AREsp 2811425 - DECISAO
Como o Supremo Tribunal Federal, no Tema 1.266 da Repercussão Geral (RE 1426271/CE), fixou que o art. 3º da LC 190/2022 é constitucional e estabeleceu vacatio legis de 90 dias, reconhecendo que leis estaduais anteriores à LC produzem efeitos somente a partir da sua vigência e que a cobrança do DIFAL é válida a partir de 04/04/2022, a controvérsia foi definitivamente resolvida pelo STF; aplica-se o precedente nos termos do art. 1.040, III, do CPC/2015, impondo-se devolução dos autos ao tribunal de origem para que negue seguimento ou promova retratação conforme o alinhamento com o entendimento do STF.
- Parties
- Agravante: Intercement Brasil S.A.; Apelado: Estado do Paraná
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 January 2026
- Procedural Posture
- Agravo / Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial
- Outcome
- Determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem para aplicação do precedente do STF no Tema 1.266 e adoção de medida compatível com esse entendimento
- Legal Topics
- Difal/icms, Anterioridade Nonagesimal, Vacatio Legis, Repercussão Geral, Modulação De Efeitos, Admissibilidade De Recurso Especial
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
Intercement Brasil S.A.
Agravante
Estado do Paraná
Apelado
Procedural Posture
Agravo / Agravo Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial
Legal Issues
- 1 marco inicial para a cobrança do Diferencial de Alíquota do ICMS nas operações interestaduais destinadas a consumidor final não contribuinte
- 2 aplicação do art. 3º da Lei Complementar 190/2022 e do princípio da anterioridade nonagesimal
- 3 incidência do precedente do STF proferido no Tema 1.266 da Repercussão Geral
Ratio Decidendi
Como o Supremo Tribunal Federal, no Tema 1.266 da Repercussão Geral (RE 1426271/CE), fixou que o art. 3º da LC 190/2022 é constitucional e estabeleceu vacatio legis de 90 dias, reconhecendo que leis estaduais anteriores à LC produzem efeitos somente a partir da sua vigência e que a cobrança do DIFAL é válida a partir de 04/04/2022, a controvérsia foi definitivamente resolvida pelo STF; aplica-se o precedente nos termos do art. 1.040, III, do CPC/2015, impondo-se devolução dos autos ao tribunal de origem para que negue seguimento ou promova retratação conforme o alinhamento com o entendimento do STF.
Court Disposition
Determino a devolução dos autos ao Tribunal de origem para aplicação do precedente do STF no Tema 1.266 e adoção de medida compatível com esse entendimento
Orders
- Devolver os autos ao Tribunal de origem, com a respectiva baixa.
- O Tribunal de origem deverá: a) negar seguimento ao recurso, se a decisão recorrida coincidir com a orientação emanada pelo Tribunal Superior; ou b) proceder ao juízo de retratação, na hipótese de o acórdão vergastado divergir da decisão sobre o referido Tema.
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