento ao agravo interno. É o voto.