REsp 1954367 - DECISAO
Na hipótese de seguro de vida coletivo celebrado entre seguradora e estipulante antes da definição do grupo de segurados, não há interlocução direta da seguradora com os segurados no momento da contratação; assim, por força da posição jurídica da estipulante como representante dos segurados e do princípio da boa-fé contratual, cabe à estipulante o dever de fornecer ampla e prévia informação sobre os contornos contratuais, inclusive cláusulas restritivas, de modo que a responsabilidade pela falta de informação não pode ser imputada à seguradora, o que autoriza o provimento do recurso especial e o restabelecimento da sentença de origem.
- Parties
- Recorrente: ZURICH SANTANDER BRASIL SEGUROS E PREVIDÊNCIA S.A; Autor/recorrido: JOSÉ ATAIDE DA SILVA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 August 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial (ação De Cobrança De Seguro De Vida Coletivo) / Recurso Especial Conhecido E Provido; Decisão De Restabelecimento Da Sentença
- Outcome
- Recurso especial conhecido e provido; acórdão recorrido reformado; sentença de primeira instância restabelecida.
- Legal Topics
- Dever De Informação, Seguro De Vida Coletivo, Invalidez, Responsabilidade Da Estipulante
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
ZURICH SANTANDER BRASIL SEGUROS E PREVIDÊNCIA S.A
Recorrente
JOSÉ ATAIDE DA SILVA
Autor/recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial (ação De Cobrança De Seguro De Vida Coletivo) / Recurso Especial Conhecido E Provido; Decisão De Restabelecimento Da Sentença
Legal Issues
- 1 Dever de informação no contrato de seguro de vida coletivo: responsabilidade da estipulante ou da seguradora
- 2 Aplicação dos arts. 46 e 54, §4º, do Código de Defesa do Consumidor
- 3 Interpretação e uniformização da jurisprudência do STJ sobre informação pré-contratual em seguros coletivos
Ratio Decidendi
Na hipótese de seguro de vida coletivo celebrado entre seguradora e estipulante antes da definição do grupo de segurados, não há interlocução direta da seguradora com os segurados no momento da contratação; assim, por força da posição jurídica da estipulante como representante dos segurados e do princípio da boa-fé contratual, cabe à estipulante o dever de fornecer ampla e prévia informação sobre os contornos contratuais, inclusive cláusulas restritivas, de modo que a responsabilidade pela falta de informação não pode ser imputada à seguradora, o que autoriza o provimento do recurso especial e o restabelecimento da sentença de origem.
Court Disposition
Recurso especial conhecido e provido; acórdão recorrido reformado; sentença de primeira instância restabelecida.
Orders
- Dar provimento ao recurso especial, com fundamento no art. 932, V, 'a', do CPC/15, e na Súmula 568/STJ, para restabelecer a sentença proferida nos autos.
- Previno as partes de que a interposição de recurso manifestamente inadmissível, protelatório ou improcedente poderá acarretar condenação às penas dos arts. 1.021, §4º, e 1.026, §2º, do CPC/15.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment