REsp 1924148 - DECISAO
O recurso não merece provimento porque o Tribunal de origem aplicou o precedente vinculante do STF (RE 574.706) ao caso concreto e a definição sobre a extensão desse precedente — em particular se deve excluir o ICMS destacado nas notas fiscais ou apenas o ICMS escritural — é questão constitucional que cabe ao Supremo Tribunal Federal esclarecer nos próprios aclaratórios; assim, não cabe ao STJ, em recurso especial, colocar novas balizas à decisão do STF. Ademais, não se verificou omissão ou falta de fundamentação nos termos do art. 1.022 do CPC/2015 e a fixação dos honorários foi adequadamente postergada para a fase de liquidação, não havendo interesse recursal sobre esse ponto.
- Parties
- Recorrente: FAZENDA NACIONAL; Recorrida: UNIÃO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 March 2021
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decidido (conhecimento Parcial E Não Provimento)
- Outcome
- Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, não provido.
- Legal Topics
- Exclusão Do ICMS Da Base De Cálculo Do PIS E COFINS, Interpretação De Precedente Do STF (tema 69 / RE 574.706), Critério De Cálculo: ICMS Destacado Vs ICMS Escritural, Modulação De Efeitos, Honorários Advocatícios
Case Brief
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Parties
FAZENDA NACIONAL
Recorrente
UNIÃO
Recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Decidido (conhecimento Parcial E Não Provimento)
Legal Issues
- 1 Se o ICMS compõe a base de cálculo do PIS e da COFINS (aplicação do RE 574.706, Tema 69/STF)
- 2 Qual o critério de cálculo a ser aplicado para exclusão do ICMS: ICMS destacado nas notas fiscais de saída ou ICMS escritural a recolher
- 3 Se o Superior Tribunal de Justiça pode, em recurso especial, delimitar/interpretar a extensão do precedente constitucional do STF
Ratio Decidendi
O recurso não merece provimento porque o Tribunal de origem aplicou o precedente vinculante do STF (RE 574.706) ao caso concreto e a definição sobre a extensão desse precedente — em particular se deve excluir o ICMS destacado nas notas fiscais ou apenas o ICMS escritural — é questão constitucional que cabe ao Supremo Tribunal Federal esclarecer nos próprios aclaratórios; assim, não cabe ao STJ, em recurso especial, colocar novas balizas à decisão do STF. Ademais, não se verificou omissão ou falta de fundamentação nos termos do art. 1.022 do CPC/2015 e a fixação dos honorários foi adequadamente postergada para a fase de liquidação, não havendo interesse recursal sobre esse ponto.
Court Disposition
Recurso especial parcialmente conhecido e, nessa extensão, não provido.
Orders
- CONHEÇO EM PARTE do recurso especial e, nessa extensão, nego-lhe provimento, nos termos da fundamentação.
- Publique-se.
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Judgment text and source record
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