AREsp 1931724 - DECISAO
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial por ausência de prequestionamento quanto aos dispositivos federais invocados (não foi demonstrada decisão sobre as normas apontadas nem indicação de ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015), e porque eventual determinação de que não há necessidade de dilação...
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- Parties
- Agravante: CHAVES & GONZALES LTDA; Recorrido: ESTADO DO TOCANTINS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 September 2021
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo E Decisão Sobre O Não Conhecimento Do Recurso Especial
- Outcome
- Agravo conhecido; Recurso Especial não conhecido
- Legal Topics
- Exceção De Pré Executividade, Prequestionamento, Negativa De Prestação Jurisdicional, Dilação Probatória, Súmula 7/stj, Súmulas 282 E 284/stf
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Parties
CHAVES & GONZALES LTDA
Agravante
ESTADO DO TOCANTINS
Recorrido
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo E Decisão Sobre O Não Conhecimento Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Admissibilidade da exceção de pré-executividade quando a matéria demandaria dilação probatória
- 2 Exigência de prequestionamento para conhecimento do recurso especial
- 3 Caracterização de negativa de prestação jurisdicional pela ausência de enfrentamento de argumentos
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial por ausência de prequestionamento quanto aos dispositivos federais invocados (não foi demonstrada decisão sobre as normas apontadas nem indicação de ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015), e porque eventual determinação de que não há necessidade de dilação probatória implicaria reexame de matéria fático-probatória vedado pela Súmula 7 do STJ.
Court Disposition
Agravo conhecido; Recurso Especial não conhecido
Orders
- Conheço do agravo
- Não conheço do Recurso Especial, com fulcro no art. 253, parágrafo único, II, a, do RISTJ
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de Agravo em Recurso Especial, interposto por CHAVES & GONZALES LTDA, contra decisão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS, que inadmitiu o Recurso Especial, manejado em face de acórdão assim ementado: "AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA E DEVIDO PROCESSO ADMINISTRATIVO. ARGUIÇÃO EM EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. NECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. SÚMULA 393 DO STJ. AGRAVO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. 1. A exceção de pré-executividade é admissível na execução fiscal relativamente às matérias conhecíveis de ofício que não demandem dilação probatória. 2. A aferição da suposta afronta aos princípios do contraditório, ampla defesa e devido processo administrativo, requer a necessária dilação probatória incompatível com a exceção de pré-executividade arguida. 3. Agravo conhecido e não provido" (fl. 73e). O acórdão em questão foi objeto de Embargos de Declaração (fls. 83/88e), os quais restaram rejeitados (fls. 129/130e). Nas razões do Recurso Especial, interposto com base no art. 105, III, a, da Constituição Federal, a parte ora agravante aponta violação aos arts. 11, 93 e 489, § 1º, IV, do CPC/2015, sustentando o seguinte: "II - DAS RAZÕES PARA REFORMA DO ACÓRDÃO RECORRIDO - DA NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL Veja Excelência, a Exceção de Pré-Executividade proposta nos autos originários se deu em decorrência de nulidade no Processo Administrativo Fiscal nº 2014/6570/500104, o qual originou a CDA objeto da presente demanda. No entanto, apesar da interposição de recurso voluntário em face da sentença de primeiro grau do processo administrativo fiscal, o Estado do Tocantins procedeu à inscrição do débito em dívida ativa, sem a análise do recurso aviado pela Recorrente. Ademais, conforme se verifica no Processo Administrativo Fiscal, nota-se que a data constante na COBRANÇA ADMINISTRATIVA AMIGÁVEL - CADA (fl. 138 do PAT) é a mesma data em que a Recorrente havia sido cientificado da sentença de primeira instância (13/03/2017), em total desacordo com o art. 61 da Lei nº 1.288/01 que determina que a COBRANÇA ADMINISTRATIVA AMIGÁVEL (CADA) somente pode ser produzida após o trânsito em julgado. Em síntese, a Recorrente foi privada de seu direito