AREsp 2667098 - ACORDAO
Não conhecer do agravo regimental, porquanto o agravante não impugnou especificamente os fundamentos da decisão agravada que deixou de conhecer do agravo em recurso especial; aplicou-se, por analogia, a Súmula n. 182/STJ, em respeito ao princípio da dialeticidade.
Source-derived case information.
- Parties
- Agravante: HENRIQUE JOSE DISSORDI; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 December 2024
- Procedural Posture
- Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Julgado Não Conhecido
- Outcome
- Agravo regimental não conhecido.
- Legal Topics
- Embriaguez Ao Volante, Ausência De Impugnação Específica Dos Fundamentos Da Decisão Agravada, Súmula 182/stj, Súmula 7/stj, Cadeia De Custódia
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Parties
HENRIQUE JOSE DISSORDI
Agravante
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Agravo Regimental No Agravo Em Recurso Especial / Julgado Não Conhecido
Legal Issues
- 1 Incidência da Súmula 182/STJ por ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão agravada
- 2 Possibilidade de conhecimento do agravo regimental
- 3 Alegação de quebra da cadeia de custódia nas provas
Ratio Decidendi
Não conhecer do agravo regimental, porquanto o agravante não impugnou especificamente os fundamentos da decisão agravada que deixou de conhecer do agravo em recurso especial; aplicou-se, por analogia, a Súmula n. 182/STJ, em respeito ao princípio da dialeticidade.
Court Disposition
Agravo regimental não conhecido.
Orders
- Não conhecer do agravo regimental.
Full Case Text
Judgment text and source record
2 paragraphs
ACÓRDÃO Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, não conhecer do agravo regimental. Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik e Daniela Teixeira votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto. EMENTA PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EMBRIAGUEZ AO VOLANTE. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. A ausência de impugnação aos fundamentos da decisão agravada que não conheceu do agravo em recurso especial atrai a incidência do óbice da Súmula n. 182/STJ. Agravo regimental não conhecido.
RELATÓRIO Trata-se de agravo regimental interposto por HENRIQUE JOSE DISSORDI contra a decisão de fls. 345-346, por meio da qual o agravo em recurso especial deixou de ser conhecido. Consta dos autos que o agravante foi condenado pelo artigo 306, caput, e § 1º, e artigo 298, inciso III, ambos da Lei nº 9.503/97, à pena de 06 (seis) meses de detenção, em regime inicial aberto, substituída por restritiva de direito, consistente em prestação de serviços à comunidade, além de suspensão da habilitação por 6 (seis) meses (fls. 198-202), sendo que o Tribunal de origem reduziu a pena de suspensão da habilitação para 02 (dois) meses. Interposto recurso especial (fls. 272-274), alegou-se violação ao art. 158-D, §1º, do Código de Processo Penal, ao argumento de que houve quebra da cadeia de custódia de modo a contaminar as provas dos autos. O apelo foi inadmitido ante o óbice da Súmula 7 do STJ. Nesta Corte, o agravo em recurso especial deixou de ser conhecido, pois a Defesa não impugnou especificamente o fundamento da decisão de inadmissão do apelo nobre. No regimental (fls. 351-353), sustenta o agravante que não busca rediscutir provas. O Ministério Público Federal manifesta-se pelo não conhecimento ou desprovimento do agravo regimental (fls. 369-372). É o relatório. EMENTA PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EMBRIAGUEZ AO VOLANTE. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. A ausência de impugnação aos fundamentos da decisão agravada que não conheceu do agravo em recurso especial atrai a incidência do óbice da Súmula n. 182/STJ. Agravo regimental não conhecido. VOTO A irresignação não pode sequer ser conhecida. Neste agravo regimental, o insurgente, sem rebater os argumentos da decisão agravada, se restringiu a aduzir que não busca a rediscussão de provas, mas sim a aplicabilidade da lei. Ocorre que, em respeito ao princípio da dialeticidade, a impugnação à decisão monocrática deve ser clara e suficiente a demonstrar o equívoco dos fundamentos utilizados para solucionar a questão em detrimento aos interesses do ora agravante. Ressalto que cabe ao agravante demonstrar o equívoco da decisão em face da qual se insurge, sendo imprescindível a impugnação específica a todos os óbices por ela apontados, obrigação da qual não se desincumbiu. Assim, deve ser aplicado ao caso, por analogia, o enunciado da Súmula n. 182 desta Corte Superior de Justiça, in verbis: "É inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar especificamente os fundamentos da decisão agravada." Nesse sentido são os precedentes desta Corte: AgRg no AREsp n. 1.884.245/SC, Sexta Turma, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, DJe de 23/6/2023 e AgRg no AREsp n. 2.087.876/MG, Quinta Turma, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, DJe de 16/9/2022. Ante o exposto, não conheço do agravo regimental. É o voto.