AREsp 2749885 - DECISAO
O recurso especial não foi conhecido porque a Corte de origem analisou a controvérsia com base nos fatos e provas constantes dos autos, encontrando motivo suficiente e fundamentado para decidir; para alterar tal conclusão seria necessário reexame fático-probatório vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, e a...
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- Parties
- Apelante: Autora; Apelante: Município; Sucedente: Servidora falecida sucedida por seus herdeiros
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 October 2024
- Procedural Posture
- Ação De Cobrança E De Obrigação De Fazer / Agravo Em Recurso Especial Conhecido; Recurso Especial Não Conhecido
- Outcome
- Conheço do agravo; não conheço do recurso especial.
- Legal Topics
- Desvio De Função, Diferenças Salariais E Reflexos, Adicional De Insalubridade, Laudo Técnico (efeito Declaratório), Obrigatoriedade De Fundamentação (art. 489 Cpc/2015), Vedação Ao Reexame De Provas (súmula 7), Súmula 83 Do STJ, Honorários Advocatícios
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Parties
Autora
Apelante
Município
Apelante
Servidora falecida sucedida por seus herdeiros
Sucedente
Procedural Posture
Ação De Cobrança E De Obrigação De Fazer / Agravo Em Recurso Especial Conhecido; Recurso Especial Não Conhecido
Legal Issues
- 1 Reconhecimento de desvio de função e consequente direito às diferenças salariais
- 2 Incidência de adicional de insalubridade em grau médio
- 3 Efeito do laudo técnico como meramente declaratório
Ratio Decidendi
O recurso especial não foi conhecido porque a Corte de origem analisou a controvérsia com base nos fatos e provas constantes dos autos, encontrando motivo suficiente e fundamentado para decidir; para alterar tal conclusão seria necessário reexame fático-probatório vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, e a decisão analisada estava em consonância com a jurisprudência desta Corte (Súmula 83).
Court Disposition
Conheço do agravo; não conheço do recurso especial.
Orders
- Determino a majoração dos honorários advocatícios em desfavor da parte recorrente no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados os limites e a concessão de gratuidade judiciária
- Publique-se. Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Na origem, trata-se de ação de cobrança e de obrigação de fazer. Na sentença, julgou-se procedente em parte o pedido. No Tribunal a quo, a sentença foi parcialmente reformada. O valor da causa foi fixado em R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). O recurso especial foi interposto no TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO contra acórdão com o seguinte resumo de ementa: ADMINISTRATIVO - DESVIO DE FUNÇÃO - SERVIDORA MU- NICIPAL - SERV ENTE E ASSISTENTE DE ADMINISTRAÇÃO I - AUTORA QUE TRABALHAVA EM FARMÁCIA DO CENTRO DE SAÚDE - FUNÇÕES DE CUNHO ADMINISTRATIVO - DESVIO CARACTERIZADO - DIFEREN- ÇAS SALARIAIS E REFLEXOS DEVIDOS ADICIONAL DE INSALUBRIDADE - GRAU MÉDIO RECONHECIDO - LAUDO TÉCNICO QUE TEM EFEITO MERAMENTE DECLARATÓRIO. NÃO CONSTITUTIVO DO DIREITO - RE- CURSO DE APELAÇÃO DO MUNICÍPIO, DESPROVIDO; E RECURSO DE APELAÇÃO DA AUTORA, PROVIDO. Após interposição de agravo em recurso especial, vieram os autos ao Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. Decido. O recurso especial não deve ser conhecido. A Corte de origem bem analisou a controvérsia com base nos seguintes fundamentos: reconhecido o desvio de função, cabia à servidora falecida, agora sucedida por seus herdeiros, o pagamento da diferença salari- al correspondente, que inclui os devidos reflexos, como se fosse ocupante do cargo em desvio. Não há violação do art. 1.022 do CPC/2015 (antigo art. 535 do CPC/1973) quando o Tribunal a quo se manifesta clara e fundamentadamente acerca dos pontos indispensáveis para o desate da controvérsia, apreciando-a (art. 165 do CPC/73 e do art. 489 do CPC/2015), apontando as razões de seu convencimento, ainda que de forma contrária aos interesses da parte, como verificado na hipótese. Conforme entendimento pacífico desta Corte, "o julgador não está obrigado a responder a todas as questões suscitadas pelas partes, quando já tenha encontrado motivo suficiente para proferir a decisão". A prescrição trazida pelo art. 489 do CPC/2015 confirma a jurisprudência já sedimentada pelo Colendo Superior Tribunal de Justiça, "sendo dever do julgador apenas enfrentar as questões capazes de infirmar a conclusão adotada na decisão recorrida". EDcl no MS 21.315/DF, relatora Ministra Diva Malerbi (Desembargadora convocada TRF 3ª Região), Primeira Seção, julgado em 8/6/2016, DJe 15/6/2016. Quanto à matéria de fundo, verifica-se que a Corte de origem analisou a controvérsia dos autos levando em consideração os fatos e provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão diversa seria necessário o reexame fático-probatório, o que é vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial". Ademais, verifica-se que o Tribunal de origem decidiu a matéria em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Incide, portanto, o disposto no enunciado n. 83 da Súmula do STJ, segundo o qual: "Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão recorrida". Caso exista nos autos prévia fixação de honorários advocatícios pelas instâncias de origem, determino a sua majoração, em desfavor da parte recorrente, no importe de 1% sobre o valor já fixado, nos termos do art. 85, § 11, do Código de Processo Civil de 2015, observados, se aplicáveis: i. os limites percentuais previstos nos §§ 2º e 3º do já citado dispositivo legal; ii. a concessão de gratuidade judiciária. Ante o exposto, nos termos do art. 253, parágrafo único, II, a, do Regimento Interno do STJ, conheço do agravo relativamente à matéria que não se enquadra em tema repetitivo, e não conheço do recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA