REsp 2190872 - ACORDAO
O agravo interno foi negado porque o recurso especial não preencheu os requisitos de admissibilidade exigidos pelo CPC/2015 (conforme Enunciado Administrativo n.3/2016/STJ), apresentando deficiência de fundamentação que impede a exata compreensão da controvérsia (incidência da Súmula 284/STF) e ausência de...
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- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 December 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Recurso Especial / Sessão Virtual De 09/12/2025 a 15/12/2025 Julgamento Da Primeira Turma; Decisão Por Unanimidade
- Outcome
- Agravo interno não provido; negar provimento ao agravo interno.
- Legal Topics
- Deficiência Na Argumentação Recursal, Prequestionamento, Súmula 284/stf, Súmula 211/stj, Requisitos De Admissibilidade (cpc/2015)
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Procedural Posture
Agravo Interno No Recurso Especial / Sessão Virtual De 09/12/2025 a 15/12/2025 Julgamento Da Primeira Turma; Decisão Por Unanimidade
Legal Issues
- 1 Deficiência de fundamentação do recurso especial quanto à suposta violação do art. 11, §1º, da Lei nº 9.289/1996 (Súmula 284/STF)
- 2 Ausência de prequestionamento da matéria suscitada, apesar de oposição de embargos de declaração (Súmula 211/STJ)
- 3 Exigência dos requisitos de admissibilidade do CPC/2015 conforme Enunciado Administrativo n.3/2016/STJ
Ratio Decidendi
O agravo interno foi negado porque o recurso especial não preencheu os requisitos de admissibilidade exigidos pelo CPC/2015 (conforme Enunciado Administrativo n.3/2016/STJ), apresentando deficiência de fundamentação que impede a exata compreensão da controvérsia (incidência da Súmula 284/STF) e ausência de prequestionamento da matéria, a despeito de embargos de declaração, o que impede o conhecimento do recurso especial (incidência da Súmula 211/STJ).
Court Disposition
Agravo interno não provido; negar provimento ao agravo interno.
Orders
- Negou provimento ao agravo interno.
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da PRIMEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 09/12/2025 a 15/12/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Sérgio Kukina, Regina Helena Costa, Gurgel de Faria e Paulo Sérgio Domingues votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sérgio Kukina. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. DEFICIÊNCIA NA ARGUMENTAÇÃO RECURSAL. SÚMULA 284/STF. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ. 1. Tendo o recurso sido interposto contra decisão publicada na vigência do Código de Processo Civil de 2015, devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele previsto, conforme Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ. 2. A falta de argumentação ou sua deficiência implica não conhecimento do recurso especial quanto a questão deduzida, pois não permite a exata compreensão da controvérsia. Incidência da Súmula 284/STF. 3. A falta de prequestionamento da matéria suscitada no recurso especial, a despeito da oposição de embargos de declaração, impede o seu conhecimento, a teor da Súmula 211/STJ. 4. Agravo interno não provido.
RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO BENEDITO GONÇALVES (Relator): Trata-se de agravo interno interposto contra decisão, assim ementada (fl. 275): PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. DEFICIÊNCIA NA ARGUMENTAÇÃO RECURSAL. SÚMULA 284/STF. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DO DISPOSITIVO TIDO POR VIOLADO. SÚMULA 211/STJ. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO. Os agravante alegam que "o recurso especial delimitou claramente o dispositivo legal violado - art. 11, §1º, da Lei nº 9.289/96 - e desenvolveu raciocínio lógico quanto à forma de atualização monetária dos depósitos judiciais" (fl. 287). Dessa forma, pugnam pelo afastamento da súmula 284/STF. Por fim, sustentam que " os agravantes suscitaram expressamente a matéria nos embargos de declaração opostos no TRF2, os quais foram rejeitados. Nessa hipótese, deve-se aplicar o art. 1.025 do CPC/2015" (fl. 287). Com impugnação. É o relatório. EMENTA PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. DEFICIÊNCIA NA ARGUMENTAÇÃO RECURSAL. SÚMULA 284/STF. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ. 1. Tendo o recurso sido interposto contra decisão publicada na vigência do Código de Processo Civil de 2015, devem ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele previsto, conforme Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ. 2. A falta de argumentação ou sua deficiência implica não conhecimento do recurso especial quanto a questão deduzida, pois não permite a exata compreensão da controvérsia. Incidência da Súmula 284/STF. 3. A falta de prequestionamento da matéria suscitada no recurso especial, a despeito da oposição de embargos de declaração, impede o seu conhecimento, a teor da Súmula 211/STJ. 4. Agravo interno não provido. VOTO O SENHOR MINISTRO BENEDITO GONÇALVES (Relator): Consigne-se inicialmente que o recurso foi interposto contra decisão publicada na vigência do Código de Processo Civil de 2015, devendo ser exigidos os requisitos de admissibilidade na forma nele previsto, conforme Enunciado Administrativo n. 3/2016/STJ. Dito isso, observa-se que o presente recurso não merece prosperar, tendo em vista que, dos argumentos apresentados no agravo interno, não se vislumbram razões para reformar a decisão agravada. Os agravantes sustentam não ser hipótese para a aplicação do enunciado da Súmula 284/STF. Ocorre que o recurso especial contém alegações genéricas, imprecisas no que diz respeito a suposta violação do artigo 11, §1º, da Lei n. 9.289/1996. É dizer, o alegado pelos recorrentes sobre eventual ofensa à lei federal não está devidamente particularizado de forma clara e específica, situação que impede a exata compreensão da controvérsia deduzida. Desse modo, mantém-se o não conhecimento do recurso especial com fundamento na Súmula 284/STF: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Os agravantes sustentam ainda não ser hipótese para a aplicação do enunciado da Súmula 211/STJ. O prequestionamento é requisito previsto no inciso III do artigo 105 da Constituição Federal e impõe que somente causas decididas por Corte Estadual, Regional Federal ou do Distrito Federal e Territórios sejam autorizadas ao exame por meio de recurso especial. Se a controvérsia, tal como apresentada no apelo nobre, não foi decidida, não há falar em abertura dessa via recursal. No caso, a Corte de origem não se pronunciou, sob o viés pretendido pelas partes recorrentes, a respeito da tese de que a remuneração das cadernetas de poupança é composta por duas parcelas, quais sejam: remuneração básica e adicional, esta configurando uma "atualização monetária que compensa a perda do poder aquisitivo do dinheiro depositado ao longo do tempo" (fl. 217), não obstante terem sido opostos e julgados os embargos de declaração, o que denota a falta de debate ou prequestionamento sobre a controvérsia suscitada. Desse modo, mantém-se o não conhecimento do recurso especial com fundamento na Súmula 211/STJ: Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo. Ante o exposto, nego provimento ao agravo interno. É como voto.