REsp 2174008 - ACORDAO
Negou-se provimento ao recurso especial, assentando-se que a premeditação pode autorizar a valoração negativa da circunstância judicial da culpabilidade prevista no art. 59 do Código Penal, desde que não constitua elementar ou seja ínsita ao tipo penal nem seja pressuposto para incidência de agravante ou qualificadora, e que tal valoração depende de fundamentação específica sobre a maior reprovabilidade da conduta; no caso concreto, embora a premeditação não estivesse suficientemente fundamentada, a brutalidade das agressões e a prática em via pública à luz do dia justificaram a valoração negativa da culpabilidade.
- Parties
- Recorrente: ARTUR RODRIGUES DOS SANTOS; Recorrido: Ministério Público do Estado de Alagoas; Amicus Curiae: ANACRIM - Associação Nacional da Advocacia Criminal; Amicus Curiae: Defensoria Pública da União; Interveniente/manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 May 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial (representativo De Controvérsia) Rito Dos Recursos Repetitivos / Acórdão Da Terceira Seção (julgamento, Recurso Não Provido)
- Legal Topics
- Dosimetria Da Pena, Premeditação, Culpabilidade, Tema Repetitivo N. 1.318
Case Brief
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Parties
ARTUR RODRIGUES DOS SANTOS
Recorrente
Ministério Público do Estado de Alagoas
Recorrido
ANACRIM - Associação Nacional da Advocacia Criminal
Amicus Curiae
Defensoria Pública da União
Amicus Curiae
Ministério Público Federal
Interveniente/manifestante
Procedural Posture
Recurso Especial (representativo De Controvérsia) Rito Dos Recursos Repetitivos / Acórdão Da Terceira Seção (julgamento, Recurso Não Provido)
Legal Issues
- 1 A premeditação autoriza a valoração negativa da circunstância da culpabilidade prevista no art. 59 do Código Penal?
- 2 A valoração negativa da culpabilidade pela premeditação configura bis in idem?
- 3 A exasperação da pena-base pela premeditação exige fundamentação específica no caso concreto?
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso especial, assentando-se que a premeditação pode autorizar a valoração negativa da circunstância judicial da culpabilidade prevista no art. 59 do Código Penal, desde que não constitua elementar ou seja ínsita ao tipo penal nem seja pressuposto para incidência de agravante ou qualificadora, e que tal valoração depende de fundamentação específica sobre a maior reprovabilidade da conduta; no caso concreto, embora a premeditação não estivesse suficientemente fundamentada, a brutalidade das agressões e a prática em via pública à luz do dia justificaram a valoração negativa da culpabilidade.
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