REsp 2118613 - ACORDAO
Negou-se provimento ao Agravo Interno porque a jurisprudência desta Corte entende que a Lei n.14.151/2021 apenas alterou a forma de execução do contrato de trabalho (afastamento do trabalho presencial), de modo que a remuneração paga pelo empregador às gestantes afastadas caracteriza retribuição devida em razão do vínculo em execução e não pode ser compensada como salário-maternidade; ademais, não houve demonstração de manifesta inadmissibilidade ou improcedência que autorizasse a imposição da multa do art.1.021, §4º, do CPC/2015.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 October 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno No Recurso Especial / Interposto Contra Decisão Monocrática E Julgado Pelo Colegiado (primeira Turma)
- Outcome
- Agravo Interno improvido
- Legal Topics
- Epidemia De COVID, Empregada Gestante, Afastamento Do Trabalho Presencial, Manutenção Do Vínculo Empregatício, Remuneração Devida, Equiparação a Salário Maternidade Para Efeito De Compensação Tributária, Multa Art. 1.021, § 4º, Cpc/2015
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Procedural Posture
Agravo Interno No Recurso Especial / Interposto Contra Decisão Monocrática E Julgado Pelo Colegiado (primeira Turma)
Legal Issues
- 1 Se o pagamento de remuneração pela empregadora à gestante afastada por força da Lei n.14.151/2021 pode ser equiparado a salário-maternidade para fins de compensação tributária
- 2 Se o afastamento imposto pela Lei n.14.151/2021 configura suspensão ou interrupção do contrato de trabalho ou mera alteração na forma de execução
- 3 Se é cabível a aplicação da multa do art. 1.021, § 4º, do CPC/2015 em razão do improvimento unânime do agravo interno
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao Agravo Interno porque a jurisprudência desta Corte entende que a Lei n.14.151/2021 apenas alterou a forma de execução do contrato de trabalho (afastamento do trabalho presencial), de modo que a remuneração paga pelo empregador às gestantes afastadas caracteriza retribuição devida em razão do vínculo em execução e não pode ser compensada como salário-maternidade; ademais, não houve demonstração de manifesta inadmissibilidade ou improcedência que autorizasse a imposição da multa do art.1.021, §4º, do CPC/2015.
Court Disposition
Agravo Interno improvido
Orders
- Negar provimento ao Agravo Interno
- Afastar a aplicação da multa prevista no art. 1.021, § 4º, do Código de Processo Civil de 2015
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment