REsp 1661672 - DECISAO
O recurso especial não foi conhecido porque o recorrente deixou de impugnar todos os fundamentos suficientes do acórdão recorrido e não demonstrou o alegado dissídio jurisprudencial nos termos legais (arts. 541 CPC e 255 RISTJ), razão pela qual, com fundamento no art. 255, §4º, I, do RISTJ, o recurso foi não conhecido; no mérito, os tribunais inferiores decidiram corretamente que a alienação ocorrida após a inscrição em Dívida Ativa configura fraude à execução, que a alegação de boa-fé do adquirente é irrelevante nessa hipótese, e que, embora o bem objeto de alienação fiduciária não possa ser penhorado, é possível a penhora sobre direitos e ações do devedor, não sendo a dação e a venda...
- Parties
- Recorrente / Embargante: J M VASCONCELOS TRANSPORTES LTDA. - ME; Recorrido: Fazenda Nacional; Executado: Casa Aliança Ltda.; Credor Fiduciário / Interveniente: Banco do Nordeste
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 March 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial (originário: Embargos De Terceiro) / Decisão De Não Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Não conheço do recurso especial com fundamento no art. 255, §4º, I, do RISTJ.
- Legal Topics
- Embargos De Terceiro, Fraude À Execução, Alienação Fiduciária, Penhora Sobre Direitos, Admissibilidade De Recurso Especial, Dissídio Jurisprudencial
Case Brief
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Parties
J M VASCONCELOS TRANSPORTES LTDA. - ME
Recorrente / Embargante
Fazenda Nacional
Recorrido
Casa Aliança Ltda.
Executado
Banco do Nordeste
Credor Fiduciário / Interveniente
Procedural Posture
Recurso Especial (originário: Embargos De Terceiro) / Decisão De Não Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Se a alienação realizada após a inscrição do crédito em Dívida Ativa configura fraude à execução
- 2 Se bens objeto de alienação fiduciária podem ser alcançados por penhora em execução fiscal
- 3 Se a dação e posterior venda entre particulares são oponíveis à Fazenda Pública
Ratio Decidendi
O recurso especial não foi conhecido porque o recorrente deixou de impugnar todos os fundamentos suficientes do acórdão recorrido e não demonstrou o alegado dissídio jurisprudencial nos termos legais (arts. 541 CPC e 255 RISTJ), razão pela qual, com fundamento no art. 255, §4º, I, do RISTJ, o recurso foi não conhecido; no mérito, os tribunais inferiores decidiram corretamente que a alienação ocorrida após a inscrição em Dívida Ativa configura fraude à execução, que a alegação de boa-fé do adquirente é irrelevante nessa hipótese, e que, embora o bem objeto de alienação fiduciária não possa ser penhorado, é possível a penhora sobre direitos e ações do devedor, não sendo a dação e a venda...
Court Disposition
Não conheço do recurso especial com fundamento no art. 255, §4º, I, do RISTJ.
Orders
- Não conheço do recurso especial.
- Publique-se.
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