AREsp 3169714 - DECISAO
O Tribunal decidiu que o acórdão de origem enfrentou as questões suscitadas, aplicando corretamente o art. 774 do CPC ao reconhecer que a multa por ato atentatório à dignidade da justiça, quando aplicada em fase de execução, reverte em favor do exequente e integra o valor executado; que os honorários e a multa não se acumulam; que os juros devem ser aplicados pelo método simples (art. 406 CC); e que o exercício do direito de recorrer não caracteriza, por si só, litigância de má-fé. Ante a ausência de omissão e a fundamentação adequada do aresto recorrido, conheceu-se do agravo e negou-se provimento ao recurso especial.
- Parties
- Agravante: HELLEN BERCHOLINA RODRIGUES DOS REIS RAMOS; Agravante: FERNANDO CONCEIÇÃO RAMOS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 June 2026
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Conhecimento E Mérito Do Agravo (negado Provimento Ao Recurso Especial)
- Outcome
- Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial
- Legal Topics
- Excesso De Execução, Multa Por Ato Atentatório À Dignidade Da Justiça, Litigância De Má Fé, Honorários Advocatícios, Juros Moratórios, Repetição Do Indébito (art. 940 Cc)
Case Brief
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Parties
HELLEN BERCHOLINA RODRIGUES DOS REIS RAMOS
Agravante
FERNANDO CONCEIÇÃO RAMOS
Agravante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Conhecimento E Mérito Do Agravo (negado Provimento Ao Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 Se houve excesso de execução pela inclusão da multa por ato atentatório à dignidade da justiça, pela forma de incidência dos juros e pelo cálculo dos honorários advocatícios
- 2 Se houve litigância de má-fé pelos agravantes
- 3 Se houve negativa de prestação jurisdicional/omissão quanto à indicação do fundamento legal e do destinatário da multa
Ratio Decidendi
O Tribunal decidiu que o acórdão de origem enfrentou as questões suscitadas, aplicando corretamente o art. 774 do CPC ao reconhecer que a multa por ato atentatório à dignidade da justiça, quando aplicada em fase de execução, reverte em favor do exequente e integra o valor executado; que os honorários e a multa não se acumulam; que os juros devem ser aplicados pelo método simples (art. 406 CC); e que o exercício do direito de recorrer não caracteriza, por si só, litigância de má-fé. Ante a ausência de omissão e a fundamentação adequada do aresto recorrido, conheceu-se do agravo e negou-se provimento ao recurso especial.
Court Disposition
Conheço do agravo e nego provimento ao recurso especial
Orders
- Conheço do agravo
- Nego provimento ao recurso especial
Full Case Text
Judgment text and source record
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