REsp 1853607 - ACORDAO
Negou-se provimento ao agravo interno porque o Tribunal a quo examinou fundamentadamente as questões suscitadas, não se configurando omissão nos termos do art. 1.022 do CPC/2015, e porque a jurisprudência do STF e do STJ, bem como o art. 2º-A da Lei 9.494/1997 (Tema 499), impõem que a eficácia subjetiva da coisa julgada em ação coletiva promovida por associação atinge apenas filiados domiciliados na jurisdição do órgão prolator na data do ajuizamento; o exequente mantinha domicílio fora da jurisdição da Subseção de Concórdia e, portanto, não foi beneficiado pelo título executivo coletivo.
- Parties
- Autor/associação (exequente Na Ação Coletiva): Associação Catarinense dos Criadores de Suínos; Exequente (autor Do Cumprimento De Sentença): Daniel Michels; Executada (fazenda Pública): União
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 07 May 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Julgamento Em Segunda Turma (decisão Colegiada)
- Outcome
- Agravo interno improvido
- Legal Topics
- Cumprimento De Sentença, Ação Coletiva, Legitimidade Ativa, Coisa Julgada, Competência Territorial, Eficácia Subjetiva Da Coisa Julgada, Art. 2º a Da Lei 9.494/1997, Repercussão Geral (tema 499)
Case Brief
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Parties
Associação Catarinense dos Criadores de Suínos
Autor/associação (exequente Na Ação Coletiva)
Daniel Michels
Exequente (autor Do Cumprimento De Sentença)
União
Executada (fazenda Pública)
Procedural Posture
Agravo Interno / Julgamento Em Segunda Turma (decisão Colegiada)
Legal Issues
- 1 Alegada violação do art. 1.022 do CPC/2015
- 2 Eficácia subjetiva da coisa julgada formada em ação coletiva ajuizada por associação
- 3 Necessidade de comprovação da filiação e domicílio na data do ajuizamento para se beneficiar do título executivo coletivo
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo interno porque o Tribunal a quo examinou fundamentadamente as questões suscitadas, não se configurando omissão nos termos do art. 1.022 do CPC/2015, e porque a jurisprudência do STF e do STJ, bem como o art. 2º-A da Lei 9.494/1997 (Tema 499), impõem que a eficácia subjetiva da coisa julgada em ação coletiva promovida por associação atinge apenas filiados domiciliados na jurisdição do órgão prolator na data do ajuizamento; o exequente mantinha domicílio fora da jurisdição da Subseção de Concórdia e, portanto, não foi beneficiado pelo título executivo coletivo.
Court Disposition
Agravo interno improvido
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
Full Case Text
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