AREsp 2698571 - DECISAO
Conheceu-se do agravo, por presentes os pressupostos de admissibilidade, mas não se conheceu do recurso especial porque a pretensão de desbloqueio dos valores exige reexame de questões fático-probatórias (relacionamento temporal das obrigações com a data da transação e legitimidade das cobranças) cuja apreciação é vedada em sede de recurso especial pela Súmula 7/STJ; ademais, o Tribunal de origem corretamente verificou que os valores pleiteados referem-se a obrigações posteriores à data de fechamento da operação e, portanto, não se prestam ao desbloqueio via embargos de terceiro.
- Parties
- Agravante/recorrente: COONAGRO COOPERATIVA NACIONAL AGROINDUSTRIAL; Apelada/recorrida: SICOOB
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conheço Do Agravo Para Não Conhecer Do Recurso Especial
- Legal Topics
- Embargos De Terceiro, Conta Escrow, Bloqueio De Valores, Medida Cautelar Assecuratória, Súmula 7/stj, Execução Fiscal
Case Brief
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Parties
COONAGRO COOPERATIVA NACIONAL AGROINDUSTRIAL
Agravante/recorrente
SICOOB
Apelada/recorrida
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conheço Do Agravo Para Não Conhecer Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Possibilidade de desbloqueio de valores depositados em conta Escrow por meio de embargos de terceiro quando vinculados a obrigações anteriores à transação
- 2 Aplicabilidade da Súmula 7/STJ para impedir reexame de matéria fático-probatória em recurso especial
- 3 Efeito da concordância do investigado ou da parte lesada na liberação de valores já objeto de constrição judicial
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo, por presentes os pressupostos de admissibilidade, mas não se conheceu do recurso especial porque a pretensão de desbloqueio dos valores exige reexame de questões fático-probatórias (relacionamento temporal das obrigações com a data da transação e legitimidade das cobranças) cuja apreciação é vedada em sede de recurso especial pela Súmula 7/STJ; ademais, o Tribunal de origem corretamente verificou que os valores pleiteados referem-se a obrigações posteriores à data de fechamento da operação e, portanto, não se prestam ao desbloqueio via embargos de terceiro.
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