AREsp 2620017 - ACORDAO

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Negou-se provimento ao agravo regimental porque o emprego de arma de fogo já havia sido considerado como causa legal de aumento na terceira fase da dosimetria (art. 40, IV, Lei n. 11.343/2006), de modo que utilizá-lo também para negativar as circunstâncias do crime na primeira fase configuraria bis in idem, e porque a fundamentação do Tribunal de origem quanto ao concurso de agentes foi insuficiente, não detalhando elementos probatórios que comprovassem o conluio delitivo, justificando, portanto, a manutenção da reformulação da dosimetria e o afastamento da exasperação da pena-base.

Parties
Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE ALAGOAS - MPAL; Agravado: JACKSON QUIRINO
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
29 April 2025
Procedural Posture
Agravo Regimental / Acórdão
Outcome
Agravo desprovido
Legal Topics
Dosimetria Da Pena, Circunstâncias Do Crime, Bis in Idem, Concurso De Agentes

Case Brief

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Parties

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE ALAGOAS - MPAL

Agravante

JACKSON QUIRINO

Agravado

Procedural Posture

Agravo Regimental / Acórdão

  1. 1 Pode a exasperação da pena considerando o emprego de arma de fogo ser realizada em fases diversas da dosimetria?
  2. 2 A fundamentação do Tribunal de origem para a negativação das circunstâncias do crime por concurso de agentes foi suficiente e válida?

Ratio Decidendi

Negou-se provimento ao agravo regimental porque o emprego de arma de fogo já havia sido considerado como causa legal de aumento na terceira fase da dosimetria (art. 40, IV, Lei n. 11.343/2006), de modo que utilizá-lo também para negativar as circunstâncias do crime na primeira fase configuraria bis in idem, e porque a fundamentação do Tribunal de origem quanto ao concurso de agentes foi insuficiente, não detalhando elementos probatórios que comprovassem o conluio delitivo, justificando, portanto, a manutenção da reformulação da dosimetria e o afastamento da exasperação da pena-base.

Court Disposition

Agravo desprovido

Orders

  • Negar provimento ao agravo regimental.
  • Pena do réu JACKSON QUIRINO fixada em 7 (sete) anos, 3 (três) meses e 15 (quinze) dias de reclusão e 729 (setecentos e vinte e nove) dias-multa.