defesa, haja vista que não teve seu recurso apreciado e também teve suprimido o seu direito de realizar o pagamento antes que fosse ajuizada a presente ação de execução fiscal. Ressalta-se que tais fatos foram comprovados com a juntada dos anexos da exceção oposta, onde consta o inteiro teor do Processo Administrativo Tributário - PAT nº 2014/6570/500104. Contudo, ao alegar que a Exceção de Pré Executividade não deveria ser apreciada por não comportar dilação probatória, o juízo não enfrenta os argumentos suscitados pela Recorrente, pois a dispensa de dilação probatória não significa que o magistrado pode eximir-se da análise de provas pré-constituídas. É notório que a juntada de Processo Administrativo Tributário não acarreta na ocorrência de dilação probatória,pois se trata de mera prova pré-constituída, em similaridade ao Mandando de Segurança. Neste diapasão, Humberto Theodoro Neto 1 leciona que: (..) Nesse sentido, no REsp 804.295/MG, este Egrégio Superior Tribunal de Justiça decidiu que não há dilação probatória quando a parte traz toda a documentação suficiente a demonstrar os fundamentos de defesa, devendo o juiz examiná- los para decidir sobre o vício apontado. Assim, a exceção de pré-executividade comporta o exame da prova desde que pré-constituída à semelhança do que ocorre no mandado de segurança, conforme o assentado no voto do então Ministro Luiz Fux: (..) Destarte, a documentação apresentada no ato de propositura da Exceção de Pré-executividade tem a finalidade de corroborar as alegações suscitadas na manifestação apresentada, pois a nulidade da CDA é fundamentada na nulidade do processo administrativo. Portanto, a presente lide dispensa a ampla produção de provas. Além disso, a mera análise de provas pré-constituídas não pode ser impedida com o argumento de ocorrência de dilação probatória, ante a suficiência da documentação juntada paradirimir a questão, cuja a análise poderá ser feita mediante o simples cotejo do processo administrativo. Desse modo, verifica-se que a solução adotada pelo tribunal estadual não se revela a mais correta, eis que não foram enfrentados os argumentos e os pedidos formulados pela Recorrente em seu Agravo de Instrumento, em flagrante negativa de prestação jurisdicional e em clara ofensa ao princípio da paridade de armas, não permitindo o exercício do contraditório e da ampla defesa, conforme dispõe o art. 7º do CPC. É cediço que a obrigação de prestar a tutela jurisdicional de forma completa e fundamentada, sob a cominação de nulidade, constitui dever do Estado-juiz e garantia do cidadão. Destarte, a resistência injustificada à apreciação dos fundamentos e pedidos pleiteados no Agravo de Instrumento interposto caracteriza vício de procedimento, com manifesto prejuízo à Recorrente, na medida em que não aprecia as fundamentações expostas. Nesse contexto, resta configurada a negativa de prestação jurisdicional, encontrando-se caracterizada, na hipótese, a violação dos arts. 11, 93 e 489, §1º, inciso IV, do CPC, suficiente a autorizar o processamento do recurso especial interposto pela Recorrente e a nulidade do acórdão recorrido. Neste sentido, seguem precedentes desta Corte Superior que anulam decisões que não fundamentam os argumentos apresentados pelas partes, conforme o presente caso: (..) Assim, diante da negativa de prestação jurisdicional, ao contrario sensu do que preconiza o art. 7º e art. 489, inciso II, do CPC, o Recorrente pugna pela nulidade do acórdão recorrido, bem como aponta ofensa ao arts. 11, 93, inciso IX e 489, §1º, inciso IV do Código de Processo Civil, para justificar a interposição do presente recurso com fulcro no art. 105, III, "a", da CF"(fls. 145/150e). Por fim, requer "seja conhecido e dado provimento ao presente Recurso Especial, com o fito de reformar o acórdão recorrido para que:a) Declare nulo o acórdão recorrido devido a negativa de prestação jurisdicional, tendo em vista a violação do arts.11, 93 e 489, §1º, inciso IV, do CPC, pela ausência de fundamentação;b) Caso não se entenda pela nulidade do acórdão recorrido, pugna pela reforma deste para que seja conhecido e provido o Agravo de Instrumento interposto em evento 01, a fim de reconhecer a nulidade suscitada no referido recurso e, por consequência, inverter os ônus sucumbenciais da demanda"(fls. 150/151e). Contrarrazões a fls. 244/246e. Inadmitido o Recurso Especial (fls. 257/260e), foi