AREsp 2617211 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do Recurso Especial porque o conhecimento do recurso exigiria reexame do conjunto fático-probatório (Súmula 7/STJ); ademais, o Tribunal a quo concluiu que, apesar de irregularidade na concessão do benefício, não houve prova de má-fé do beneficiário, aplicando o entendimento do REsp 1.381.734/Tema 979 de que, na presença do caráter alimentar e da boa-fé objetiva, não se impõe restituição dos valores; por fim, rejeitou-se a alegada omissão quanto ao art. 1.022 do CPC/2015 devido à insuficiência de fundamentação do recorrente.
- Parties
- Recorrente: Instituto Nacional do Seguro Social - INSS; Recorrido: parte autora
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 June 2024
- Procedural Posture
- Agravo De Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial (art. 105, Iii, "a", Da Cf/1988) / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Conheço do Agravo e não conheço do Recurso Especial.
- Legal Topics
- Devolução De Valores Recebidos Indevidamente, Boa Fé Objetiva, Caráter Alimentar Do Benefício, Erro Administrativo, Má Fé, Súmula 7/stj, Tema 979 (resp 1.381.734)
Case Brief
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Parties
Instituto Nacional do Seguro Social - INSS
Recorrente
parte autora
Recorrido
Procedural Posture
Agravo De Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial (art. 105, Iii, "a", Da Cf/1988) / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Se é exigível a devolução de valores pagos indevidamente a beneficiário previdenciário quando não comprovada má-fé
- 2 Aplicação do entendimento do REsp 1.381.734/Tema 979 sobre irrepetibilidade e boa-fé objetiva
- 3 Incidência das Súmulas 7/STJ e 284/STF quanto ao reexame do conjunto fático-probatório e omissão
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e não se conheceu do Recurso Especial porque o conhecimento do recurso exigiria reexame do conjunto fático-probatório (Súmula 7/STJ); ademais, o Tribunal a quo concluiu que, apesar de irregularidade na concessão do benefício, não houve prova de má-fé do beneficiário, aplicando o entendimento do REsp 1.381.734/Tema 979 de que, na presença do caráter alimentar e da boa-fé objetiva, não se impõe restituição dos valores; por fim, rejeitou-se a alegada omissão quanto ao art. 1.022 do CPC/2015 devido à insuficiência de fundamentação do recorrente.
Court Disposition
Conheço do Agravo e não conheço do Recurso Especial.
Orders
- Majoração de honorários em 10% sobre o valor já arbitrado, em desfavor da parte recorrente, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados os limites previstos nos §§ 2º e 3º do referido dispositivo
- Publique-se
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