EREsp 1571933 - ACORDAO
Os embargos de declaração foram rejeitados porque o acórdão embargado não padece de obscuridade, omissão, contradição ou erro material; a Primeira Seção decidiu de forma clara que, após a vigência da Lei n. 11.457/2007 (arts. 2º e 3º), a arrecadação, fiscalização, lançamento e cobrança das contribuições devidas a terceiros compete, em regra, à Secretaria da Receita Federal do Brasil, inexistindo capacidade tributária ativa do SENAI para praticar atos de fiscalização e lançamento, de modo que os aclaratórios não podem inovar ou rediscutir a matéria, nem suprir discussão constitucional que cabe ao STF, e a modulação de efeitos foi rejeitada por não ser aplicável no caso.
- Parties
- Embargante: SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL (SENAI); Impugnante: COMPANHIA HERING
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 June 2024
- Procedural Posture
- Embargos De Declaração / Embargos De Declaração Rejeitados (julgamento Pela Primeira Seção)
- Outcome
- Embargos de declaração rejeitados por unanimidade
- Legal Topics
- Embargos De Declaração, Inovação Recursal, Modulação De Efeitos, Capacidade Tributária Ativa, Contribuições Destinadas a Terceiros
Case Brief
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Parties
SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL (SENAI)
Embargante
COMPANHIA HERING
Impugnante
Procedural Posture
Embargos De Declaração / Embargos De Declaração Rejeitados (julgamento Pela Primeira Seção)
Legal Issues
- 1 Cabimento dos embargos de declaração para sanar alegada obscuridade/omissão sobre recepção de decretos e natureza da contribuição
- 2 Persistência da capacidade tributária ativa do SENAI após a vigência da Lei n. 11.457/2007
- 3 Recepção do Decreto n. 60.466/1967 como lei complementar pela CF/1988
Ratio Decidendi
Os embargos de declaração foram rejeitados porque o acórdão embargado não padece de obscuridade, omissão, contradição ou erro material; a Primeira Seção decidiu de forma clara que, após a vigência da Lei n. 11.457/2007 (arts. 2º e 3º), a arrecadação, fiscalização, lançamento e cobrança das contribuições devidas a terceiros compete, em regra, à Secretaria da Receita Federal do Brasil, inexistindo capacidade tributária ativa do SENAI para praticar atos de fiscalização e lançamento, de modo que os aclaratórios não podem inovar ou rediscutir a matéria, nem suprir discussão constitucional que cabe ao STF, e a modulação de efeitos foi rejeitada por não ser aplicável no caso.
Court Disposition
Embargos de declaração rejeitados por unanimidade
Orders
- Rejeitar os embargos de declaração
- Rejeitar a modulação de efeitos
Full Case Text
Judgment text and source record
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