interposto o presente Agravo (fls. 274/281e). Contraminuta a fls. 294/297e. A irresignação não merece conhecimento. De plano, verifica-se que não houve análise pelo Tribunal a quo dos dispositivos apontados como violados.Diante desse contexto, a pretensão recursal esbarra em vício formal intransponível, qual seja, da ausência de prequestionamento - requisito viabilizador da abertura desta instância especial -, atraindo, por analogia, o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal ("É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada"), na espécie. Isso porque, para que se configure o prequestionamento, não basta que o recorrente devolva a questão controvertida para o Tribunal. É necessário que a causa tenha sido decidida à luz da legislação federal indicada, bem como seja exercido juízo de valor sobre os dispositivos legais indicados e a tese recursal a eles vinculada, interpretando-se a sua aplicação ou não, ao caso concreto. A propósito: "PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO REGRESSIVA. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 282/STF. (..). 1. A ausência de decisão acerca dos dispositivos legais indicados como violados impede o conhecimento do recurso especial. 2. (..). 7. Agravo interno não provido" (STJ, AgInt no AREsp 1.152.254/SC, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, DJe de 18/05/2018). Acrescente-se que, se a parte recorrente entendesse persistir algum vício no acórdão impugnado, imprescindível a alegação de violação ao art. 1.022 do CPC/2015, por ocasião da interposição do Recurso Especial, sob pena de incidir no óbice da ausência de prequestionamento. Nesse sentido: "PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. PREQUESTIONAMENTO NÃO CONFIGURADO. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC/1973 NÃO ARGUIDA. AS RAZÕES RECURSAIS DEVEM ESTAR VINCULADAS À SUPOSTA OMISSÃO. 1. Deixando o Tribunal de origem de se manifestar sobre os temas insertos nos dispositivos tidos por violados, a despeito da oposição dos embargos declaratórios, e ausente, no recurso especial, o fundamento de ofensa ao art. 535 do CPC, incide, no caso, a Súmula 211 do Superior Tribunal de Justiça. Precedente: AgInt no AREsp 918.841/PE, Rel. Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, DJe 16/3/2017. 2. Recurso especial não conhecido" (REsp 1.434.902/SP, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, DJe de 11/10/2017). Destaque-se, por oportuno, que, mesmo diante do que prevê o art. 1.025 do CPC/2015, esta Corte Superior mantém esse entendimento, conforme se verifica da ementa a seguir transcrita: "CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. (..). 01. (..) 03. Inviável a análise de violação de dispositivos de lei não prequestionados na origem, apesar da interposição de embargos de declaração. 04. A admissão de prequestionamento ficto (art. 1.025 do CPC/15), em recurso especial, exige que no mesmo recurso seja indicada violação ao art. 1.022 do CPC/15, para que se possibilite ao Órgão julgador verificar a existência do vício inquinado ao acórdão, que uma vez constatado, poderá dar ensejo à supressão de grau facultada pelo dispositivo de lei. 05. (..) 06. Recurso especial não provido" (STJ, REsp 1.639.314/MG, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, DJe 10/04/2017). Por outro lado, como já proclamou a Terceira Turma do STJ, ao julgar o AgRg no Ag 192.465/SP (Rel. Ministro ARI PARGENDLER, DJU de 25/06/2001), "o acórdão proferido nos Embargos de Declaração pode estar fundamentado, e ainda assim ser deficitário, v.g., deixando, por motivação equivocada, de suprir, no julgado, omissão que o compromete. Nesse caso, o Recurso Especial deve indicar como violado o artigo 535, II do Código de Processo Civil, e não o artigo 458, II". In casu, verifica-se que a parte não indicou violação ao art. 1.022 do CPC/2015 (correspondente ao art. 535 do CPC/73), mas tão somente aos arts. 11, 93 e 489(correspondente ao art. 458 do CPC/73) do CPC/2015, o que impede o conhecimento da insurgência, ante a ausência de comando normativo destes dispositivos, para, por si sós,sustentar a tese de negativa de prestação jurisdicional. Tem aplicação, portanto,por analogia, da Súmula 284/STF ("É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia"). Nessa linha: "PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CONCLUSÕES DO TRIBUNAL DE ORIGEM ACERCA DA MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. DISTRIBUIÇÃO DOS ÔNUS SUCUMBENCIAIS. