REsp 2108869 - ACORDAO

REsp 2108869 - ACORDAO

O Tribunal concluiu que não houve omissão, contradição ou obscuridade no acórdão recorrido, sendo as questões relevantes apreciadas com fundamentação suficiente; a indenização da cobertura vegetal somente é devida em separado quando comprovada exploração econômica lícita, e os juros compensatórios dependem da produtividade do imóvel e da sistemática estabelecida em ADI 2.332/DF e na jurisprudência do STJ (taxa de 6% ao ano nas hipóteses aplicáveis após 11.06.1997), razão pela qual os argumentos do Agravante foram insuficientes para desconstituir a decisão atacada; por fim, não se mostrou cabível a aplicação da multa do art. 1.021, §4º do CPC nas circunstâncias do caso.

Parties
Santo Antônio Energia S/A; Espólio de Eliseu Belarmino da Silva
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
20 February 2025
Procedural Posture
Agravo Interno No Agravo Interno No Recurso Especial / Sessão Virtual De 11/02/2025 a 17/02/2025 Julgamento Colegiado, Decisão Final: Agravo Interno Improvido
Outcome
Agravo Interno improvido
Legal Topics
Desapropriação, Cobertura Vegetal, Juros Compensatórios, Honorários Advocatícios, Embargos De Declaração, Multa Recursal (art. 1.021, §4º Cpc)

Case Brief

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Parties

Santo Antônio Energia S/A

Espólio de Eliseu Belarmino da Silva

Procedural Posture

Agravo Interno No Agravo Interno No Recurso Especial / Sessão Virtual De 11/02/2025 a 17/02/2025 Julgamento Colegiado, Decisão Final: Agravo Interno Improvido

  1. 1 Alegada violação ao art. 1.022 do CPC (omissão)
  2. 2 Indenização da cobertura vegetal separada da terra nua em áreas de preservação permanente/reserva legal
  3. 3 Incidência e taxa dos juros compensatórios em desapropriação (relevância da produtividade do imóvel e aplicação da MP 1.577/1997 e ADI 2.332)

Ratio Decidendi

O Tribunal concluiu que não houve omissão, contradição ou obscuridade no acórdão recorrido, sendo as questões relevantes apreciadas com fundamentação suficiente; a indenização da cobertura vegetal somente é devida em separado quando comprovada exploração econômica lícita, e os juros compensatórios dependem da produtividade do imóvel e da sistemática estabelecida em ADI 2.332/DF e na jurisprudência do STJ (taxa de 6% ao ano nas hipóteses aplicáveis após 11.06.1997), razão pela qual os argumentos do Agravante foram insuficientes para desconstituir a decisão atacada; por fim, não se mostrou cabível a aplicação da multa do art. 1.021, §4º do CPC nas circunstâncias do caso.

Court Disposition

Agravo Interno improvido

Orders

  • Negar provimento ao Agravo Interno.
  • Não aplicar a multa prevista no art. 1.021, §4º, do Código de Processo Civil nas circunstâncias do caso.