AREsp 1708364 - ACORDAO
Os embargos de declaração foram rejeitados porque o acórdão da Primeira Turma examinou de forma expressa, clara e coerente os pontos tidos como omissos ou contraditórios, concluiu que a Resolução n.2/2018 permaneceu dentro da competência normativa delegada à CMED pela Lei n.10.742/2003 (incluindo a possibilidade de disciplinar margens de comercialização e aplicar sanções), e verificou que a alegada contradição era externa (com precedente do STF) configurando mero intento de rediscussão de mérito, o que não é admitido em aclaratórios.
- Parties
- Embargante: FEDERAÇÃO DAS MISERICÓRDIAS E ENTIDADES FILANTRÓPICAS E BENEFICENTES DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - FEMERJ; Órgão Julgador: Ministros da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça; Interveniente/impugnante: UNIÃO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 June 2024
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Rejeitados Pela Primeira Turma (acórdão)
- Outcome
- Embargos de declaração rejeitados por unanimidade
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Princípio Da Legalidade, Regulamentação Administrativa, Câmara De Regulação Do Mercado De Medicamentos (cmed), Resolução N. 2/2018, Margens De Comercialização, Competência Normativa
Case Brief
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Parties
FEDERAÇÃO DAS MISERICÓRDIAS E ENTIDADES FILANTRÓPICAS E BENEFICENTES DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - FEMERJ
Embargante
Ministros da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça
Órgão Julgador
UNIÃO
Interveniente/impugnante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Rejeitados Pela Primeira Turma (acórdão)
Legal Issues
- 1 Houve violação do princípio da legalidade pela Resolução n.2/2018 da CMED?
- 2 A Resolução n.2/2018 extrapolou a função regulamentar conferida pela Lei n.10.742/2003?
- 3 É possível a fixação de margem zero de sobrepreço para medicamentos fornecidos por hospitais?
Ratio Decidendi
Os embargos de declaração foram rejeitados porque o acórdão da Primeira Turma examinou de forma expressa, clara e coerente os pontos tidos como omissos ou contraditórios, concluiu que a Resolução n.2/2018 permaneceu dentro da competência normativa delegada à CMED pela Lei n.10.742/2003 (incluindo a possibilidade de disciplinar margens de comercialização e aplicar sanções), e verificou que a alegada contradição era externa (com precedente do STF) configurando mero intento de rediscussão de mérito, o que não é admitido em aclaratórios.
Court Disposition
Embargos de declaração rejeitados por unanimidade
Orders
- Rejeitar os embargos de declaração
- Advertir a parte embargante sobre a possibilidade de aplicação da multa prevista no art.1.026, §2º do CPC
Full Case Text
Judgment text and source record
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