AREsp 2857017 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e deu-se parcial conhecimento ao recurso especial, negando-lhe provimento porque o Tribunal Regional, com base no acervo fático-probatório (escritura pública e certidão de registro sem cláusula resolutiva, ausência de prova do inadimplemento de obrigação incurso no título), decidiu corretamente que não há dúvida fundada sobre a dominialidade do imóvel; acolher a tese da União exigiria reexame de provas, vedado pela Súmula 7/STJ; tampouco houve omissão nos termos invocados (arts. 489 e 1.022 do CPC).
- Parties
- Agravante: UNIÃO; Parte Interessada (apelante Na Instância De Origem): NORTE ENERGIA S/A; Recorrido (expropriado): Edson Nascimento de Oliveira
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 August 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Julgado (agravo Conhecido; Recurso Especial Parcialmente Conhecido E Negado Provimento)
- Legal Topics
- Desapropriação Por Utilidade Pública, Dúvida Sobre Titularidade/domínio Do Imóvel, Retenção De Valores Depositados Em Juízo (art. 34 DL 3.365/1941), Propriedade Resolúvel (art. 1.359 Cc/2002), Súmula 7/stj (reexame De Prova), Atualização Monetária De Depósitos Judiciais (súmula 179/stj)
Case Brief
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Parties
UNIÃO
Agravante
NORTE ENERGIA S/A
Parte Interessada (apelante Na Instância De Origem)
Edson Nascimento de Oliveira
Recorrido (expropriado)
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Julgado (agravo Conhecido; Recurso Especial Parcialmente Conhecido E Negado Provimento)
Legal Issues
- 1 Aplicação do art. 34, caput e parágrafo único, do Decreto-Lei nº 3.365/1941 (retenção do depósito por dúvida fundada sobre o domínio)
- 2 Possibilidade de propriedade resolúvel e reversão em favor da União (art. 1.359 do CC/2002)
- 3 Alegada omissão do Tribunal a quo (arts. 489 §1º e 1.022 do CPC)
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e deu-se parcial conhecimento ao recurso especial, negando-lhe provimento porque o Tribunal Regional, com base no acervo fático-probatório (escritura pública e certidão de registro sem cláusula resolutiva, ausência de prova do inadimplemento de obrigação incurso no título), decidiu corretamente que não há dúvida fundada sobre a dominialidade do imóvel; acolher a tese da União exigiria reexame de provas, vedado pela Súmula 7/STJ; tampouco houve omissão nos termos invocados (arts. 489 e 1.022 do CPC).
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