AREsp 1335936 - ACORDAO
O Superior Tribunal de Justiça decidiu que, em hipóteses de pedidos indenizatórios por benfeitorias decorrentes da demarcação de terras indígenas não há desapropriação indireta, de modo que a pretensão é pessoal relativa às benfeitorias pela ocupação de boa-fé e sujeita ao prazo prescricional quinquenal previsto no art. 1º do Decreto 20.910/1932; assim, reconhecida a prescrição, nega-se provimento ao agravo interno e mantém-se a decisão recorrida.
- Parties
- Agravante: CARLOS ALBERTO PEREIRA MODOTTE; Agravante: DARLENE APARECIDA MOREIRA MODOTTE; Agravado: UNIÃO; Agravado: Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 May 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno Em Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado Primeira Turma (sessão Virtual De 20/05/2025 a 26/05/2025)
- Outcome
- Agravo interno negado provimento; decisão agravada mantida
- Legal Topics
- Demarcação De Terras Indígenas, Pagamento De Benfeitorias, Boa Fé, Prescrição Quinquenal, Desapropriação Indireta (inexistência)
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
CARLOS ALBERTO PEREIRA MODOTTE
Agravante
DARLENE APARECIDA MOREIRA MODOTTE
Agravante
UNIÃO
Agravado
Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai)
Agravado
Procedural Posture
Agravo Interno Em Agravo Em Recurso Especial / Julgamento Colegiado Primeira Turma (sessão Virtual De 20/05/2025 a 26/05/2025)
Legal Issues
- 1 Aplicação do prazo prescricional quinquenal (art. 1º do Decreto 20.910/1932) em pedidos de indenização por benfeitorias em área demarcada como terra indígena
- 2 Se a demarcação de terra indígena configura desapropriação indireta atraindo prazo prescricional vintenário
- 3 Momento a partir do qual se conta o prazo prescricional (perda efetiva do domínio/benfeitorias vs perda formal)
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça decidiu que, em hipóteses de pedidos indenizatórios por benfeitorias decorrentes da demarcação de terras indígenas não há desapropriação indireta, de modo que a pretensão é pessoal relativa às benfeitorias pela ocupação de boa-fé e sujeita ao prazo prescricional quinquenal previsto no art. 1º do Decreto 20.910/1932; assim, reconhecida a prescrição, nega-se provimento ao agravo interno e mantém-se a decisão recorrida.
Court Disposition
Agravo interno negado provimento; decisão agravada mantida
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
- Manter a decisão recorrido (Tribunal de origem)
Full Case Text
Judgment text and source record
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