REsp 2197672 - DECISAO
O Tribunal entendeu que não houve omissão apreciável no acórdão recorrido; que o capítulo da sentença coletiva relativo a benefícios concedidos entre 05/04/1991 e 01/01/2004 transitou em julgado por não ter havido recurso do INSS contra tal capítulo; o benefício do exequente (concedido em 29/09/1995) está incluído nesse capítulo; não havendo prova de revisão judicial que o excluísse, formou‑se a coisa julgada em favor do exequente, permitindo o cumprimento definitivo do título. Ademais, as razões recursais não atacaram o fundamento autônomo do acórdão, cabendo aplicação, por analogia, das Súmulas 283 e 284/STF, e o reexame de provas é vedado no recurso especial (Súmula 7/STJ).
- Parties
- Recorrente: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS; Autor: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL - MPF
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 March 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Conhecimento Parcial E Julgamento (recurso Especial Parcialmente Conhecido E, Nessa Parte, Não Provido)
- Legal Topics
- Cumprimento De Sentença, Ação Civil Pública, Trânsito Em Julgado Por Capítulo, Coisa Julgada, Embargos De Declaração, Prescrição, Súmulas Constitucionais E Jurisprudenciais
Case Brief
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Parties
INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
Recorrente
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL - MPF
Autor
Procedural Posture
Recurso Especial / Conhecimento Parcial E Julgamento (recurso Especial Parcialmente Conhecido E, Nessa Parte, Não Provido)
Legal Issues
- 1 Se houve omissão no acórdão (art. 1.022, II, CPC)
- 2 Se era possível o cumprimento definitivo de título coletivo por capítulo sem trânsito em julgado integral
- 3 Efeito de recursos do INSS sobre capítulo específico da sentença coletiva
Ratio Decidendi
O Tribunal entendeu que não houve omissão apreciável no acórdão recorrido; que o capítulo da sentença coletiva relativo a benefícios concedidos entre 05/04/1991 e 01/01/2004 transitou em julgado por não ter havido recurso do INSS contra tal capítulo; o benefício do exequente (concedido em 29/09/1995) está incluído nesse capítulo; não havendo prova de revisão judicial que o excluísse, formou‑se a coisa julgada em favor do exequente, permitindo o cumprimento definitivo do título. Ademais, as razões recursais não atacaram o fundamento autônomo do acórdão, cabendo aplicação, por analogia, das Súmulas 283 e 284/STF, e o reexame de provas é vedado no recurso especial (Súmula 7/STJ).
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