AREsp 2756400 - DECISAO
Conheceu-se do agravo para conhecer o recurso e negou-se provimento ao recurso especial porque o Tribunal de origem enfrentou e fundamentou adequadamente as teses defensivas; restou comprovada materialidade e autoria do crime de dano qualificado com base em provas produzidas; os bens danificados eram instrumentos de trabalho da vítima e, portanto, excluídos da comunhão conforme art. 1.659, V, do CC, não havendo atipicidade; a mudança de entendimento exigiria reexame de provas vedado pela Súmula 7/STJ; a qualificadora pela Lei Maria da Penha é aplicável sem configurar bis in idem; e a suspensão condicional da pena é benefício facultativo nos termos do art. 77 do CP.
- Parties
- Agravante: I. O. DE O.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 January 2026
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Do Agravo Em Recurso Especial (decisão Sobre Inadmissibilidade E Provimento)
- Outcome
- Conheço do agravo para conhecer o recurso e nego provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Dano Qualificado, Violência Doméstica E Familiar Contra a Mulher, Lei Maria Da Penha, Suspensão Condicional Da Pena (sursis), Comunhão De Bens, Súmula 7/stj, Súmula 182/stj, Atipicidade Da Conduta
Case Brief
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Parties
I. O. DE O.
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Do Agravo Em Recurso Especial (decisão Sobre Inadmissibilidade E Provimento)
Legal Issues
- 1 inadmissão do recurso especial por suposta ausência de prestação jurisdicional
- 2 tipicidade do crime de dano qualificado (art. 163, parágrafo único, I, do CP)
- 3 incidência da Lei nº 11.340/2006 (violência patrimonial como qualificadora)
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo para conhecer o recurso e negou-se provimento ao recurso especial porque o Tribunal de origem enfrentou e fundamentou adequadamente as teses defensivas; restou comprovada materialidade e autoria do crime de dano qualificado com base em provas produzidas; os bens danificados eram instrumentos de trabalho da vítima e, portanto, excluídos da comunhão conforme art. 1.659, V, do CC, não havendo atipicidade; a mudança de entendimento exigiria reexame de provas vedado pela Súmula 7/STJ; a qualificadora pela Lei Maria da Penha é aplicável sem configurar bis in idem; e a suspensão condicional da pena é benefício facultativo nos termos do art. 77 do CP.
Court Disposition
Conheço do agravo para conhecer o recurso e nego provimento ao recurso especial.
Orders
- Conheço do agravo para conhecer o recurso e nego provimento ao recurso especial.
- Publique-se.
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