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7 DO STJ. DISPOSITIVO APONTADO VIOLADO DO QUAL NÃO SE EXTRAI A TESE SUSTENTADA. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. APLICAÇÃO ANALÓGICA DA SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Quanto à contrariedade ao artigo 21 do CPC/1973, é impossível a rediscussão da distribuição dos ônus sucumbenciais com o objetivo de redimensionar os honorários advocatícios arbitrados na origem. Incidência da Súmula 7 do STJ. Precedentes. 2. Dos dispositivos tidos como violados não se extrai a tese recursal, o que faz incidir a Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal (fundamentação deficiente). 3. Agravo interno a que se nega provimento" (STJ, AgInt no AREsp 1.039.960/MG, Rel. Ministro LÁZARO GUIMARÃES - Desembargador Federal Convocado do TRF da 5ª Região), QUARTA TURMA, DJe de 14/05/2018). "PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. DISPOSITIVO LEGAL INCOMPATÍVEL COM A TESE SUSTENTADA. CONTRATO DE LOTEAMENTO. CLÁUSULA ESPECÍFICA. REEXAME DE CONTRATO E DE CONTEÚDO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULAS N. 5 E 7/ DO STJ. DECISÃO MANTIDA. 1. É deficiente a fundamentação do recurso especial quando há incompatibilidade entre a tese sustentada e o comando normativo contido no dispositivo legal apontado como descumprido. Incidência da Súmula n. 284 do STF. 2. O recurso especial não comporta exame de questões que impliquem revolvimento de contrato e do contexto fático dos autos (Súmulas n. 5 e 7 do STJ). 3. No caso concreto, a parte alega a existência de situação excepcional, relativa a cláusula de contrato de loteamento. Entretanto, alterar o entendimento sobre o tema, consolidado pelo Tribunal de origem, demandaria reexame de suas cláusulas, bem como do conjunto probatório do feito, o que é vedado em recurso especial. 4. Agravo interno desprovido" (STJ, AgInt no REsp 1.503.675/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA, DJe de 27/03/2018). Ademais, a irresignação não pode ser conhecida em relação ao pedido de reforma do acordão recorrido, dada a falta de indicação de dispositivo legal apto a sustentar referido pedido, atraindo, à espécie, novamente, a Súmula 284/STF. Confira-se: "PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OFENSA AO ART. 535 DO CPC/1973 NÃO CONFIGURADA. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DO DISPOSITIVO DE LEI FEDERAL VIOLADO. SÚMULA 284/STF. AÇÃO RESCISÓRIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE OFENSA AO ART. 485 DO CPC. INCABÍVEL A AÇÃO RESCISÓRIA QUE SE PRENDE À IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO DECISUM RESCINDENDO. 1. A solução integral da controvérsia, com fundamento suficiente, não caracteriza ofensa ao art. 535 do CPC/1973. 2. A interposição de Recurso Especial fundado na alínea "a" do inciso III do art. 105 da Constituição Federal exige a indicação da lei federal entendida como violada e de seu respectivo dispositivo, sob pena de não conhecimento do apelo em razão de fundamentação deficiente. Incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. 3. É assente no STJ que o Recurso Especial interposto em Ação Rescisória deve cingir-se ao exame de eventual afronta aos pressupostos da ação, não aos fundamentos do julgado rescindendo. 4. Agravo Interno não provido" (STJ, AgInt no REsp 1.587.696/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe de 08/11/2016). Como se não bastasse, pacífica a jurisprudência do STJ no sentido de que descabe o reexame, em sede de Recurso Especial, da afirmação da necessidade de realização de dilação probatória, a inviabilizar o curso de Exceção de Pré-Executividade, feita nas instâncias ordinárias, porquanto demandaria incursão no conjunto probatório dos autos, medida vedada pela Súmula 7/STJ. Com efeito, "a alteração das premissas adotadas no acórdão recorrido, no sentido de se concluir que as questões não demandam dilação probatória, tal como propugnada, encontra óbice na Súmula 7 do STJ" (STJ, AgInt no AREsp 1.133.163/RS, Rel. Ministro LÁZARO GUIMARÃES - Desembargador Federal Convocado do TRF da 5ª Região), QUARTA TURMA, DJe de 23/04/2018). Ante o exposto, com fulcro no art. 253, parágrafo único, II, a, do RISTJ, conheço do Agravo, para não conhecer do Recurso Especial. I.