REsp 2203678 - DECISAO
O Tribunal manteve o entendimento de que não houve fraude à execução porque, no momento da alienação fiduciária do imóvel de matrícula 13.752 à Caixa Econômica Federal, o devedor possuía outro imóvel (matrícula 20.825) cujo valor (aproximadamente R$ 800.000,00) afastava o estado de insolvência e, portanto, desconstituía a presunção de fraude prevista no art. 185 do CTN; ademais, a tentativa de elidir tal conclusão demandaria reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado pela Súmula 7/STJ, motivo pelo qual o recurso especial foi conhecido em parte e negado provimento.
- Parties
- Recorrente: FAZENDA NACIONAL; Embargante: empresa privada; Adquirente Fiduciária: CAIXA ECONÔMICA FEDERAL; Terceiro Adquirente: Maximiliano Godeiro de Holanda; Devedor: executado
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 April 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Conhecido Em Parte E Negado Provimento
- Outcome
- Recurso conhecido em parte e, nessa extensão, negado provimento.
- Legal Topics
- Embargos De Terceiro, Fraude À Execução, Prescrição Do Crédito Tributário, Penhora, Honorários Advocatícios, Súmula 7/stj
Case Brief
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Parties
FAZENDA NACIONAL
Recorrente
empresa privada
Embargante
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Adquirente Fiduciária
Maximiliano Godeiro de Holanda
Terceiro Adquirente
executado
Devedor
Procedural Posture
Recurso Especial / Conhecido Em Parte E Negado Provimento
Legal Issues
- 1 Se os embargos de terceiro comportam discussão sobre prescrição do crédito tributário e nulidades do processo executivo
- 2 Se houve fraude à execução em razão de alienação de imóvel após inscrição em dívida ativa
- 3 Qual o marco temporal para verificação da fraude à execução (inscrição em dívida ativa vs. data do negócio)
Ratio Decidendi
O Tribunal manteve o entendimento de que não houve fraude à execução porque, no momento da alienação fiduciária do imóvel de matrícula 13.752 à Caixa Econômica Federal, o devedor possuía outro imóvel (matrícula 20.825) cujo valor (aproximadamente R$ 800.000,00) afastava o estado de insolvência e, portanto, desconstituía a presunção de fraude prevista no art. 185 do CTN; ademais, a tentativa de elidir tal conclusão demandaria reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado pela Súmula 7/STJ, motivo pelo qual o recurso especial foi conhecido em parte e negado provimento.
Court Disposition
Recurso conhecido em parte e, nessa extensão, negado provimento.
Orders
- Conheço em parte do recurso especial e nego-lhe provimento.
- Majoro os honorários em favor do advogado da parte recorrida em 2% sobre o valor fixado na origem, nos termos do art. 85, §11, do CPC/2015.
Full Case Text
Judgment text and source record
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