AREsp 1592205 - ACORDAO
A condenação em danos materiais correspondente ao valor do empréstimo não procede porque o montante emprestado já foi recebido e aplicado pelo autor na compra do veículo, o que acarretaria enriquecimento sem causa se fosse ressarcido; tal conclusão decorre do contexto fático delimitado nas instâncias ordinárias e não exige revolvimento probatório vedado pela Súmula 7/STJ. Ademais, o agravo interno não impugnou especificamente os fundamentos da decisão agravada, conforme art. 1.021, §1º do CPC/2015, tornando-o inviável; por esses motivos, negou-se provimento ao agravo interno.
- Parties
- Agravante: DOUGLAS CRUZ OLIVEIRA; Agravado: PRIMO ROSSI ADMINISTRADORA DE CONSORCIO LTDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 February 2021
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado Pela Quarta Turma (decisão Denegatória Do Agravo Interno)
- Outcome
- Agravo interno não provido
- Legal Topics
- Danos Materiais, Enriquecimento Sem Causa, Súmula 7/stj, Honorários Recursais, Impugnação Específica No Agravo Interno (art. 1.021, §1º Cpc/2015)
Case Brief
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Parties
DOUGLAS CRUZ OLIVEIRA
Agravante
PRIMO ROSSI ADMINISTRADORA DE CONSORCIO LTDA
Agravado
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado Pela Quarta Turma (decisão Denegatória Do Agravo Interno)
Legal Issues
- 1 Possibilidade de condenação por danos materiais correspondente a empréstimo já recebido e aplicado pelo autor
- 2 Incidência da Súmula 7/STJ em recurso especial que implicaria reexame de fatos e provas
- 3 Exigência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada no agravo interno (art. 1.021, §1º CPC/2015)
Ratio Decidendi
A condenação em danos materiais correspondente ao valor do empréstimo não procede porque o montante emprestado já foi recebido e aplicado pelo autor na compra do veículo, o que acarretaria enriquecimento sem causa se fosse ressarcido; tal conclusão decorre do contexto fático delimitado nas instâncias ordinárias e não exige revolvimento probatório vedado pela Súmula 7/STJ. Ademais, o agravo interno não impugnou especificamente os fundamentos da decisão agravada, conforme art. 1.021, §1º do CPC/2015, tornando-o inviável; por esses motivos, negou-se provimento ao agravo interno.
Court Disposition
Agravo interno não provido
Orders
- Negado provimento ao agravo interno
- Pedido de arbitramento de honorários recursais não acolhido
Full Case Text
Judgment text and source record
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